ASSUNTO ► Enquanto isso na banda desenhada
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Fúria Verde - O Incrível Hulk



O Hulk foi criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1962 para a editora Marvel comics, veio na fila de personagens com sentimentos mais humanizados, mais pé no chão e nem um pouco perfeitos. Diferente dos outros super-heróis, ele é um monstro incontrolável, nem um pouco heróico, que não procura salvar a terra ou mesmo defender os fracos e oprimidos.

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Um Besouro Genial

No post anterior:
Um típico super herói dos primeiros comics, o Besouro Azul começa como um vigilante e vai ganhando poderes conforme cresce em sucesso, e atravessa a Era de Ouro combatendo o nazismo e  tendo até seu próprio show de rádio. Com a chegada da Era de Prata, vem uma completa reformulação, mas essa seria apenas a primeira...



“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.

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Um Besouro à moda antiga

No post anterior:
Uma década de crises, assassinato, separação da trindade e controversos ataques dentro e fora dos quadrinhos termina com mais uma reformulação para a Princesa Amazona. E o resumo vai ser só isso mermo, porque quem tá aqui hoje é o Freud e quero ir logo pro post.



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Princesa Amazona – Final

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Foi um período conturbado para nossa heroína: Após ser substituída por Ártemis e retornar à posição de Mulher Maravilha, Diana acaba morta e substituída por sua mãe, Hipólita. Enquanto isso, alça a condição de Deusa da Verdade, ao que eventualmente desiste desta posição, voltando ao mundo dos vivos e retornando para o posto de Mulher Maravilha.



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Princesa Amazona – Parte 4

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De volta às suas origens, a Mulher Maravilha encontra um destino fatal nas mãos do Antimonitor em Crise Nas Infinitas Terras. No entanto, ao invés de morrer, a heroína retrocede no tempo, onde sua história pôde ser recontada de forma diferente, iniciando uma das fases mais celebradas da personagem.



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Princesa Amazona – Parte 3

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Após ser acusada de lesbianismo, fetichismo e sadomasoquismo, a vida da Mulher Maravilha tem uma grande reviravolta quando a heroína renuncia seus poderes pelo amado Steve Trevor e deixa de ser a Mulher Maravilha que conhecíamos. Graças às suas fãs do mundo real, e a série de TV que a tornou ainda mais popular, Diana pôde finalmente voltar a ser a Mulher Maravilha que sempre conhecemos.



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Princesa Amazona - Parte 2

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Uma nova personagem é criada para representar a força feminina nos quadrinhos: A Mulher Maravilha. Criada na Ilha Paraíso, uma ilha só de mulheres, Mulher Maravilha vai para o “mundo dos homens” com a missão de ajudá-los a enfrentar a crescente ameaça nazista, colocando assim seu nome no hall dos maiores heróis de quadrinhos.

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Princesa Amazona - Parte 1

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Criado pela necessidade e diretamente ligado à guerra fria, o Homem de Ferro sempre foi um personagem não tão famoso quanto outros da Marvel, mas que passou por muitas fases que fizeram a diferença nos comics e que merece figurar entre os grandes personagens de quadrinhos.



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O Demônio, a armadura e o guarda-costas

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Uma interrogação ambulante e um detetive determinado em cumprir sua missão até a morte, Questão serviu de inspiração a personagens emblemáticos dos quadrinhos e trilhou um caminho único dentro do Universo DC.


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...Eis A Questão!!

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De uma maior liberdade criativa dada a um grande autor nasce o obscuro Questão, um sinistro e impiedoso vigilante com convicções inabaláveis e idéias filosóficas, em plenos anos 60. Duas décadas depois, o Questão é redescoberto e serve de base para um personagem crucial numa das mais aclamadas estórias de super-heróis (o Rorschach de Watchmen).


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...Eis O Questão!!

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Pô... o post anterior eu já li, semana passada, e esse de hoje não vai ter nada a ver com ele então.... e dai? Você não leu? PROBLEMA SEU, perdeu um post bem legal.... Ok, ok, eu quebro teu galho... Foi sobre o Homem Borracha e claro que cê ainda pode ler, e até comentar ( o Rafael agradeçe, rs...). Clica aqui e confere.
Já deu pra perceber que não é o Rafael aqui hoje, né? Se você pensou, pela introdução panaca, que deve ser o Freud, parabéns. Agora chega dessa firula e também das minhas palhaçadas porque tou aqui pra falar de um personagem que curto muito...


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Porque tão sério?

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O maior representante da América teve seus altos e baixos nas últimas eras, indo de aventuras lamentáveis a transformações radicais mais recentes. Atualmente, Steve Rogers é apenas Steve Rogers. O papel de capitão América está com seu antigo parceiro, Bucky Barnes.


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O Sentinela da Liberdade – Final

No post anterior:
Os tempos mudaram, mas Capitão América conseguiu se manter firme e forte através das décadas, mesmo seu tempo já tendo “passado”. Mas não foi fácil, principalmente durante os famigerados anos 90, onde até armadura ele precisou usar. O que mais o futuro reservaria para este icônico personagem?

