No podcast de hoje Freud, Rafael Rodrigues, Marcelo Soares e Vini continuam o papo com o quadrinista Danilo Beyruth, criador do Necronauta, falando de Quadrinhos Nacionais, Scans e outros projetos dele, como o Bando de Dois, que está no forno pra sair pela editora Zarabatana.
Confere ai que foi bem legal e a cagação de regra correu solta, rs..
No podcast de hoje temos Freud, Rafael Rodrigues, Marcelo Soares e Vini batendo um papo bem legal com o quadrinista Danilo Beyruth criador do Necronauta.
É possível existir um super-herói totalmente brasileiro e que valha a pena ler? Essa é uma pergunta que muitos entusiastas e autores de quadrinhos aqui no país se fazem há muito tempo. Existiram muitas tentativas ao longo das décadas, algumas promissoras, raras de sucesso e a quase totalidade completamente infrutíferas. Mas talvez Necronauta seja o personagem que venha para mudar esse cenário e responder esta pergunta. Como? Bom, siga lendo que eu darei algumas idéias.
Boa tarde meus queridos... Em uma segunda-feira recheada de matérias, compensando a nossa ausência na semana passada, nós não podíamos deixar de fazer a nossa cobertura exclusiva do segundo dia da Fest Comix realizada em São Paulo. Sábado chuvoso, e muito chuvoso, eu e meu querido companheiro Duende encaramos o dilúvio e fomos a Fest Comix e a contrário do que eu pensei, muita gente encarou a chuva... e quando eu digo muita, quer dizer MUITA. A 16ª Edição estava lotada de nerds e cosplays andando por tudo quanto é lugar, e isso é o que não faltava, tinha um pouco de tudo por lá e com certeza alguma coisa ia te agradar. O enorme Stand da comix, onde os gibis são vendidos a preço de banana (ótima oportunidade para completar sua coleção) estava intransitável e as filas dos caixas estavam assustadoras, os gibis mais recentes foram os mais atacados pela galera e eu vi muitas prateleiras sendo limpas pelos nerds de plantão. Fora da grande muvuca dos gibis ainda havia muita coisa pra ser vista, entre os stands de compra havia games, DVDs, bonequinhos (um episódio a parte nessa Fest Comix), roupas e até o velho e conhecido Muppy, alegria geral da infância de muitos. Nossa primeira parada foi o enorme Stand de exibição e venda de bonequinhos... entre Marvel, Dc, Star Wars, Senhor dos Anéis e mangas em geral tinha uma infinidade de Bonecos em resina de encher os olhos... E é claro que não podia sair daí sem um souvenir, na tentativa de converter meu afilhadinho para esse mundo ele ganhou um pequenino Homem Aranha!
Depois de babar e chorar por ser pobre e não poder levar tudo pra casa, seguimos para o próximo stand que incluía roupas e acessórios em geral... e como duas grandes crianças que somos, não podíamos deixar de entrar na onda que dominou a Fest Comix desse ano e compramos dois gorrinhos extremamente fofinhos...
Quando estávamos seguindo para o Stand de games, percebemos uma grande agitação no canto do salão: Estava começando o Grande concurso de Cosplay... E essa parte em si foi um fiasco geral... Os melhores na minha opinião ainda foram o Batman e o Wolvie, apesar do Rorshard estar com a roupa perfeita, ele abriu a boca e cagou tudo. E as mulheres foram um caso a parte... Eu diria que a Psyloche, uma menina do Naruto lá e a Wandinha estão precisando urgente de uma academia.
Depois dessas visões um pouco duvidosas, voltamos ao plano original e fomos para a parte dos games... Estavam a disposição um Wii com Mario Kart, um Play 3 com Street fighter e 3 X-box com Marvel Ultimatte, Asilo Arkham e Street Fighter... apesar de ser X-box, corremos para o que estava rolando Marvel Ultimatte (o Asilo Arkham estava com uma fila gigantesca!) e aceitamos a missão de matar o Maddrox.
Alguns minutinhos depois entramos no centro de convenções para assistir a palestra do meu querido amigo Felipe Massafera, e como ele se atrasou ficamos um bom tempo enrolando e conversando com a Adriana Melo, artista da Marvel que estava por lá conversando com a galera... Muitos minutos depois o Felipe chega e começa a Palestra, eu tenho a impressão de que as únicas 3 pessoas que não manjavam nada de desenho naquela sala eram eu, Duende e a modelo do Felipe que por coincidência sentou do nosso lado. Foram 45min com 3 malas perguntando 15 vezes a mesma coisa sobre luz e sombra e alguns minutinhos dele mostrando como faz uma de suas belas pinturas... Detalhe que de tanto eu, Duende e Aline (nome da modelo) zuarmos dentro da sala, já estávamos recebendo olhares fulminantes de toda a galera de lá! Terminada a palestra, cumprimentamos o Felipe e foi ai que minha vida correu perigo... sob os olhares raivosos dos fãs desesperados de plantão eu ganhei o rascunho do desenho que ele pintou na hora e logo sai correndo com medo de ser massacrada ali mesmo.
