ASSUNTO ► Watchmen
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Primeiro título de "Before Watchmen" supera expectativas!


Essa notícia é para aqueles fãs mimizentos de Watchmen, que fazem côro junto ao bruxão e escritor original da série, Alan Moore, de que qualquer coisa além da série inicial iria ser um lixo na certa.
Não que essa seja minha opinião, afinal de contas eu ainda não li, mas parece que a negada lá da gringa, curtiu bastante o primeiro número da série: Minutemen!

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Podcast Uarévaa #94 - Watchmen


"Quem é Eustáquio?"

Freud, Zenon, Rafael Rodrigues, Moura, Marcelo Soares, Vini e Luis Modesti finalmente fazem o aguardado podcast sobre a mini série em quadrinhos Watchmen.

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CinemaScope: Analizando Zack Snyder


Com a chegada de Sucker Punch nos cinemas e A Lenda dos Guardiões em DVD e Blu Ray, o Cinemascope de hoje vai falar sobre Zack Snyder. Pra quem espera só slow motions e ”visionárias” classificações, vai ver muito mais do que isso abaixo.

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Os 100 Fatos de Alan Moore


Não é de hoje que o "De fora da panela" recebe material originalmente destinado ao Post do leitor do MDM, o "primo rico" dessa coluna, e certamente também não será a última porque já tem mais um post desses na fila para breve, rs... Hoje é o Verssago DeLarge quem chega ao Uarévaa com seus 100 fatos sobre Alan Moore. Bem vindo, cara, volte sempre.

Confiram ai e colaborem tambem: o tema é livre, envie seu texto e imagens pra nossa "junta avaliadora" através do e-mail contato@uarevaa.com.



Os 100 Fatos de Alan Moore

Muitos anos atrás, eu e meu finado amigo Fodaman, que ainda hoje assombra os comentários do MdM, fizemos uma lista com os 100 fatos de Alan Moore. Foi feito numa madrugada no MSN, logo depois da noticia de que Watchmen ia virar filme... sem mais delongas, as verdades de Alan Moore!


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Watchmen Ultimate Edition e Extras do DVD Duplo BR


UARÉVIEW
por Monitor


Sim! Vocês devem estar me xingando loucamente “má pourra Batíma, outro review de Watchmen por aqui?” E sim,é outro review sobre o filme,mas dessa vez é sobre a versão estendida, com suas gloriosas 3 horas e 35 minutos (por aí).Mas como sou um garoto bonzinho, também comprei para minha coleção o DVD duplo do filme e comentarei sobre os extras com vocês.Então continue a leitura e preparem-se para Vigiar os Vigilantes pela ultima vez no ano!


Anteriormente,na ultima edição...
Bem, se você é fã de quadrinhos, não preciso lhe explicar sobre o que se trata certo? Mas para os leigos,vai aí um resumo de tudo:Edward Blake, O Comediante, é morto em seu apartamento e o vigilante fora da lei Roscharsch vai investigar seu assassinato. Ao percorrer da trama, desvenda-se uma trama muito maior, que pode envolver a maior trapaça da historia da humanidade.Mostrando como seria se os heróis das revistas realmente existissem no mundo real, com sexo, sangue e heroísmo, Watchmen se consagra não só como uma revolução em seu gênero, mas como um marco na literatura.

Bem, e em relação ao filme? O que muitos consideravam infilmavel foi feito, depois de mais de uma década de planejamento, um quase lançamento pela Paramont em 2006, e muitas,muitas idéias ruins, como Walter Kovacs caipira, viagens do tempo sem pé nem cabeça, e heróis anti-terroristas na década atual.
Logo do filme em 2006,com Paul Greengrass na direção

Depois do surpreendente sucesso de 300, Zack Snyder, que já havia “brincado de Deus” fazendo o surpreendentemente ótimo remake de Madrugada dos Mortos, decidiu arriscar sua pele e sua vida mexendo com os fanboys errados assumindo a direção do filme. Jogando todas as idéias anteriores no lixo (er..quase todos,hehe) e fazendo algo que fosse mais igual a HQ e sua idéia original, ele teve total liberdade pra fazer o filme.

Enquanto isso, o aspecto positivo é que as pessoas voltaram a discutir (calorosamente demais) a graphic novel e seus conceitos,enquanto o mimimi de praxe aumentava em proporções gigantescas.Claro, sempre há os fãs mais ardorosos, que mesmo na merda ou no alto do pódio, sempre vão estar ao lado do Snyder, como alguém que conhecemos...