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Vida e Morte do Capitão América

Depois que retornou a vida, após o fiasco que foi a iniciativa “Heróis Renascem” (ver post anterior), a vida do Capitão América não mudou muito. Continuou membro dos Vingadores e enfrentando seus velhos inimigos, sozinho ou ao lado de outros personagens do universo Marvel. Mas não demoraria muito para que a vida de Steve Rogers fosse chacoalhada de forma intensa. Após revelar sua identidade secreta e passar a viver em uma vizinhança do Brooklyn, em Nova York, Steve Rogers fica a serviço da Shield e descobre que Bucky, seu parceiro na época da Segunda Guerra Mundial está vivo. Ele foi salvo pelos soviéticos, que programaram sua mente para se tornar um assassino a serviço do governo soviético sob o codinome de Soldado Invernal. Quando não estava em missão, era deixado em estado criogênico, isso fez com que o personagem envelhecesse menos do que Rogers durante esse tempo, atingindo apenas a idade cronológica de um jovem de 20 e poucos anos.
Soldado Invernal reaparece quando lança um ataque terrorista nos EUA, matando centenas. A Shield e o Capitão América o enfrentam, e o Capitão acaba descobrindo que o Soldado Invernal e Bucky são as mesmas pessoa. Os dois se enfrentam, e no final Bucky retoma suas memórias, lamentando tudo o que fez e desaparece.

Nesse ínterim, a Marvel Comics passou por um evento que eu particularmente considero a melhor megassaga já escrita pela casa das Idéias: Guerra Civil.

Na história, um grupo de heróis inexperientes enfrentam um vilão até chegaram em uma escola, onde este mesmo vilão explode a escola com alunos, professores e os heróis dentro. Essa tragédia força o governo a tomar uma atitude drástica e criar uma lei que obriga qualquer superhumano a se registrar perante o governo para poder usar suas habilidades. Alguns heróis ficam do lado do governo, outros não. Curiosamente, Capitão América é o primeiro a discordar da atitude do governo, o que o leva a liderar os heróis, que eventualmente passaram ser considerados criminosos. O Homem de Ferro, que havia ficado a favor do registro e do governo, passou a liderar os heróis registrados contra os não-registrados, o que acarretou em uma batalha onde a linha entre o certo e o errado, entre herói e vilão desapareceu, e todos os ideais heróicos foram colocados em cheque. Ao se dar conta de tudo isso, Capitão América decide se entregar ao governo, pois o que eles estavam fazendo estava prejudicando justamente o povo o qual ele sempre protegeu.


Ao ser levado para julgamento, no entanto, Capitão América foi atingido por um tiro (depois seguido por outros), vindo de ninguém menos do que Sharon Carter, amor de longa data do herói. Tudo não passava de uma grande conspiração, orquestrada pelos vilões Caveira Vermelha e Ossos cruzados, que sugestionaram Sharon hipnoticamente para que cometesse o assassinato.

Tony Stark (o Homem de Ferro), recebe uma carta escrita por Rogers antes de morrer, que pede ao herói que “salve” Bucky, porque o mundo ainda precisava de um Capitão América. Isto posto e feito, Stark oferece o manto de Capitão América para Bucky (que a esta altura já estava de volta e havia ajudado a Shield e tentado vingar a morte de Rogers), que acaba aceitando e se tornando o novo Capitão América.

Durante pouco mais de um ano, Bucky foi bem recebido como o novo Capitão América, mas Steve Rogers não demoraria muito a voltar. Na mini-série “Captain America: Reborn”, descobrimos que Steve Rogers não está morto, mas sim preso em um ponto fixo do espaço-tempo, em animação suspensa no tempo. Não vou entrar em detalhes porque, acreditem, é melhor vocês não saberem.

Após Reborn, fica-se a dúvida sobre quem seguirá sendo Capitão América, mas Steve Rogers insiste que Bucky continue com o legado. Ele continua até a saga Siege, que está saindo atualmente nos EUA e onde parece que Steve Rogers estará de volta ao manto de Capitão América e ao posto de líder dos Vingadores, ao lado de Thor e Homem de Ferro.


Capitão América é um personagem icônico, e por mais que sua roupa e sua criação estejam diretamente ligadas ao patriotismo americano, hoje o personagem, assim como Superman, representa ideais e valores que vão além de fronteiras continentais. Esperamos que ele continue levando esses valores adiante por muitas outras gerações.


A seguir: Ele é um dos heróis mais antigos dos quadrinhos, mas quase ninguém sabe disso. Na próxima semana, Porque tão sério?

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O Sentinela da Liberdade – Parte 3

No post anterior:
O verdadeiro Capitão América está de volta! Depois de desaparecer durante a Guerra e ser dado como morto, Steve Rogers é encontrado em animação suspensa em um bloco de gelo, o que permite trazê-lo de volta e lutar ao lado dos Vingadores!


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Bons Tempos, Maus Tempos

Os anos 80 foram uma verdadeira nova era para os Comics. Se anos 40 criaram o gênero e os anos 60 o revitalizaram, podemos dizer que os anos 80 o amadureceram. Após algumas tentativas ousadas nos anos 70 de tornar os super-heróis mais relevantes (como a série Lanterna Verde/Arqueiro Verde, eventos como a morte de Gwen Stacy e inclusive as histórias do próprio Capitão América), os quadrinhos estavam prontos para dar um passo à frente e se tornarem mais do que mero entretenimento barato.

Capitão América, ironicamente, foi um dos personagens que mais foi beneficiado por essas mudanças. Nesse período o personagem se envolveria nos mais diversos tipos de histórias, que iam desde nacionalismo extremista e vigilantes que assassinavam vilões. Histórias que envolviam senso de dever, ética e moral trouxeram boas histórias para o capitão nesse período.

