ASSUNTO ► Zumbis
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Zombietube - Virais da internet versão Zumbis!!

Momento Uarévaa
Por Vini




Já pensou se um dia o Apocalipse Zumbi acontecesse de verdade?
E já pensou que depois de alguns anos, se já não restasse mais ninguém "normal" por aqui pra contar história, teriamos então uma... Sociedade Zumbi?
E já pensou se essa mesma sociedade fosse tão criativa e/ou tosca exatamente como nós?
Será que teríamos hits virais tão bons no YouTube? Ou seria Zombietube?

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Dead Snow

“Fortuna e glória, garoto. Fortuna e Glória”
Dead Snow




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Sucker Punch


Uaréview
Por Monitor


"Você está despreparado!" é a frase da propaganda do primeiro filme 100% original, sem adaptações ou remakes de Zack Snyder. E o contexto dessa frase pode significar muitas coisas. mais abaixo falo sobre o filme, com alguns spoilers!

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CinemaScope: Analizando Zack Snyder


Com a chegada de Sucker Punch nos cinemas e A Lenda dos Guardiões em DVD e Blu Ray, o Cinemascope de hoje vai falar sobre Zack Snyder. Pra quem espera só slow motions e ”visionárias” classificações, vai ver muito mais do que isso abaixo.

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Filme de Terror "Desalmados: Aleluia, Salvação e Glória"

Precisa de figurantes na Região de Campinas.

Um grande amigo envolvido com teatro e filmes solicitou uma força para divulgar o seu longa. Pelas imagens e pelo que conheço dos responsáveis, o filme tem tudo para ser bem Chubiduba! O pessoal do Uarevaa está negociando com o diretor para a gente poder gritar "Uarevááááá" durante o ataque dos desmortos!!!

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Um trailer fodástico, o fim das guitarras de plástico e a gata dos games


Bom, como ninguém se manifestou sobre a periodicidade dessa coluna no blog no último post e já que estamos falando de games, ou seja, de tecnologia, coisa que evolue muito rápido e absurdamente possui informação quase todos os dias, achei que seria legal manter uma coluna com pelo menos dois ou três posts por semana.
Fora o fato de não ter mais tempo para pesquisas da minha outra coluna (da qual ainda não tenho certeza que continuará) e nem pro meu próprio blog que tive que dar um tempo, ainda contando com a ajuda dos outros membros desse blog safado, vou dar continuidade a pelo menos essa que trata de um assunto bem legal e meio defasado por aqui, GAMES!
Então é isso. "Estarteia" aí e divirta-se... se for capaz.


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Podcast Uarévaa #21 - ZUMBIS


E ai, Zenon, o que cê vai fazê?

Nesse pod, Freud, Zenon, Marcelo, Rafael e Vini se preparam para enfrentar um apocalipse zumbi. E no Momento Uarévaa, quase todos voltam pra falar do trailer do Lanterna Verde.

Ouça e prepare-se voce também!!

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Dead Set

"Há alguma coisa errada.
Big Brother não está nos observando."
Dead Set




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Re-animator

Dan Cain: Ele está morto?
Herbert West: Não mais.
Reanimator



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Grace

“Por favor, você não entende!
Ela é especial, precisa de uma alimentação especial.”
Grace




Tema Macabro



Ah, os filmes independentes… Sem eles, com certeza o cinema não teria a menor graça. Claro, a grande maioria sempre vai preferir os blockbusters, mas convenhamos: Ninguém gostaria que houvesse no mundo apenas dois sabores de sorvete, não é mesmo?

Bom, alegorias gastronômicas à parte, o fato é que filmes independentes sempre me interessaram, não necessariamente pelo fato de serem independentes (se não eu seria apenas mais um indie), mas porque, na maioria das vezes, as histórias mais originais e interessantes saem daí, afinal os caras não têm muito a perder, já que geralmente são produções de baixo orçamento bancadas muitas vezes pelos próprios cineastas. Sem muito dinheiro para abusar de efeitos especiais ou contratar atores famosos, os diretores de filmes independentes acabam tendo que improvisar, focando-se na história. E quem ganha são os espectadores que não gostam de mesmice.