As escolhas de elenco são feitas,fotos divulgadas,e depois o baque: The Squid, ou PussyAlien ou carinhosamente chamado aqui no Brasil de “Alien com cara de Xota” não iria estar no filme,o que indagou a grande duvida no coração de todos sem vida social “Má pourra Batimá,vão gravar tudo e mudar o final?Que merda!”


Enfim,o filme saiu e se você foi no cinema pensando em ver um filme de quase 4 horas contando tudo exatamente como no filme, me desculpe, mas você agiu que nem um IDIOTA. Ou se fez passar por um, já que esqueceu o fator de que alem dos nerds e leitores de HQ em geral, há também o resto do publico pagante, que não necessariamente lê quadrinhos, e que também não curte pensar muito, mas que pode dar a chance disso caso o produto mostrado for interessante (ou não,vide Prepúcio...). Apesar de achar isso idiotice, porque se o filme é bom, o povo vai assistir de qualquer maneira, independente de qual seja sua duração.Mancada da Warner...

O filme em si
A versão lançada no cinema tem 2 horas e 40 minutos,aproximado,e trouxe vários cortes em relação ao que seria lançado anteriormente (que acabou virando o Director’s Cut,a versão com cenas estendidas mas sem Contos do Cargueiro Negro). Bem, foi um resultado mais ou menos satisfatório, me termos de bilheteria, por ter rendido alguma coisa,mas não os 200 milhões esperados dentro dos EUAsis para um filme de faixa etária 18 anos, coisa que a nossa cultura quase não permite mais lançar mais no cinema.E em termos de qualidade? Deixo a seu critério, porque é meio difícil definir, já que alguns endeusaram, outros queriam queimar o “visionário” diretor a fogueira por ter “cagado” o original.Francamente,achei um bom filme,mesmo com os inúmeros cortes que deixariam o filme melhor em vários aspectos, alem de melhorar o jeito de que certas idéias foram mostradas na tela(Coisa da qual a versão estendida corrige muito bem).


A musica ali tem papel muito importante no sentido de fazer funcionar aquelas pequenas coisas implícitas na HQ.Por exemplo:“A linha foi traçada e a maldição começa” quando Kennedy é assassinato pelo Comediante, “seus filhos estão fora do seu controle” quando jovens adolescentes hippies são assassinados pelos soldados do governo,e “vocês não podem criticar o que não entender” na cena de morte as Silhouette.Ou como a musica do Jimi Hendrix,que praticamente narra tudo o que acontece na tela de forma que explode a cabeça de qualquer um de tão legal que é.No geral,tanto o visual,que remete alguns filmes clássicos,quanto a musica,quanto as informações visuais(sobre a trama ou sobre aquele mundo em si) ajudar a ampliar os horizontes do filme da mesma maneira que é feita no original.

E em relação ao elenco?
Vamos por partes, falando sobre os principais e mais importantes personagem para a trama:

Comediante: Quem não acompanhava Supernatural (que nem eu) descobriu um achado com Jeffrey Dean Morgan. Consegue, como na HQ, ser um filho da puta com um sorriso no rosto, mas ser simpático o suficiente para que você não o odeie. De cara você não percebe o quão bom ele é, a dica está nos detalhes, como a cara de “You fucking kidding with me,right?” quando o Coruja diz que não se deve beber durante as reuniões.





Roscharsch:A grande surpresa do filme,de fato foi Jackie Earle Harley.Anteriormente conhecido como ator infantil, sumiu do mapa e voltou em grande estilo em Pecados Íntimos.Com a peruca, alem de semelhança física monstruosa,você tem a interpretação densa, olhar nos olhos dele é ver um psicopata e uma criança traumatizada ao mesmo tempo.Destaque também pro filho do Snyder fazendo o jovem Kovacs,percebe que ele se divertiu pacas arrancando pedaços das pessoas.


Coruja II (Dan Dreiberg): Ele é o Aaron Eckhart de Watchmen. Explico: a atuação de Patrick Wilson foi tão boa ou melhor de qualquer um no filme, mas pelo personagem não ter tanto destaque no hype dos atores de Comediante e Roscharsch. Passou muito bem a idéia de um ex herói com medo de encarar o fato que precisa ser um vigilante pra ser feliz, alem de todo o lado depressivo bem feito, já que em todo momento ele se demonstra broxado com a vida que tem (em certas horas até demais hehe).