Depois da palestra fomos até o stand de DVDs dar uma fuçada e minutos depois resolvemos ir embora... ainda quando estávamos saindo o lugar estava lotado de gente curtindo todo o clima e nerdice do lugar...Quem não conferiu a desse ano, não perca a que com certeza virá ano que vem... sou figura carimbada na Fest Comix e ela só melhora a cada ano...confiram mais fotos ai gente! Espero que tenham gostado... Boa semana queridos... Bjinhusss Pin.
Recentemente o site do Universo HQ colocou uma noticia interessante:
Em parceria com a AniBoom, a Marvel Comics está promovendo um concurso que pode tornar realidade o sonho de milhões de fãs em todo o mundo. A competição consiste em criar motion comics (quadrinhos animados) das séries Hulk vs. Wolverine e Nova combinando imagens, áudio e roteiros previamente disponibilizados pela "Casa das Idéias". Os candidatos deverão enviar as sete primeiras páginas de cada série até o próximo dia 5 de outubro. Os 50 trabalhos mais votados no site da AniBoom (http://www.aniboom.com/Competition/Marvel/rules) ganharão uma assinatura anual dos quadrinhos digitais da Marvel. No dia 19 do mesmo mês, serão divulgados os cinco finalistas que automaticamente receberão dois mil dólares. Eles terão acesso a novos arquivos para produzir as outras páginas e completar as HQs animadas. O ganhador dos dez mil dólares, que também verá seu trabalho publicado no site da Marvel, será anunciado no dia 23 de novembro.
Esse passo da Marvel leva para um outro patamar um “fenômeno” que acontece em vários países e inclusive aqui no Brasil está dando seus primeiros passos: um maior diálogo e cooperação de empresas com produtores e fãs de quadrinhos. Aqui em nosso país gostaria de destacar um projeto que tem aberto espaço para produtores independentes da nona arte: a Oi Quadrinhos. O projeto estreou ano passado com um site da operadora de telefonia móvel, a primeira produção foi a HQ online A Corporação, também disponibilizada para celulares. Esse ano o projeto se ampliou trazendo ao todo 24 histórias produzidas por autores e desenhistas diversos.
Participam nomes como André Dahmer (Os Malvados), Julio Shimamoto (Samurai, Metal Pesado) e Jean Dias (Highlander e Red Sonja), além de artistas provenientes de outras mídias, como Fernando Caruso (Zorra Total e ZÉ – Zenas Emprovisadas), Bento Ribeiro (Furo MTV) e o cineasta Matheus Souza. A proposta é lançar no portal uma HQ mensalmente de junho a dezembro, além de manter blog e fóruns e uma sessão dedicada a autores independentes, obras que normalmente não conseguiriam (ou não conseguiram) tanta expansão em divulgação, por conta dos velhos problemas de nosso mercado: alto custo de produção, problemas em distribuição nacional, marketing, etc.
Histórias como Painkiller, Homem Qualquer coisa, Necronauta, Charges de André Dahmer, Penitente, Neovirtual, Vigilante, entre outras, já deram as caras no projeto. A iniciativa chama a atenção para um nova forma de se relacionar das histórias em quadrinhos com seus leitores, com as empresas e o mercado. Há tempos bato na tecla aqui da importancia do impacto que os novos meios de comunicação digitais tem nos “velhos” meios de comunicação de massa, no habito de consumo e na construção de um público. Redes de TV veem sua audiencia baixar não por que o telespectador mudou de canal, mas sim por que desligou a televisão e foi ver o novo webhit, comentar sobre a novidade do dia em chats, baixar filmes, ler scans, enfim, uma nova cultura de percepção do mundo, apreensão de informação e entretenimento já nasceu.
E os antigos “gibis” até demoraram a iniciar-se nesse admiravel novo mundo, com seus obstáculos, desafios, criatividade e empreendedorismo. Interessante ver empresas se preocupando em alcançar esse novo público e divulgar o trabalho feito em nosso país. Vida longa a projetos como esse, e que outros mais surjam. O Oi Quadrinhos tem o patrocínio da Oi e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, o projeto foi desenvolvido pelos roteiristas e produtores cariocas Alvaro Campos e Fernando Azevedo, da Vilania Comics.