E mesmice é algo que, no terror, é muito fácil de acontecer. Em grande parte porque, quando uma boa idéia surge, ela começa a ser utilizada à exaustão até começar a ser mau aproveitada e ficar repetitiva e chata. Foi assim com os fantasmas, com os vampiros, com os zumbis, com os assassinos seriais e muitos outros elementos clássicos do terror. Se por um lado é o uso recorrente desses elementos que os torna clássicos, por outro o uso indiscriminado é o responsável por torná-los mais do mesmo. Ainda bem que sempre temos os independentes, que conseguem pegar esses elementos, utilizá-los com uma nova abordagem e revigorá-los, transformando-os em produções originais e interessantes como Deixe Ela Entrar e Espinha do Diabo, só para citar dois exemplos.

Apesar dos zumbis serem um dos elementos mais utilizados atualmente, é interessante ver a quantidade de produções que abordam o tema de formas criativas e diferentes. É o caso de Grace.

Madeline é uma mulher que gosta de coisas naturais. Tanto que, ao ficar grávida, decidiu que iria ter seu bebê em casa. Sua mãe não gosta muito das idéias de Madeline, mas seu marido, Michael, aceita a decisão. No entanto, nenhum deles estava preparado para a tragédia que iria ocorrer. O casal acaba se envolvendo num acidente de carro que leva a vida de Michael. Logo Madeline descobre que ainda não nascida filha morreu em sua barriga. Inconsolável e em choque, Madeline toma uma decisão bizarra: Decide ter o filho mesmo assim. Durante o parto, algo incrível acontece: Milagrosamente, a criança, que estava comprovadamente morta, estpa viva novamente. A felicidade é geral, mas não por muito tempo, pois Grace não nasceu uma criança normal. E por isso vai precisar de um tratamento mais do que especial.



O filme arrebatou o Festival de Sundance, que ficou chocado com as cenas. Só por isso já é um filme que vale a pena ser visto. Se você vai gostar ou não, é outra história. Não chega a ser tão estranho e bizarro quanto Begotten, mas ainda assim não é para qualquer um.


Na próxima Madrugada:
Uma das histórias de casa mal-assombrada mais conhecidas. Na próxima semana, conheça um pouco mais sobre o Horror em Amytiville.

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Deadgirl

Toda geração tem sua história sobre os horrores de amadurecer.




Tema Macabro


Atualmente é comum, principalmente no terror, discorrer sobre os grandes clássicos do gênero e encher a boca para falar como não se fazem mais filmes de terror como antigamente. Embora eu seja um dos que proferem este tipo de sentença, isso não é totalmente verdade. É fato que o cinema mainstream americano hoje acha que filme de terror é apenas filme gore e investe apenas no visual e não numa história competente, mas isso não significa que não existam pérolas que podem vir a se tornar clássicos no futuro.

O grande problema, talvez, seja a falta de originalidade das histórias. Quando não é refilmagem de um filme antigo, é de um filme estrangeiro ou simplesmente é uma história igual à tantas outras que já vimos antes. Mas é bom saber que, de tempos em tempos, os americanos conseguem produzir algo original com um tema que parece ter sido saturado nos últimos anos.