Espectral II(Laurie) Alem de bonita, Markin Akeman me surpreendeu pelo fato da atuação dela ter sido enxuta, já que não são muitos atores de comédia que levam certa credibilidade fazendo papéis sérios (Né Adam Sandler ?). Não é uma Merryl Streep,mas faz seu trabalho bem feito, consegue se mostrar forte apesar da opressão a personagem boa parte do tempo.





Ozymandias Todas as polêmicas dessa adaptação o envolvem, desde do que ele faz ao ator em si.Gay demais? Assexuado? Interpretação ruim? Nesse ultimo ponto eu discordo.Acho que foi uma atuação aceitável.Ozzy foi bem mais frio do que o original, e alguns elementos da personalidade do Capitão Metrópole inseridos nele também.Mas acho que deu credibilidade ao cara, e de que ele realmente poderia fazer tudo aquilo.






Doutor Manhatthan Um ator cara de bunda sempre vai fazer atuações cara de bunda em papéis que condizem com isso. Mas o que acontece quando um ator bom faz um papel que aparentemente é um papel cara de bunda? Corre a chance de fazer uma atuação ruim, como foi o caso do Billy Crudup. Achei mediano pra bom,em relação aos outros.



Coruja I (Hollis Mason) Mesmo só aparecendo em pouca cenas, Stephen McHattie matou a pau como o velho Hollis.Nostálgico e brilhante nas horas certas, o General Arkin cover (pra entender,vejam ele em 2012) também está presente em Under The Hood, onde pode explorar melhor as facetas de seu personagem.Ainda falarei mais sobre ele mais a frente.


Espectral I (Sally Jupiter) Nunca gostei de como Sally ficou mais velha na HQ, em termos de personalidade.Nesse ponto Carla Gugino se deu bem em ter transformado ela em uma espécie de diva decadente, se encaixou bem com a atriz e trouxe algo melhor que o original, pelo menos pra mim.E Jesus, vai ser boa assim na PQP...





O Ultimato, ou a versão definitiva
Bem passados alguns meses após o lançamento do Director’s CUT, foi lançado o Box contendo tudo o que foi lançado até agora, mais a versão definitiva (ou seja,se você comprou tudo antes e vai ter que voltar a comprar por causa da versão estendida,se fode aê!).Em Blu Ray, ocorreu um daqueles chats ao vivo do diretor comentando sobre o filme, e interagindo com o publico rico que pode ter o aparelho em casa (cai uma lagrima no meu rosto...) No geral,temos um filme em seu 100% de funcionamento, do qual será muito melhor aproveitado em casa, no conforto do lar.


Sobre Contos do Cargueiro Negro(que está nessa versão do filme),ajuda muito a pensar sobre as situações que ocorrem aí,principalmente se você não foi familiarizado com o material original.Mas pra quem é “leigo” pode haver um pouco de estranheza inicial, mas depois provavelmente vai perceber que isso vai ajudar a pensar melhor na historia em si e fazer elos com a historia principal,se naquele momento especifico o Cargueiro no caso é o Roscharch ou sua sede de justiça,ou o mundo tentando consumir tudo que há pela frente,citando como exemplo.Sobre o curta do Cargueiro eu já falei sobre ele aqui.

Justiça Encapuzada e Capitão Metrópole são descritos aqui como um casal(se vocês prestarem atenção,vão ver que eles sempre andam juntos,em praticamente todas as cenas em que aparecem).Os fãs já sabiam que eles eram os homossexuais,mas no filme é jogada de forma tão rápida que se piscar perdeu.E a frase que Kovacs investigaria as possíveis tendências gays de Adrian Veidt está presente também nessa versão,mas estanho de não estar naquela que foi aos cinemas.Pra você ver que mesmo com faixa etária 18 anos,muitas coisas (desnecessariamente) cortadas por certos preconceitos dos quais acredito que um filme com essa faixa etária pode mostrar(maldito politicamente correto...)