Após as investigações do governo sobre sua fortuna vinda do nada (comentada anteriormente, Steve Rogers deixa de ser o Capitão América por um tempo e desaparece. Falcão, um personagem chamado Demolition Man e Nômade (Jack Monroe) se decidam à descobrir o verdadeiro paradeiro de Rogers, encontrando-o agindo secretamente sob o codinome de “Capitão”; os heróis então atuam por um tempo com Rogers, até este voltar a ser o Capitão América. Durante esse meio tempo, Rogers foi substituído por John Walker, que após o retorno de Steve ao posto de Capitão América, assumiu o uniforme que o herói usou enquanto agia como “Capitão” e se tornou o Agente Americano.

Capitão América também teve, no entanto, suas fases ruins, principalmente durante os anos 90 (a década que levou quase todos os heróis para o buraco). O herói teve o soro do supersoldado “retirado” do seu sistema (lembra alguma coisa? A remoção do adamantium do corpo de Wolverine, talvez?) e, posteriormente em um retcon, foi explicado que o soro do supersoldado era, na verdade, um fluído como que um vírus, que alterava o DNA. Capitão América também teve que usar, durante um curto período, uma armadura protetora, pois seu corpo estava se deteriorando devido à efeitos colaterais do soro.

Além disso, Capitão também fez parte de uma iniciativa ousada da Marvel chamada Heróis Renascem. Em resumo: Durante os eventos da megassaga Massacre, diversos heróis perdem a vida. Após esta saga, é lançada uma série de revistas com esses personagens, passadas em um outro universo. Chamada de Heróis Renascem, esta iniciativa contou com nomes da Image Comics (e que já haviam trabalhado na Marvel) como Jim Lee e Rob Liefeld. A idéia era reformular os personagens, trazendo versões mais “atualizadas” dos mesmos (lembra alguma coisa? Os anos 60, talvez?)

Entretanto, esta iniciativa foi um fracasso, por uma série de fatores, que vão desde brigas internas entre autores e editores até o desgosto dos próprios leitores quanto ao rumo das histórias. Então, para consertar o erro, a Marvel trouxe todos “de volta” ao universo padrão e tudo voltou ao normal.


Epílogo: Curiosidades

- Em outro retcon, foi revelado que o projeto responsável pelo surgimento do Capitão América (nomeado como Operação Renascimento) testou o soro do supersoldado em negros antes de aperfeiçoarem e testarem em Rogers. Esta história polêmica, publicada em uma mini-série, que mostrou Isaiah Bradley, que foi também o primeiro a usar o uniforme de Capitão América.
- Atualmente, o neto de Isaiah Bradley assumiu o codinome de Patriota, atuando na equipe os Jovens Vingadores;
- Em 1991 Capitão América foi levado para as telas de cinema; o filme, no entanto, possui uma série de liberdades criativas que desagradaram aos fãs. Hoje o filme é visto como uma piada, assim como muitos outros filmes que a Marvel lançou nos anos 90 (Tais como Nick Fury – Agente da Shield e Geração X).



A seguir: Vida e Morte do Capitão América

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O Sentinela da Liberdade – Parte 2

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Steve Rogers quer entrar para o exército. Mas seu físico mirrado e doente o impede de realizar seu sonho de lutar pelo seu país. No entanto, em uma chance em um milhão, Rogers tem a oportunidade e mudar de vida, submetendo-se à um soro experimental desenvolvido para criar o soldado perfeito. O resultado do soro é um sucesso e o corpo do garoto é levado ao auge da perfeição humana. Assim, o antes fraco rapaz passa a ser o maior herói da América contra os nazistas, o Capitão América!




“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.


Nova Fronteira

Os anos 60 tiverem um renascimento das histórias de super-herói. Isso começou em 1956, quando a revista Showcase trouxe de volta, sob nova identidade, novo uniforme e nova origem um dos personagens mais populares da Era de Ouro, o Flash. A partir daí, uma série de outros personagens foram reformulados e trazidos de volta do limbo, como Lanterna Verde, Arqueiro Verde, Aquaman, entre muitos outros.

Já nos anos 60 propriamente ditos, a editora Atlas acabava dando origem à Marvel Comics, que passou a criar personagens diferentes dos quais os leitores estavam acostumados. Monstros verdes, industriais com problemas de coração que usavam armadura, entre outros davam o clima da nova era de super-heróis. Foi neste cenário que, durante uma batalha contra os Vingadores Namor, irado, joga no mar um bloco de gelo que alguns nativos adoravam como um Deus. Mas dentro deste bloco de gelo estava ninguém menos que o Capitão América, de escudo e tudo. Foi explicado que, ao fim da Segunda Guerra Mundial, o Capitão América desaparecera misteriosamente. Na verdade, ele acabou caindo no mar, onde foi congelado. Seu corpo foi mantido em animação suspensa no gelo até aquele presente momento, quando o ato no Namor causou o degelo que tirou o Capitão dali. Inacreditavelmente o herói estava vivo e aparentemente bem e não demorou muito a fazer parte dos Vingadores, tornando-se líder da equipe.