Todo mundo conhece esta história: dois garotos, considerado perdedores na escola, não são lá muito sociáveis e não são bem vistos pelos outros. Um deles é apaixonado por uma linda garota, que é namorada do jogador de futebol da escola. Os dois procuram formas de extravasar sua raiva invadindo lugares abandonados para beber cerveja e destruir coisas. Em uma dessas invasões, adentram uma clínica psiquiátrica abandonada, e vão parar no subsolo do lugar, onde encontram algo: Uma garota morta, nua e presa pelos pés e pelas mãos. A clínica fechou há muito tempo, então os garotos sabem que ela deve estar ali há tanto tempo quanto. E é por isso que eles ficam bastante surpresos quando descobrem que essa garota, que aparentemente está morta, passa a se mover e se comportar como se estivesse viva, embora com um comportamento bastante agressivo. Em vista desta descoberta impressionante, os garotos decidem fazer o que qualquer garoto na idade deles faria: Manter a garota presa e transformá-la no seu objeto sexual.

Mas hein?



Sim, você leu direito. Deadgirl conta a história de dois estudantes perdedores que encontram uma morta-viva presa no subsolo de uma clínica psiquiátrica abandonada e decidem mantê-la assim e transformá-la em seu objeto sexual pessoal. Só a premissa já é suficiente para tornar o filme interessante, diferente e recomendável (ainda que doentio). A má notícia é que, até onde eu sei, o filme ainda não saiu no Brasil, e com certeza não sairá nos cinemas. Então fique de olho nas locadoras, porque se o filme vier pra cá (e imagino que eventualmente virá), certamente será para DVD. Ou caso você tenha TV à cabo, fique de olho nos canais de cinema.

Mas sinto-me na obrigação de dizer (apesar de que pela premissa já parece óbvio) que o filme não é para qualquer tipo de público e pode ser ofensivo para algumas pessoas (principalmente para mulheres, pois as únicas garotas do elenco ou é uma morta-viva ou uma garota superficial). E também, o filme não é perfeito: ele tem alguns furos na história, mas ainda assim é um filme que vale a pena ser visto para quem gosta do gênero, principalmente porque ele possui uma vantagem que é trazida dos grandes clássicos de terror: o drama. Como eu comentei no primeiro post dessa coluna, as grandes histórias de terror são, em essência, grandes dramas vistas sob uma ótica pessimista (não confunda com emo) e perturbadora, e Deadgirl não é exceção. Por isso o filme vale a pena ser visto e merece figurar nesta coluna.



Na Próxima Madrugada:
Nem todas as boas histórias de terror são longas metragens, livros, HQs ou games. Descubra o mundo das animações de terror na próxima semana em Terror Animado.

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Os Mortos-Vivos entre nós – Ontem, Hoje e Amanhã

"Não se pode matar o que já está morto"
Inúmeros filmes de zumbis




Tema Macabro


Parte 1 :: Parte 2

Com tanto tempo que os filmes de zumbis/Mortos-Vivos estão por aí, é de se espantar que as bases fundamentais do conceito criado por George Romero não tenha mudado quase nada, pelo menos até pouco tempo, quando algumas obras começaram a surgir que, se não redefiniam o conceito, pelo menos trouxe novo fôlego à esse tipo de produção e se destacaram por ficarem bastante originais. Um deles, o inusitado Extermínio (28 Days Later), onde um home acorda num hospital 28 dias depois de ter parado lá, e descobre que o mundo (ou pelo menos a Inglaterra) foi tomada por um vírus que transformar as pessoas em criaturas canibais sedentas de sangue.

Curiosidade: Apesar de ser considerado um filme de “zumbi”, o vírus no filme não traz ninguém de volta da morte. Na verdade, ele é uma espécie de variante do vírus da raiva.

28 days Later (Extermínio) Trailer


Mas George Romero não é esquecido tão facilmente. Zack Snyder (Watchmen) dirigiu com sucesso Madrugada dos Mortos, refilmagem do clássico (Dawn of The Dead):

Madrugada dos Mortos (Dirigido por Zack Snyder) Trailer


Se o conceito do Zumbi não é reinventado, pelo menos as histórias envolvendo o tema são. Um exemplo é o filme Deadgirl, um estranho e inusitado thriller de terror adolescente sobre dois jovens que mantém uma garota Zumbi em cativeiro para transformá-la em objeto sexual. Sim, foi isso que você leu. Deadgirl não estreou por aqui, e provavelmente nem estreará, ficando só no DVD mesmo.