Há muitas cenas e frases pequenas que aumentam de fato a duração do filme,mas algumas das mais importantes envolvem extensões de situações ou de frases ditas.Você terá muitas cenas envolvendo Roscharch, entre elas uma maior versão do que Walter Kovacs fala para seu “psiquiatra” na prisão(apesar de não ter mais cenas mostrando o passado dele,há mais conversa sobre sua filosofia de vida).Vemos Doc Manhatthan ficando puto ao saber que Laurie deu para o Coruja, entre outros.Entre elas destaco a cena que Hollis Mason morre(da qual você poderá ver aqui, porque o Youtube não permite o embed).Dá um aperto no coração ver ele ser morto,ao mesmo tempo admirado de como a cena, junto com a interpretação de McHattie, deixam a cena muito mais impactante.Você vê vida nos olhos dele,e percebe que ele já está morto mesmo segundos antes de bateram na cabeça dele,quando percebe que tudo que acabou de enfrentar era ilusão.Outra morte que deixa qualquer fã com um sentimento triste no peito é a morte dos Bernies.Você realmente curte eles,e é triste morrerem naquele jeito...

No geral,a versão Ultimate, como é chamada na capa, é bem mais completa, e foi feita para compreender o que é o filme de fato, para todos os públicos, independente de você ser um fã hardcore da obra ou um cara normal não-leitor de HQs.Mas é meio que um jogo duplo,se você for uma das pessoas do grande publico, da qual não teve saco e não gostou da versão vista no cinema,como eu vou gostar da versão do diretor?Bem, o conforto de se estar em casa ajuda bastante,junto com o fato de poder tentar entender o filme de forma mais calma.Sobre os que conhecem as HQs, e como foi dito acima foram idiotas demais pensando que veria tudo completo nos cinemas, essa versão é pra vocês.Mais completo,mais longo,com a maioria dos pingos nos Is a mostra.Mas sobre o resultado como produto final, do ponto de vista do fã, falo mais na frente...

Sobre o "novo" final

O Polêmico final do filme.Sim, é diferente.Sim,não há a a presença da Gloriosa Squid(conhecida como Alien Pussy).Funciona?Não funciona?Permanece com o mesmo sentido?Vejamos abaixo detalhadamente como se sucedeu no filme o ataque:

Ozymandias acha que os heróis podem literalmente salvar o mundo.Ridicularizado pelo Comediante,sua tentativa de reunir um novo grupo de vigilantes é fracassada.

Na segunda metade da década de 70, Ozymandias revela sua identidade ao publico,abandonando a vida de herói mascarado,antes que a greve policial e a lei Keene exploda e torne o vigilantismo ilegal.

Começo das Industrias Veidt,se tornando rapidamente uma das maiores companhias do mundo.Adrian Veidt começa a investir capital em subsidiarias,entre elas energética.

Criado a empresa Pirâmide Transnacionais, ele contrata de propósito pessoas ligadas ao Doutor Manhatthan,do qual as secretamente envenena,parte de seu plano de salvação se inicia.Uma investigação psicológica sobre Jon Osterman se inicia.

A parceria entre Adrian e Doutor Manhatthan começa coma criação de uma imensa bateria a partir dos poderes do Doutor,Enquanto ele cuidava de sua parte em Rockfeller, a parte de Adrian era feita no ártico,no recém criado Karnak.

O governo pede a Edward Blake investigar o que acontece em Karnak, e o que ele descobre o abala profundamente.

Adrian mata O Comediante em sua própria casa(e vá a merda isso não é spoiler!)

Roscharch, mais intrometido que Sonia Abrão em desgraça alheia, começa a investigar o assassinato,e contata os poucos heróis remanescentes para ajudá-lo na empreitada.

Devido ao fato de achar que matou a maioria das pessoas que conheceu na vida por radiação, Manhatthan abandona a terra e vai pra Marte.

Walter Kovacs vai preso,mas Coruja e Espectral voltam a ativa e o libertam.

Laurie vai pra marte com Doc Manhatthan,enquanto Roscharch e Coruja descobrem a verdade sobre o plano de Ozzy.

Veidt manda as “bombas manhatthan” para varias cidades do mundo,as mais importantes no caso.


