ASSUNTO ► José Aguiar
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Amanhã em Curitiba tem Cena HQ com Independência ou Mortos


Salve galera. Pra quem vai estar em Curitiba amanhã, vai rolar um evento muito bacana chamado Cena HQ, do nosso camarada José Aguiar.

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Podcast Uarévaa #120 - Eventos de Quadrinhos


"Esse pessoal se diverte trabalhando!"

Freud e Rafael Rodrigues recebem os convidados Afonso Andrade, Cris Peter e José Aguiar para um papo bastante informativo sobre as Convenções Brasileiras de Quadrinhos.

Na leitura de comentários do pod #119 temos Freud, Zenon, Modesti, a ilustre presença do superstar desbocado Daniel HDR e SPOILERS sobre o próximo episódio do Uarévaa.

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Vigor Mortis Comics

"Será que eu parei de ser vampira?
Bom,só há um jeito de saber.
Lá fora tem um monte de filhos de uma puta criminosos cheios de sangue nas veias...Esperando por mim"

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Podcast Uarévaa #106 - Super Heróis Nacionais


"... e o Roberto Marinho copiou ele!"

Freud, Rafael Rodrigues e Luiz Modesti recebem o ilustríssimo quadrinista, editor, arte-educador, etc, etc, etc e gente fina à beça José Aguiar, para falar dos heróis nacionais dos quadrinhos, do seu surgimento até o início dos anos 80, e também dos trabalhos do José Aguiar, da origem do Gralha e da Gibicon 2012.

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José Aguiar é Nada Com Coisa Alguma


Uma tira qualquer, sobre qualquer coisa.

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Amanhã é dia de encenar a HQ Cachalote em Curitiba


É bom saber que os quadrinhos vivem um bom momento no Brasil. Prova disso é o projeto Caixa HQ Brasil, que traz leituras mensais ao Teatro da Caixa de 9 Graphic novels dos mais instigantes autores nacionais, e que tem mais uma edição nesta quarta-feira.

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Quadrinhofilia



Dia desses estava eu sem muito que fazer numa loja especializada em quadrinhos daqui de João Pessoa, quando me deparei com uma HQ nacional que já tinha ouvido falar, mas nunca tinha parado para ir atrás e ler, e me arrependo de ter demorado tanto para lê-la. Estou falando de Quadrinhofilia, de José Aguiar.

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Uaréview - Ato 5


1964 foi um dos piores momentos da história recente do país. Foi nesse ano que ocorreu um Golpe de Estado realizado pelos próprios militares e que mergulhou o Brasil em uma ditadura.



A partir daí, lentamente os militares baixaram uma série de decretos, chamados “Atos institucionais”, que visavam remover toda a liberdade de escolha do povo brasileiro. Mas o pior momento da história recente do Brasil foi, sem dúvida o Ato Institucional nº 5 (popularmente conhecido como AI-5), que escancarou a verdadeira face dos militares e impôs uma censura rígida à tudo o que era dito, escrito, filmado, desenhado ou encenado.

Os artistas e a imprensa foram os que mais sofreram com esse período. Sendo “porta-vozes” do povo e tendo como objetivo levar a verdade à população, foram privados de fazer isso, sob pena de violência física, tortura, prisão e principalmente, morte. O Ato 5 calou os artistas brasileiros por muito tempo.

No teatro, a estrutura de uma peça é dividida em 3 Atos. Podemos dizer que são o início, meio e fim, apesar dessa qualificação não ser exatamente correta. Independente do conceito, numa peça de 3 atos, Ato 1 é o começo, o Ato 3, o fim.

André Diniz (texto) e José Aguiar (Arte) trazem uma história curta mas significativa que mostra, de forma direta e sem ser didática, como os artistas sobreviveram aos 3 atos da peça da vida real que foi a ditadura militar, e como seguiram adiante com suas vidas para encenar novos atos.

A HQ segue um grupo teatral que sempre contou com peças de sucesso. Até que a ditadura militar entrou em cena, a censura passou a ser a lei e os artistas, jornalistas e formadores de opinião passaram a ser os vilões da história. Neste cenário, o grupo lida como pode com a situação, tentando sobreviver à ditadura e pagar as contas vivendo de sua arte – desde que as peças pudessem passar pelo crivo da censura. A história abrange 3 personagens: Juan, um dos fundadores do grupo de teatro, Gabriel, o diretor e Lorena, a estrela, focando as relações entre estes personagens. Em meio a isso, os três vão sobrevivendo aos espancamentos, ameaças e pressões dos militares. Uma HQ simples, mas que cumpre sua função de mostrar uma história cativante e que ecoa em nosso passado, mesmo que não o tenhamos vivido.

Claro, a HQ não é perfeita: É uma história curta, de apenas 30 páginas, o que faz com que muitos detalhes do pano de fundo, principalmente sobre a ditadura, se percam. Para a garotada de hoje, talvez a história não tenha a mesma ressonância emocional que para leitores mais maduros. Mesmo assim, o que precisa ser dito está lá e passa muito bem o recado.

Mas o tamanho da história e o texto sucinto não diminuem a obra, em absoluto; aliás, é bastante compreensível. Num país como o Brasil, onde não existe um verdadeiro mercado de quadrinhos, cada lançamento é uma aposta: com um texto mais simples e direto, a história não afasta o público comum e as poucas páginas ajudam a deixar o preço da revista mais acessível para o leitor ocasional. É um pequeno preço a se pagar (trocadilho não intencional) para se poder publicar HQs no Brasil.

É uma HQ muito bonita, com uma história simples, mas eficaz. Pode não ser a melhor história em quadrinhos já feita, mas creio que nem era preciso tanto. Nem era essa a pretensão, provavelmente. É simplesmente uma boa história. Daquelas que a gente lê até o fim, e quando termina, quer contar para alguém que leu. Não é uma história que vai mudar ou mundo ou a vida de alguém, mas é uma história honesta, sincera. E que vale a pena ser lida


Nota: 8,5


P.S.: Para quem tiver interesse em adquirir a HQ, passem na Itiban Comic Shop, onde vocês podem comprar Ato 5, não importa que canto do país vocês estejam, pois eles mandam pelo correio (inclusive, foi como recebi o meu – autografado pelo artista). A revista custa 5 Cruzeiros, ops, quero dizer, 5 Reais.

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