Deadgirl Trailer


Um subgênero (ou mix de gêneros, dependendo do ponto de vista) que muito se utilizou do tema foi o “Terrir”, as famosas comédias de terror. Diversas produções do tipo utilizando Zumbis foram feitas, mas podemos destacar entre elas o clássico oitentista A Volta dos Mortos-Vivos




O recente – e genial – Todo Mundo quase Morto



E o vindouro – mas que já nasceu clássico – Zombieland



Além da indústria do entretenimento, os Zumbis também atingiram as manifestações culturais. Desde 2003, diversos aficcionados pelo gênero se reúnem numa caminhada que ficou conhecida como Zombie Walk (por motivos óbvios), onde as pessoas se vestem, se maquiam e agem como se fossem os mortos-vivos imortalizados por Romero. Originalmente, a caminhada surgem como uma manifestação cultural que visava usar o tema como crítica à diversos aspectos da sociedade, assim como Romero fazia em seus filmes.



Creio que os Mortos-Vivos estão longe de saturarem, tanto na tela quanto no papel. Com tantos perigos aos quais o ser humano está submetido de verdade, é bom saber que pelo menos esse fica só na ficção. Ou não?

Em todo o caso, é sempre bom estarmos preparados (e bem-informados):

O que fazer durante um ataque de Zumbis:


What to do In a Zombie Attack



Na próxima Madrugada:
O Hotel mais assustador que você já teve coragem de Entrar: Hotel 626.

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Os mortos-Vivos entre Nós

“Para vencer a morte, você tem que conhecer a morte”
Night of the Dead - Leben Tod





Tema Macabro



Parte 1 ::

Os desmortos possuem uma longa história na cultura pop. Dos primeiros livros e contos a abordar temas sinistros como Fantasmas aos filmes de mortos-vivos propriamente ditos, as pessoas sempre pareceram apreciar histórias de mortos que voltam à vida. Obviamente, os motivos pelos quais essas histórias fazem tanto sucesso se devem, principalmente à fatores psicológicos e a incapacidade do ser humano de lidar com a morte como um processo natural; mas não vamos nos aprofundar nos motivos, e sim nos meios.

Atualmente, se contarmos apenas as histórias com mortos-vivos, temos, ao longo da história do entretenimento um número enorme de Livros, Filmes, HQs, Games e Músicas inspiradas no tema, tanto que, se todos fossem citados aqui, só o post de hoje teria o tamanho de todos os posts do Madrugada Macabra juntos (se não mais). No entanto, podemos traçar uma linha de tempo com alguns dos principais eventos e personagens que marcaram a história do gênero de terror com mortos-vivos.

Frankenstein, livro de Mary Shelley publicado em 1818 pode ser considerado a história que começaria a definir o conceito de morto-vivo como o conhecemos hoje na ficção. Apesar de não ser exatamente uma história de mortos-vivos, traz alguns conceitos que hoje são atribuídos à essas histórias, como mortos revividos por processos científicos ao invés de místicos, a degradação do corpo e a violência dos seres após a morte e o retorno.

Entre os anos 20 e 30, H.P. Lovecraft também se aventurou pelas histórias relacionadas á zumbis/mortos-vivos em histórias como “Cool Air”, “In the Vault” (que inclui talvez a primeira vez em que um personagem é mordido por um zumbi), “The Thing on the Doorstep”, "The Outsider" e “Pickman’s Model”. Mas sua verdadeira e principal contribuição para o gênero é com a história “Herbert West-Reanimator", que ajudou a definir os mortos-vivos na cultura popular. Nesta história, Herbert West é um cientista louco que tenta reviver corpos humanos com resultados diversos. Os mortos revividos eram quase sempre mudos, primitivos e extremamente violento. Embora não fossem referido com os termos mortos-vivos, ou zumbis, a história antecipou o conceito moderno dos zumbis em décadas.