No fim das conta,qual é o saldo final de tudo?O final funciona? Sim funciona.É melhor que a HQ?Não. Por exemplo, não há razão para Bubastis existir.Mas em certos aspectos é mais completo que o fim original,em especial o fato de ter atacado não só em Nova York, mas em várias cidades, as mais importantes do mundo.Deixou de todos terem com pena dos EUA para todos no mundo se fuderem em igual.E no filme eles ainda dependem de energia poluente.Ou seja, a mesma energia que botou boa parte do mundo a pó também foi responsável pela evolução energética do mundo,abolindo os combustíveis fosseis,e a nova subsidiaria das Empresas Veidt reconstruiu NY e provavelmente outras partes do mundo!Ou seja, Veidt não só como fudeu/salvou o mundo, mas também conseguiu um lucro monstro em cima disso!


Sim,o Squid estava no filme!

E em relação ao Doc Manhatthan e sua reação perante a culpa que o mundo pôs nele , levando a culpa pra o bem maior continuar ativo,pelo menos me lembrou um pouco TDK (fazendo uma comparação com o exemplo mais próximo atual).E a reação do resto,já que deu a entender que o mundo ia partir pra revanche? Bem,digamos que eles perceberam o obvio, que com ele ninguém pode, ou uma mobilização mundial fez que impedisse o ‘suicídio coletivo” que seria confrontá-lo. Como diz o Coruja no fim “ enquanto eles acharem que Jon está nos vigiando tudo estará bem”.Uma sensação que ‘deus nos traiu” no fim das contas pode ter sido substituído por outra, que no fim das contas isso foi uma lição de moral.Que ele se cansou de ser o sustento de toa a situação, aquele que impede que o mundo acabe.Algo como “vocês querem ver o circo pegar fogo,então vou fazê-lo queimar!”. No fim das contas fez que a humanidade percebesse que as guerras não iam levar a nada, então uma movimento pacifico por parte nossa seria a melhor solução.No fim das contas,o final é diferente, mas funcional.Menos completo que o original, que também tem suas falhas,mas funcional.

Pontos Negativos

Vou falar rapidamente sobre o que não gostei no filme:

Knoct Tops, a gangue de rua no filme.Alem de parecerem caras bem mais velhos do que a HQ, não tem o senso badernista caótico, pareceu muito infantil.Matam Hollis Mason por um motivo completamente idiota no filme.

O contexto político fica muito nas entrelinhas, isso eu achei ruim.Claro,Richard Nixon está lá para nos lembrar que o mundo está a beira de um colapso, mas acho que devia estar mais equilibrado a forma que foi mostrado na tela.

Nixon ou Burgess Meredith em Batman? Me parecem a mesma coisa, inclusive na atuação...
A reação do Coruja II a morte de Hollis Mason foi muito boa, mas acho que deveriam ter estendido um pouco mais a cena, pra mostrar mais a fundo o que ele sentiu, mostrar como aquela morte é importante pra ele.Veja ela aqui.

Os extras do DVD
Sim!Apesar de eu ter ‘importado” a versão do diretor dos States, eu dou o exemplo e comprei o DVD duplo nacional e agora falo sobre os extras presentes.

O Fenômeno:o Gibi que mudou a historia:
Conta sobre a historia da gênese de Watchmen,de como a graphic novel foi crida e sua importância,seu lançamento,seu contextos, finalizando com um mini making of sobre o filme.Legal da parte de todos falar que no fim das contas é uma HQ do Moore.Não que ele vá se importar,mas só pra constar.



Super Heróis Verdadeiros:Vigilantes Verdadeiros.
Psicopatas, Cidadões se protegendo do mal das cidades grandes.Possíveis loucos.Fanboys que levam a serio demais a HQ.Vemos pessoas que protegem a cidade como se fossem heróis de verdade, mas no nosso mundo.



Tecnologias de um mundo fantástico: Vemos um físico profissional explicando pelo ponto de vista científico todas as coisas fantásticas que acontecem em Watchmen.Mas nas palavras dele:”Eles sempre vão seguir a HQ no fim das contas.Acho que eles preferem deixar irados os milhões de fãs de Watchmen do que os físicos do mundo...”

Watchmen:11 Arquivos em Vídeo:Os vídeo-diarios lançados ao longo do lançamento do filme estão aqui,completos em HD.

My Chemical Romance- Desolation Row: Banda Emo fazendo Bob Dylan e fãs de boa musica ficarem com raiva,MUITA raiva.


Video viral falando sobre uma década com Doc Manhatthan:


Easter Egg: :A Lei Keene e você


No fim,quem Vigiou os Vigilantes?