Ao contrário da tentativa de reviver o personagem nos anos 50, que foi um fracasso, esse novo retorno de Steve Rogers foi muito bem recebido pelo público, principalmente devido ao fato de que os eventos passados durante a Guerra com o personagem não haviam sido esquecidos. Aliás, o sentimento de culpa de Rogers pela morte de seu parceiro mirim, Bucky na Segunda Guerra foi amplamente explorado, e algo que demorou a ser superado pelo herói. Mais tarde, ele chegou a colocar o jovem Rick Jones sobre sua tutela, mas por um bom tempo relutou em deixar o garoto assumir o manto de Bucky, temendo que o mesmo acontecesse com ele também. Só um bom tempo depois Capitão finalmente superou a morte de seu primeiro parceiro e deixou Rick Jones dar sequência ao legado de Bucky. Mas a carreira de Rick como o parceiro do Capitão não durou muito tempo. Depois disso, Rogers conheceu Sam Wilson, que depois se tornou o super-herói Falcão. A amizade entre os dois deu início à diversas histórias onde atuavam juntos, percorrendo as estradas dos EUA, e por um tempo eles dividiram a revista “Capitão América e Falcão”, onde os dois atuavam como “heróis do povo”, por assim dizer.

Durante esse tempo, a vida pessoal de Steve Rogers não era nada fácil. Tentou uma série de empregos, como policial em Nova York e até desenhista de quadrinhos. Mas seu compromisso como Capitão América o tornava relapso nos seus empregos, fazendo com que ele nunca durasse neles. Após um tempo, finalmente sua vida mudou quando recebeu uma fortuna, resultado do soldo militar que ele não havia recebido desde seu desaparecimento. Por um tempo viveu bem, até o governo começar a questionar de onde tinha vindo essa fortuna súbita. É, parece que nem os “verdadeiros heróis americanos” tem vida fácil na Marvel...


Epílogo: Curiosidades

- Como Stan Lee ignorou a existência de um Capitão América entre o fim da Segunda Guerra e o período que ele trouxe o herói de volta, mais tarde foi explicado que as aparições do Capitão durante esse meio tempo aconteceram, mas não por conta de Steve Rogers (que durante este período estaria congelado). Então, foi dito que outras pessoas assumiram temporariamente o manto de Capitão América (e outras também assumiram a identidade de Bucky): William Naslund, o Independente, também chamado de "O Espírito de 76" foi convocado para usar o uniforme de Capitão América no lugar de Rogers (Um ex-jogador de baseball chamado Fred Davis se tornou o novo Bucky). Este Capitão foi morto ao tentar impedir o assassinato de John Kennedy (bem antes dele se tornar presidente) e foi substituído por Jeff Mace, que na época era o herói conhecido como Patriota, que atuou por um tempo até se aposentar. Mais tarde, um professor sem querer encontra a fórmula para o soro do supersoldado, injeta em si mesmo e se torna no novo Capitão América. O último deles foi um homem tão devotado a personificar seu ídolo que fez uma cirurgia para se tornar igual ao Capitão América. Mais tarde ele consegue uma cópia nazista do Soro do Supersoldado e injeta em si e em seu protegido. Mas o soro é imperfeito e deixa os dois insanos. Mais tarde, este personagem se torna o vilão Grande Diretor;
- Sam Wilson, o Falcão é, até onde se sabe, o primeiro super-herói negro dos quadrinhos mainstream;
- Capitão América foi um dos personagens que tinha seu próprio desenho no segmento The Marvel Superheroes, nos anos 60, junto com Namor, Homem de Ferro e Hulk;



A seguir: Bons tempos, maus tempos.

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O Sentinela da Liberdade – Parte 1

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Ele surgiu como uma cópia de Robin Hood com Batman, mas com o tempo evoluiu e ocupou seu lugar como um dos maiores heróis da DC Comics, com sua personalidade marcante, suas polêmicas e seu senso de dever para com o povo. Ele foi, é, e sempre será um defensor dos fracos e oprimidos.



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Dever e Pátria

1941. O mundo estava em guerra. E, mesmo entre os países que não estavam diretamente envolvidos, em qualquer lugar era só sobre isso o que se falava. Diferente do que ocorreu recentemente em outros conflitos, a Segunda Guerra Mundial foi tão abrangente e importante que mudou o comportamento das pessoas e da sociedade. Àquela época, direta ou indiretamente, todos viviam para a Guerra e pela Guerra. Para muitos segmentos do entretenimento, não foi diferente, especialmente nos quadrinhos.

Embora em geral os super-heróis americanos não enfrentassem nazistas nem estavam envolvidos no conflito, as capas traziam conteúdo totalmente voltado à Guerra, com mensagens de incentivo aos soldados e mostrando os heróis dando sopapos em Hitler, Hiroito e assim por diante. Nesse período, como acontece sempre nesses casos, as empresas começaram a ver o potencial das histórias em quadrinhos como propaganda de guerra (não necessariamente por patriotismo, mas porque, dado o fato de que era o assunto que estava sempre na boca do povo, tinha potencial para atrair muitos leitores – e vender como água).

Se as editoras não se preocupavam muito com o patriotismo, o mesmo não podia se dizer de Joe Simon e Jack Kirby. Conscientemente uma criação política, o Capitão América surgiu do repúdio de Simon e Kirby aos métodos da Alemanha Nazista e decidiram que os EUA fariam parte da Guerra, nem que fosse na ficção. O personagem foi inicialmente criado por Joe Simon, mas foi depois refinado por Jack Kirby.