Nota: Para quem é mais “antigo” (pra não dizer velho), e está achando que já ouviu esta história em algum lugar, ela foi adaptada para o cinema em 1985, com o nome de Re-animator, estrelando Jeffrey Combs, um clássico do terror trash.

Os zumbis propriamente ditos (aqueles vindos das práticas religiosas do Haiti, conforme comentado no post passado) brilharam por causa de duas obras cinematográficas que os colocaram nos holofotes: White Zombie, de 1932, e I Walked with a Zombie, de 1943.

White Zombie, considerado o primeiro filme de Zumbis (e que inspirou a banda de mesmo nome e seu vocalista, Rob Zombie), conta a história de um casal em férias no Haiti que se envolve com forças sobrenaturais quando um mestre Vodu tenta transformar a mulher temporariamente num zumbi para declará-la como morta. Essa história bebe diretamente das crenças Haitianas de Zumbi. O mestre Vodu é interpretado por Bela Lugosi.

White Zombie Trailer


Em I Walked with a Zombie, a história gira em torno de uma enfermeira que recorre às práticas vodus do Caribe para ajudar um paciente. Uma curiosidade sobre esse filme é que o diretor, Jacques Tourneur, tinha uma mania peculiar, que também usou aqui: primeiro pensava num título e depois criava toda a história em torno do título. Ainda assim é considerado o 5º melhor filme de Zumbi de todos os tempos.

I walked with a Zombie trailer


Mas a “mitologia” relacionada aos Mortos-Vivos modernos (hoje em dia também chamados de Zumbis) se deve totalmente ao mestre George Romero e seu “Night of the Living Dead” (A noite dos Mortos-Vivos). Misturando os Zumbis clássicos com o mito dos vampiros, Romero criou um novo tipo de criatura, mais ameaçadora e, cinematograficamente mais eficiente que fantasmas ou até que os “verdadeiros” zumbis (e é por isso que hoje Zumbi e Morto-Vivo são considerados sinônimos). Mas o que torna George Romero um dos grandes nomes do cinema de terror, não é só o fato de ele ter sido o pai do conceito moderno dos Zumbis, mas por ter como objetivo principal utilizar-se dessas fantasias assustadoras para criticar diversos aspectos negativos da sociedade, como inabilidade política, bioengenharia, escravidão, ganância e abuso, entre outros.

Night of the Living Dead Trailer


Romero produziu diversos filmes com esse tema, e está na ativa até hoje (tendo inclusive anunciado recentemente um novo projeto, intitulado “Survival of the Dead”) e, apesar de seus zumbis estarem ligados diretamente à conceitos científicos, há um contexto bíblico relacionado à ressurreição dos mortos que não pode ser ignorado.

Night of the Living Dead – COMPLETO


P.S.: Eu pretendia terminar essa matéria sobre os mortos-vivos aqui, mas aparentemente tem muito mais conteúdo do que eu esperava, então tive que dividi-la em duas partes.

Na Próxima Madrugada:
Os zumbis dos dias de Hoje e o futuro em Os Mortos-Vivos entre nós – Ontem, Hoje e Amanhã

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Quando os mortos retornam

"It's close to midnight
Something evil's lurkin' from the dark
Under the moonlight
You see a sight that almost stops your heart
You try to scream
But terror takes the sound before you make it
You start to freeze
As horror looks you right between the eyes
You're paralyzed"

Thriller – Michael Jackson




Tema Macabro




Um dos tipos mais característicos de histórias de terror, que se manifestaram principalmente no cinema, são as histórias que envolvem criaturas conhecidas como mortos-vivos ou, simplesmente, zumbis. Um sem número de filmes e livros já se utilizaram desse tema que atualmente está em alta, tendo invadido inclusive as grandes editoras de quadrinhos como Marvel e DC e hoje ocupando um espaço de popularidade que rivaliza inclusive com os vampiros.