Visionário?Bem feito? Uma merda?Como raios podemos definir Watchmen a essa altura do campeonato?O saldo final no geral foi positivo ou negativo? Bem, o que falavam que era infilmavel foi feito.Não há como voltar atrás. Do lançamento do teaser trailer até depois um tempo do lançamento do filme a graphic novel ficou no topo durante quase 1 ano.É muita coisa.Provavelmente muitos leitores de hoje em dia não conheciam a historia,isso aí incluindo os poucos fora do mundo nerd que devem ter comprado também.Lider em dowloads ilegais no torrent na época de lançamento.Ou seja, há um publico interessado ,mesmo que de forma fora da lei (RS) em filmes mais maduros do gênero.De certo modo trouxe uma maturidade recorrente a um gênero que só tem a crescer, que é de adaptações de HQs.Trouxe algo diferente do habitual “filme de origem”. Trouxe sexo, violência e uma linguagem bem mais adulta a um gênero ainda considerado por muitos infantil,o que é triste é verdade.

Mas meu ponto de vista? Watchmen, como filme, não pode ser avaliado pela versão que você viu no cinema.Se você acha que o filme é só aquilo, está se enganando desde o começo.De uma chance verão estendida. Porque no fim das contas filmes de HQ não são copias dos mesmo. São ADAPTAÇÕES. No final, se tiver a casca, mas não o contudo,não adianta.E alem diso, sempre teremos a revista original, que nuncavai nos decepcionar...
É tudo mano,mano! Snyder e Moore: Enganando nerds trouxas pelo mundo inteiro ...

Mas o principal fator que atrapalha um pouco o fato de ver o filme como um filme é Allan Moore.Explico: todos nos sabemos que ele não gosta de ver suas obras adaptadas para outras mídias.Se acontecesse coisas como Do Inferno e LXG também ficaria traumatizado, MUITO traumatizado. Mas o ponto é o seguinte: 50% do que ele fala em relação a esse assunto ele está completamente certo,mas 50% do que ele diz é puro exagero.Foi um filme visto pelo fãs e construído em cima do medo.Medo que não fosse bom.Medo que perdesse todo o simbolismos.Medo que cagassem tudo.Que não fosse fiel e ficasse descaracterizado, e que lucrasse com isso.E que tivesse uma sequência.A maioria não o viu como um filme, mas como uma bomba relógio, saca?
O homem mais intelignte do mundo e sua utopia

De certa forma Snyder poderia ter feito um filme de 7 horas,só com slow-motion.Mas não,ele pos cenas de ação rápidas, colocou Contos do Cargueiro Negro(coisa do qual só Paul Greengrass quis fazer, acho,e o resto não), deu um foco completo historia, apesar das mudanças finais.Mas acima de tudo,o grande publico estava preparado para um filme desse estilo,com uma narrativa mais lenta em relação a outros filmes do tipo? O fãs também estavam prontos pra aceitar numa boa que sim, pode haver uma transição de mídia em relação a historia? Se fosse lançado com as mudanças de roteiro das outras versões (principalmente dos primeiros scripts), valeria a pena um provável sucesso, mesmo com uma descaracterização bem maior?
Aqui pra você ó!

No fim das contas posso dizer que o saldo é positivo.Mas não vou colocar uma arma na sua cabeça e pedir que você ame o filme, essa é a minha opinião como fã de HQs e da historia original.Como critico digo que para todos entendam o filme de fato precisa de algo chamado tempo.Não uma, duas semanas,ma talvez leve anos pra entendermos de fato o que aconteceu foi bom ou ruim.Até lá assistam o filme,mas de cabeça limpa, nem esperando o melhor nem o pior. Apenas fique de olho,pois o preço da liberdade é a eterna vigilância...

Nota do filme no cinema:8,0
Nota da versão Ultimate: 9,0
Extras do DVD:8,5

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De fora da panela

Essa é a coluna escrita por voce, leitor do blog, que viu, leu, ouviu, pensou, etc... algo legal por ai e quer dividir com a gente. O tema é livre, se coça ai e manda seu texto para uarevaa@gmail.com.

Hoje o Diogo Mourão colabora novamente conosco, dessa vez analisando o DVD "Contos do cargueiro negro", que trás importante material complementar ao filme Whatchmen. Já tivemos uma resenha desse material feita pelo Vini, mas vale muito a pena conferir o que o Diogo detalha sobre o DVD que chegou faz pouco tempo nas prateleiras aqui.