A revista contava a história de Steve Rogers, um garoto frágil e doente que queria se alistar no exército. Devido as suas condições, foi inicialmente rejeitado, até que se ofereceu para participar de um programa experimental do governo, onde receberia um soro nunca antes testado. Chamado de soro do supersoldado, ele levou o corpo de Rogers ao auge da perfeição humana, dando ao garoto uma nova vida e a chance de lutar pela América ao lado dos países Aliados. Usando um uniforme com máscara baseada na bandeira dos EUA, e um escudo poderoso que poderia ser atirado como arma, Rogers passou a lutar contra os nazistas sob o codinome de Capitão América.

As histórias do herói não fugiam muito da caça aos nazistas, e os vilões eram sempre os países do Eixo, principalmente alemães e japoneses. Tinha também, assim como Batman, um parceiro mirim, Bucky (Bucky Barnes) que acompanhou o Capitão em todas as suas histórias durante a Guerra. Os dois também participaram, junto com Namor, Tocha Humana (e seu parceiro Centelha), o velocista Whizzer (não sei se ele teve um nome em português) e Miss America de uma equipe chamada All-Winners Squad.

Durante este período, Capitão América se tornou um personagem extremamente popular, de fato um dos mais populares da época, junto com Superman, Batman, Flash, Mulher Maravilha e Capitão Marvel. Mas, assim que a Guerra acabou, a popularidade dos quadrinhos caiu drasticamente e os personagens que tinham como principal suporte a simbologia política foram os mais afetados; com Capitão América não foi diferente. Após a morte de Bucky e a substituição dele por Betsy Ross, que se tornou a heroína Golden Girl (também não sei se tem nome em português), a revista não se sustentou por muito mais tempo e, em 1950, foi encerrada.

Ainda durante os anos 50, houve uma tentativa de trazer o personagem de volta, junto com Namor e Tocha Humana, numa revista chamada Young Men. O Capitão era citado como “Capitain América - Commie Smasher!” (algo como Capitão América – o esmaga comunas), onde o comunismo da União Soviética era o vilão da vez. Mas o revival foi um fracasso e, cerca de um ano depois, Capitão América voltou novamente para o ostracismo. Pelo menos até a próxima década.



Epílogo: Curiosidades

- Capitão América não foi o primeiro herói “patriótico” dos comics. Este título vai para o herói The Shield (que voltou a ser publicado recentemente pela DC Comics), criado no início de 1940.
- Aliás, Capitão América e The Shield têm muitos pontos em comum (ambos usam bandeira americana, seus poderes vem de experimentos e os dois trabalharam para ao governo, o escudo do Capitão tinha o mesmo formato do escudo do Shield), o Freud falou desses dois personagens aqui;
- Em um retcon (mudança no passado dos personagens), foi estabelecido que Capitão América lutou ao lado de outros heróis (alguns os mesmos que faziam parte do All-Winners Squad) numa equipe de nome Os Invasores;
- A revista do Capitão América foi lançada oficialmente em Março de 1941, mas teve uma distribuição anterior em dezembro de 1940. Em seu lançamento oficial a revista chegou a vender um milhão de cópias;
- Curiosamente, os EUA só entraram na Guerra em novembro de 1941, quando os japoneses atacaram Pearl Harbor (quase um ano após a estréia do Capitão América);
- O maior inimigo do Capitão, o Caveira Vermelha, surgiu junto com o personagem, em Capitão América # 1;
- Originalmente, o escudo do Capitão américa não era redondo, e sim no formato de um "escudo" mesmo.


A seguir: A Nova Fronteira

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Herói do povo... Mas com arco e flecha

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Dois personagens aquáticos chegam aos novos tempos. Para um, a vida é fácil, para outro, nem tanto. Como esses dois personagens sobreviveram à uma era em que os velhos heróis são considerados ultrapassados? Será possível seguir adiante sem mudar completamente?



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Como já disse outras vezes, todas as bases do gênero super-herói surgiram durante o primeiro período de publicação dos mesmos, durante a chamada Era de Ouro, assim como os prinipcais personagens. Arqueiro Verde não é diferente.

Os anos 40 foram uma época bastante produtiva para as histórias em quadrinhos americanas. Após o surgimento de Superman e Batman, a cada mês pipocavam novas revistas com novos super-heróis que combatiam o crime com incríveis poderes e/ou habilidades. Não havia muito consenso sobre as “regras” de se fazer uma história do gênero, mas para aproveitar a onda e garantir o sucesso, os autores e editoras sempre se baseavam nas mesmas fórmulas que surgiram com os primeiros heróis, como Superman, Batman, Flash, Capitão América, Namor e Tocha Humana, ou seja: identidades secretas, acidentes que davam poderes, experimentos – secretos ou não, roupas semelhantes aos dos artistas circenses ou uma gama de armamentos especiais e temáticos. Por isso era comum também, nesse período, as personalidades dos heróis não diferirem muito umas das outras com raras exceções (Como Namor, por exemplo).