Antes de falarmos, no entanto, dessa peculiar forma de histórias de terror, que hoje é quase um gênero à parte, é interessante analisar um pouco do contexto histórico relacionado ao tema pois, apesar de serem usados como sinônimos, os termos Morto-Vivo (Living Dead), Zumbi (Zombies), e Desmorto (Undead) não são exatamente a mesma coisa.




Desmorto é um termo que designa todo ser falecido que, de alguma forma e por algum motivo, se comporta como se estivesse vivo. Neste caso, podemos citar como desmortos aqueles que “voltam” sem necessariamente ter um corpo físico, como fantasmas e aparições em geral, aqueles que voltam em “carne e osso”, como os Mortos-Vivos ou até seres artificiais, como os golens do folclore Judaico.

Ghost Pictures


WTF?


Já os Zumbis, criaturas folclóricas, vindas principalmente das crenças originadas no Haiti (e erroneamente associadas às práticas caribenhas de Vodu), são basicamente corpos mortos reanimados por processos místicos geralmente usados com objetivos servis.

Zumbis “reais” no Haiti


E finalmente, Mortos-Vivos são criaturas que estão mortas, mas cujos corpos agem como se estivessem vivos, geralmente com sede de sangue, de carne ou de cérebros. A diferença entre morto-vivo e Zumbi é que, no segundo caso, os corpos não têm vontade própria, necessitando do controle externo de alguém (geralmente quem “reconvocou” o corpo) para executar alguma ação.

Curiosidades:
- Em 1937, Zora Neale Hurston, novelista especializada em histórias folclóricas esteve no Haiti para pesquisar o folclore local, e se deparou com o estranho caso de uma mulher que apareceu em um vilarejo, e uma família alegou que a mulher era Felícia Felix-Mentor, uma parente que morreu e foi enterrada em 1907 com a idade de 29 anos. A autora, no entanto, nunca conseguiu confirmar nem negar essas afirmações.

- Em 1962, no Haiti, um homem chamado Clairvius Narcisse foi vendido para um “Mestre Zumbi” (sacerdote que supostamente tinha o poder de criar zumbis) por seus irmãos porque se recusou a vender sua parte do terreno da família, Logo após Clairvius “morreu” oficialmente e foi enterrado; porém, secretamente, foi desenterrado e colocado para trabalhar numa plantação de açúcar como um escravo zumbi, junto com outros zumbis. Estes zumbis eram, na verdade, pessoas dadas como mortas que eram submetidas a poderosas drogas que as deixavam com capacidade para executar trabalhos braçais, mas ao mesmo tempo sem vontade própria. Em 1964, o Mestre Zumbi morreu, e Clairvius vagou sem rumo e num estado de confusão psicótica por 16 anos (e provavelmente apavorando muita gente), até que o efeito das drogas passou por completo e ele voltou ao normal. Muito tempo depois, em 1980, ele acidentalmente encontrou uma irmã há muito tempo perdida num supermercado e a reconheceu. Ela, no entanto não o reconheceu de primeira, mas ele conseguiu se identificar ao contar histórias da remota juventude da mulher, que apenas seus irmãos poderiam conhecer. Esse é provavelmente o primeiro (e talvez único) caso oficial de zumbis de verdade.

- Hoje se sabe que antigamente alguns sacerdotes vodus usavam uma toxina vinda de um peixe (a Tetrodoxina), que atinge o cérebro, provocando inicialmente um coma, que depois é seguido de uma espécie de letargia que torna o ser, literalmente, um morto-vivo.



Na Próxima Madrugada:
Zumbis e Mortos-Vivos na cultura Popular em geral, desde seus primórdios até os dias de hoje. Esteja aqui na próxima semana, para conhecer Os Mortos-Vivos entre nós.

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