DVD - Watchmen: Contos do Cargueiro Negro


A estória dentro da estória. O espelho para o mundo de Watchmen. Algo tão importante pra estória como a estória em si. Entre outras coisas, é isso como pode ser definida Contos do Cargueiro Negro, a hq de piratas que se intercala com a trama que acontece em Watchmen.

Durante a longa concepção do longa metragem, ela foi jogada fora, colocada fora e por aí vai, até Zack Snyder assumir o projeto e bater o pé para que não só ele, mas Sob o Capuz (o livro-biografia de Hollis Mason,o primeiro Coruja) estarem no filme ou de alguma ligada ao meio deste. Sob o Capuz ia acabar como extra no dvd e Contos acabaria unido ao filme, mas a Warner (que quando acerta, acerta de jeito, mas quando caga com algo é na mesmo proporção) achou que a duração de 3 horas e meia de filme era muito e decidiu limar Contos e mais algumas cenas “extras”(porque não existe esse lance de excesso com Watchmen,quando mais melhor). No final, uma solução diplomática foi lançar os 2 juntos em formas de curta metragem no recém criado, porem proveitoso mercado direto pra dvds. Agora vou comentar sobre os dois curtas, mais os extras presentes no mesmo.

CONTOS DO CARGUEIRO NEGRO

Bem, num mundo que super-heróis são realidade, qual é a graça de pegar uma revista e ler sobre eles? Isso que Alan Moore e Dave Gibbons pensaram quando quiseram focar uma parte da história mostrando a cultura de mundo onde os heróis realmente existam. O que poderia ser tão excitante quando super-heróis? Piratas! Não boiolas como os do Caribe, mas piratas de verdade, maus, carniceiros, refletindo o mundo novo, porém cruel, que se vivia. E os piores dos piores, aqueles até que os maus temiam, era o Cargueiro Negro e sua tripulação. Matavam, saqueavam, tocavam o terror, era o pesadelo vivo navegando pelo oceano.

No caso, além da hq dentro da hq, Cargueiro Negro serve pra refletir a salvação no mundo pelas mãos de Adrian Veidt, e de certa maneira é o reflexo da humanidade em Watchmen, cada vez pior, cada vez rumo à loucura e sem caminho de volta. Acompanhamos o capitão do barco recém atacado pelo Cargueiro tentar chegar a sua terra natal para impedir o próximo ataque, enquanto suas paranóias e sua ascendente loucura o levam a fazer atrocidades em algo quem ele acredita ser o bem maior, levando no final a se tornar um monstro que ele mesmo tentou combater. A moral em relação a isso é bem definida em Cargueiro Negro, enquanto em Watchmen abre a discussão, por no final apesar de ser próximos, Ozymandias e o Capitão, os atos deles levaram a situações bem diferentes.

No curta em anime é praticamente o mesmo, funcionam como filme separadamente, mas seria mais interessante ver junto ao Watchmen (filme), coisa que em breve quando a versão do diretor chegar poderemos apreciar do jeito correto. É assustador, psicodélico em certo momento, usa e abusa da violência nua e crua pra mostrar a queda do ser humano, definitivamente não é algo pra crianças. Em termos de técnica de desenho, foi feito frame a frame a lápis e depois jogado no computador e editado tudo pra chegar ao resultado final, deixando o resultado final com um aspecto meio old school, que pode agradar ou não o grande publico, mas sobre isso lavo minhas mãos. Particularmente gostei da técnica. Sobre as vozes, mesmo a voz de Gerald Butler ter ficado meio icônica por causa de 300, se sai bem trazendo o desespero do personagem, enquanto Jared Harris faz o melhor amigo morto e “consciência” do capitão, alimentando a loucura de que tudo que conhecia seria destruído pelo Cargueiro. É assustador, é adulto, e tão bom quanto original. Trabalha muito bem sozinho, mas funcionaria melhor se estivesse junto ao filme live action.

SOB O CAPUZ

Sobre o Capuz, ou Undah dah Rudd como diria os rappers gringos, serve pra ligar passado e presente da historia de Watchmen por meio do ponto de vista de Hollis Mason, o primeiro Coruja e sua biografia, após se aposentar como combatente do crime.