Em 1941, surgiu na revista More Fun Comics um personagem que, apesar de não ter nada de muito criativo, conquistou bastante sucesso entre os fãs. O roteirista Mort Weisinger, inspirado principalmente por Batman, num filme seriado de 1921 chamado The Green Archer e em Robin Hood, trouxe aos fãs o Arqueiro Verde. Originalmente, Arqueiro Verde era Oliver Queen, estudioso da cultura dos índios americanos, que costumava viver entre eles, tendo muito respeito por essas culturas. Ao descobrir os rastros da lendária cidade de Pueblo City, encontrou lá uma estátua de ouro. Mas malfeitores haviam seguido Oliver e tentaram matá-lo, bem como a um índio amigo e o filho deste, Roy Harper. A perícia em arco e flecha dos 3 (e do qual Ollie havia aprendido com os índios) deteve os bandidos, mas não sem antes levar a vida do índio no processo, deixando Roy aos cuidados de Oliver. Os dois decidiram então usar suas habilidades para combater o crime na cidade, usando o ouro da estátua para financiar suas carreiras de vigilantes, além de organizações beneficentes para índios.

Este Arqueiro Verde era bem diferente das encarnações posteriores. Além disso, por ser basicamente inspirado em Batman, possuía diversos elementos semelhantes, tais como disparar flechas dos mais variados tipos (flecha-luva de Boxe, flecha-explosiva, flecha-corda, etc), entre outros. Ele e Roy (que foi chamado de Ricardito – Speedy no original), também fizeram parte de algumas equipes do passado, tais como os Sete Soldados da Vitória e o All-Star Squadron.

Posteriormente, durante a Era de Prata, como aconteceu com a grande maioria dos personagens que sobreviveram á Era de Ouro, a origem do Arqueiro foi revista. Agora Oliver “Ollie” Queen era um milionário mauricinho que nunca teve muita responsabilidade na vida, até que um dia caiu de um iate, bêbado e foi parar em uma ilha deserta. Lá, ele precisou aprender a se virar sozinho, sem os luxos da riqueza pela primeira vez e só conseguiu se alimentar graças à um rústico arco e flecha que ele desenvolveu, e de onde adquiriu suas habilidades. Só conseguiu sair de lá tempos depois, quando um grupo de plantadores de maconha desembarcou na ilha. Ele prende os criminosos usando o arco e flecha e os entrega à guarda costeira. Seu retorno à sociedade foi num baile de máscaras beneficente, onde foi fantasiado de Robin Hood. Lá, percebeu que agora enxergava a vida de forma diferente, não tinha mais paciência para a futilidade dos ricos poderosos. Foi então que um assaltante adentra a festa e Oliver o detém, ato que o estimulou e o ajudou a decidir usar sua fortuna para combater o crime.

Mas a verdadeira mudança ainda estava por vir. No final dos anos 60, Dennis O’neil já estava cansado de contar as mesmas histórias de super-herói. Queria que elas fossem relevantes, e que os heróis tivessem algo a dizer. Influenciado provavelmente pelo advento da Marvel Comics e seus heróis, queria que os personagens DC fossem mais humanos. Neil Adams havia remodelado o visual do personagem, então O’neil aproveitou para repaginar também a personalidade do Arqueiro dando-lhe uma atitude mais radicalizada. Essa mudança de personalidade ocorreu quando, preocupando-se mais com sua carreira de herói do que com sua empresa, Oliver se permitiu ser enganado por um empresário manipulador, e como resultado, perdeu toda a sua fortuna. Esse fato mudou novamente a vida do herói, e Arqueiro Verde e Oliver Queen passaram a ser uma única pessoa, e ele passou a se dedicar exclusivamente a resolver os problemas das pessoas, e a ajudar os fracos e oprimidos, não importando quem tivesse que derrubar.

Nesse meio tempo, Oliver foi membro da Liga da Justiça e passou a namorar a versão da Era de Prata da Canário Negro. Suas atitudes acabaram afastando-o da equipe, mas isso trouxe uma das melhores fases do herói. Ao convencer seu amigo Hal Jordan (O Lanterna Verde) a deixar de ser um soldado que acredita piamente no que seu superior lhe diz e desafiá-lo a conhecer os verdadeiros problemas do mundo, os dois heróis saem viajando pelos Estados Unidos, enfrentando problemas sociais, tais como racismo, abuso, drogas, prostituição, entre outros. Durante este período, também descobrimos que Ricardito era um viciado em drogas em uma das histórias mais chocantes e emocionantes da história dos super-heróis. Essa fase se deu em uma revista conjunta dos dois personagens, é considerado um divisor de águas nos quadrinhos e precursor de mudanças nas histórias que ocorreriam posteriormente nos anos 80. Pela primeira vez, começávamos a ver os heróis da DC como seres humanos, com seus problemas pessoais e suas falhas.

Arqueiro Verde foi o mais próximo de um “anti-herói” carismático que a DC já teve, pois fez muitas coisas que, para heróis, seriam consideradas “erradas”. Lutou contra o governo, se tornou praticamente um esquerdista, era radical, envolveu-se com uma de suas vilãs, que teve um filho dele, entre outras coisas. Mas tudo isso sem esquecer a luta contra os fracos e oprimidos. Em termos de comparação, Oliver era quase um “líder sindical”: tinha seus próprios problemas afinal era um ser humano, mas era a voz do povo em meio à heróis que se colocavam acima deles. Mas as atitudes de Oliver não o levariam muito longe.

Nos anos 90, para deter um grupo paramilitar chamado Corporação Éden usando seu próprio senso de justiça, Oliver ficou com um dos braços preso em um avião e, mesmo com a presença de Superman, preferiu ficar ali a ter seu braço decepado. O resultado foi que o personagem morreu na explosão do avião. Posteriormente, Queen foi substituído por seu filho bastardo Connor Hawke, um jovem que havia sido criado em um mosteiro, e apesar de se rum exímio lutador (um dos melhores do planeta), não conhecia muito sobre a nossa sociedade contemporânea.

Connor chegou a participar de diversas histórias com personagens DC, como Batman e também participou por um curto período da Liga da Justiça, e permaneceu como o Arqueiro Verde “oficial” até que Oliver Queen retornou à vida graças à Hal Jordan (na época em que havia se tornado o vilão Paralax).

Quando retornou, Arqueiro Verde continuou quebrando tabus. Adotou uma jovem portadora do vírus HIV - que se tornou a Ricardita, casou-se com a Canário Negro (com quem sempre teve um relacionamento instável) e se candidatou à prefeito de sua cidade e venceu, passando a dividir suas tarefas entre limpar a cidade por dentro e por fora do sistema. E a mini-série Cry for Justice e a subseqüente The Rise and Fall of Green Arrow prometem trazer ainda mais transformações radicais à um herói que sempre mudou, sempre evoluiu, diferente da grande maioria dos personagens do meio, o que faz dele um dos heróis mais interessantes de acompanhar desde sempre.

Epílogo: Curiosidades:
- Apesar do Arqueiro Verde da Era de Prata ter sua origem revisitada e desvinculada dos nativos americanos, Roy Harper no entanto continuou tendo sua origem indígena;
- Atualmente, Arqueiro Verde é um dos personagens principais da série Smallville;



- Curiosamente, o ator que interpreta o Arqueiro Verde em Smallville (Justin Hartley) foi o protagonista do piloto da série Mercy Reef, onde fazia o papel de Aquaman. Ambos os personagens surgiram na mesma edição e foram criados pelo mesmo autor, Mort Weisinger;
- Segundo Bruce Timm (responsável pelas produções animadas da DC, tanto na TV quanto em DVD), um longa animado sobre a origem do personagem estava nos planos da Warner, mas alguém decidiu que o personagem não era conhecido o suficiente para sustentar sua própria animação solo;
- Arqueiro Verde era um dos personagens mais populares no desenho Liga da Justiça Sem Limites;
- Assim como virtualmente todos os personagens da Era de Ouro, o Arqueiro Verde original foi movido para a Terra-2, lar da Sociedade da Justiça;
- O Arqueiro Verde da Era de Ouro não “desapareceu” como a maioria dos heróis durante a Crise Nas Infinitas Terras, e sim foi uma das baixas da saga (o personagem é morto por um dos demônios das sombras do Antimonitor);
- Diferente da maioria dos personagens da Era de Ouro, que tiveram histórias solo e só depois de um tempo tiveram sidekicks, Arqueiro Verde sempre atuou com Ricardito, desde a primeira aventura;
- Arqueiro Verde era tão "inspirado" em Batman que tinha praticamente tudo o que o herói tinha, incluindo um "flechamóvel" e uma "flechacaverna";
- Foi o primeiro herói popular a ter um título próprio regular com temática mais adulta, antecipando em mais de uma década o avento de histórias como a Linha “Max” da Marvel.



A seguir: O Sentinela da Liberdade

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Das Profundezas – Final

No post Anterior:
Uma era acaba, outra começa. Namor e Aquaman retornam, mas diferentes. Um é um novo homem, com nova origem e em novo universo. Outro se torna um adulto e rei de seu povo. Em meio às grandes transformações da Era de Prata, Namor mantém seu status de anti-herói, enquanto Aquaman sagra-se herói, junto com outros de grande escalão. Mas e depois? O que vem a seguir? Estarão estes dois personagens preparados para os novos tempos?


“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.


Nova Era

Os anos 80 mudaram os quadrinhos. Eventos como a morte de Gwen Stacy e hqs como Watchmen, Cavaleiro das Trevas, Piada Mortal e Asilo Arkham trouxeram uma nova era para as histórias em quadrinhos. Uma era onde o heroísmo nem sempre vinha em primeiro plano e heróis cada vez mais sombrios e distorcidos despontavam no horizonte. Em meio à isso, personagens antigos, principalmente os que vinham desde a Era de Ouro, como Superman, Lanterna Verde, Capitão América, entre outros vinham atravessando períodos difíceis e de histórias irregulares, e já começavam a ser considerados personagens obsoletos e fora de moda.

Com todas essas mudanças, Namor acabou se dando bem. Tendo sido um dos primeiros (talvez o primeiro) anti-herói do universo dos supers, e tendo atuado tanto do lado dos heróis como do lado dos vilões, o personagem estava em casa em uma realidade onde o que era considerado popular eram personagem de moral duvidosa e que atuavam em prol de seus próprios interesses ou interesses de um grupo específico (no caso, seu povo). Por essa razão, o Príncipe Submarino não teve muitas mudanças de personalidade em relação à Era de Prata, nem grandes mudanças em sua origem. Seu guarda-roupa, no entanto, se alterou algumas vezes, com os autores e desenhistas tentando dar uma postura de realeza ao personagem e aposentar o visual banhista-sarado-de-sunginha-asinhas-nas-pernas-e-orelhas-pontudas. Apesar de algumas mudanças de visual bem recebida pelos leitores, o visual clássico sempre acabou voltando. Atualmente, seu visual depende muito da ocasião da qual ele participa e do desenhista.

Ao contrário de Namor, Aquaman sofreu bastante com os novos tempos. Tendo sempre sido relegado à condição de personagem secundário, e tendo sido pouco explorado pelos roteiristas até então, o herói sofreu com sua personalidade certinha - e ingênua para a época – e seus poderes considerados inúteis dentro de um universo que continha titãs como Superman, Lanterna Verde, Nuclear, etc e vilões cósmicos como Despero, Darkseid, entre outros. Logo após Crise Nas infinitas Terras, todos os mais conhecidos personagens da DC ganharam novas roupagens (Superman teve sua origem reformulada por John Byrne, Batman por Frank Miller, Mulher Maravilha por George Pérez, e assim por diante), e com Aquaman não foi diferente. Sua origem foi reformulada; agora Aquaman era Orin, filho do mago Atlan e da Rainha Atlanna que foi abandonado para morrer ainda bebê por ter nascido com cabelo loiro, sinal de maldição para o povo atlante. Orin foi criado por golfinhos e logo encontrado pelo faroleiro viúvo Arthur Curry, passando a se chamar Arthur Curry Jr. Seu uniforme também mudou para uma versão em cores “marítimas” e que cobria todo o corpo, exceto a cabeça.

Entre os eventos importantes da vida de Namor, ele decide que os homens da superfície não são mais inimigos dos atlantes e sua prima, Namora, perde a vida para a terrorista atlante Llyra. As mudanças mais significativas na história do personagem está a recente descoberta de que seu humor intempestivo e sua fúria se deve às mudanças de pressão que ocorre ao deixar o oceano e se aventurar pela superfície, que altera seu fluxo sanguíneo e passa a usar um aparelho que controla seu humor. Também passa a morar na superfície, em exílio, como um rico nobre, junto com sua prima Namorita (que pode ou não ser clone de Namora).

Os anos 90 se seguiram com o anti-heroísmo elevado ao extremo e o espetáculo tirando o lugar das boas histórias. Nesse cenário, Aquaman foi ficando para trás e teria sido completamente esquecido, não fosse uma radical reformulação proporcionada por Peter David. Nela, Aquaman passa a ter cabelos compridos e barba, perde a mão para seu maior inimigo e reaparece com um arpão no lugar da mão perdida e uma atitude arrogante e furiosa. Antes com uma personalidade completamente diferente de sua contraparte na Marvel, agora eram totais equivalentes. Aquaman não chegava a ser um anti-herói, mas suas atitudes lembravam bastante Namor, tanto que tentou empreender uma guerra contra a superfície em certa ocasião porque japoneses mataram sua “Mãe” golfinho. Essa fase foi muito bem recebida pelos leitores e trouxe um novo Aquaman, com nova atitude, mais adaptada para os novos tempos.

Atualmente, Namor retornou ao status de “vilão”, por assim dizer, durante o evento Dark Reign (que está saindo aqui no Brasil agora), onde Norman Osborn controla o mundo junto com uma sociedade secreta formada por outros vilões, como Emma Frost, Doutor Destino e Loki. Mas, diferente de Aquaman, Namor continua sem muitas oscilações em sua personalidade. Sua arrogância e dualidade continuam sendo suas melhores características.

Já Aquaman não teve tanta sorte. Depois da fase de sucesso onde ele parecia mais com Namor, outras reformulações surgiram, ele quase ficou sendo um ser formado por água, depois voltou ao seu status normal, com uma mão de água no lugar do arpão, cortou a barba e o cabelo, retornando ao seu visual clássico, mas supostamente morreu após Crise Infinita, tendo sido substituído por um misterioso “Aquaman jr”, cuja origem ainda não é completamente conhecida.

Namor e Aquaman são dois personagens antigos e tradicionais dos comics, que passaram por muitas coisas. Um mudou bastante ao longo das décadas, outro nem tanto. De qualquer maneira, é interessante avaliar nestes artigos o quanto a história de um influenciou o outro, o que nos faz pensar o quanto os personagens cresceram e evoluíram graças à influência recíproca entre os dois. E, respondendo às perguntas levantadas no primeiro post desse arco, acho injusto dizer que um é cópia do outro. O melhor seria dizer que um completou o outro ao longo de todos estes anos. E espero que assim continue por muito tempo, pois personagens marítimos ainda podem ser muito bem explorados, só precisam de roteiristas competentes e com visão.

Epílogo: Curiosidades
- Namor participou de dois episódios do recente desenho animado do Quarteto Fantástico;
- Aquaman, assim como o Flash e outros personagens da DC, apareceu em episódios de Smallville;
- Há alguns anos um filme do Namor está para ser produzido. Dirigido por Johnatan Mostow (Exterminador do Futuro 3: A rebelião das máquinas) e escrito por David Self (Estrada para Perdição e o vindouro Capitão América), o filme está nas mãos da Universal e ainda aguarda sinal verde;
- Em uma sequência de episódios da série Entourage, o personagem principal recebe uma oferta para atuar em uma adaptação cinematográfica de Aquaman, que seria dirigida por James Camaron.
- O piloto de uma série de TV do Aquaman nos moldes de Smallville foi produzido, mas a série nunca foi ao ar. Curiosamente, o episódio piloto foi depois disponibilizado no Itunes e se tornou um sucesso;



A seguir: Herói do povo...Mas com arco e flecha.

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