Numa retrospectiva do programa Culpeper Minute, uma década depois da lei Keene ser autorizada, vemos a vida e carreira comentadas pelo próprio Hollis numa entrevista descontraída dentro do Gulga Dinner, com participações de vários personagens do mundo de Watchmen, como Bernard, o jornaleiro (YES!!!), Sally Júpiter (Carla Gurgino, still hot), Lawrence Shexnayder (recebendo uma atenção maior do que a do filme), o Comediante (numa aparição curta, mas engraçada), Grande Figura, Wally Weaver, entre outros.

Vemos como sua vida se desenrolou do momento que saiu do interior para a cidade grande, como sua moral foi construída, mais aparições sobre os Minuteman, como se formaram e sua dissipação nos anos 50, assim como o aparecimento da segunda geração de heróis, Dr Manhattan e seus efeitos no mundo moderno, a opinião das pessoas sobre a recém criada Lei Keene e vida pessoal sobre Mason. Até o fato do Capitão Metrópolis ser do lado rosa da força está lá, implícito, como sempre.

O formato documentário pra tv funciona muito bem, principalmente pro publico leigo sobre a obra em geral ou que adorou a cena de abertura do filme mas não faz idéia de quem seja os primeiros mascarados, além de ter o mesmo propósito na hq de ser o elo com o passado para entender melhor o presente. O único defeito pra mim, e nesse momento vou ser meio xiita, é o fato de assumidamente Hollis ser gamadão na Espectral. Claro, Sally Jupiter era um símbolo sexual na hq e Carla Gurgino é BOA PRA CARALHO (faço questão de enfatizar isso em letras garrafais), mas se tinha isso originalmente, pelo menos não era explicito. Mas ajuda muito pra entender seu comportamento daí pra frente e o fato de ele estar presente na cena do estupro. De certa maneira fica um elo interessante entre os personagens. Apesar de eu ainda achar estranho o Comediante estar na equipe mesmo após ter tentado comer a mulé, tanto que ele estava na festa de despedida de Sally quando estava grávida... mas isso é coisa do filme e não discutirei isso agora.

EXTRAS

Os extras no caso são dois,o making off e um preview do motion comic de Watchmen. Sobre o making off ,mostra a importância destes pro quadrinho e pro filme, entre as imagens aparecem mais do Bernie e Bernard, e uma cena cortada do Sob o Capuz, quando o repórter faz perguntas a Sally sobre a real paternidade da filha dela...

Sobre o motion comic, está muito bem feito! Não tinha visto nada da nova versão dos “desenhos desanimados”, nem de Watchmen nem de qualquer outro, e fiquei assustado com a qualidade! O único porem é a voz. Sim, voz, porque um homem faz todas as vozes, e até aí ta tranquilo, ele consegue diferenciar bem, mas quando chega na ala feminina... parece voz de traveco. Você vê a Espectral toda sexy mas broxa quando ele/ela abre a boca... não é algo feliz. Acredite.

No final, pra quem gostou ou não gostou do filme ou é uma putinha não assumida do Snyder (como o Hell...), o dvd é recomendado pra entender e ampliar melhor o universo de Watchmen - o filme e ajuda as pessoas mais leigas a conhecer e reconhecer a riqueza do material.

Contos do Cargueiro Negro: 9,5

Sob o Capuz: 9.0

Nota Total: 9.0

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De fora da panela

Mais uma semana pegando na MÃO GRANDE algum post legal de um de nossos parceiros. A vítima da vez é o nosso brother Vini, do Submundo Mamão, que falou a algum tempo sobre os extras feitos pra acompanhar o filme Watchmen, e achamos interessante trazer isso pra voces.

Mas esse espaço continua aguardando mais colaborações dos leitores!! Se coçem ae e mandem seu post pra uarevaa@gmail.com.

Extras! Extras!

Ainda estou um pouco na "onda" do filme Watchmen.
Apesar do filme já estar capengando nos cinemas e de ser motivo de muita discussão, choro, críticas e defesas inflamadas por parte dos milhares de fãs da revista em fóruns, blogs e Orkuts da vida, ainda estou na "vibe". Principalmente quando amigos que não conheciam a revista, me falam que já foram atrás e começaram a ler a obra, depois de terem se encantado com o filme.
Fico me perguntando: "Qual será a reação desse povo ao constatarem que a HQ é muuuito superior ao filme?.
Essa é uma resposta que vou querer ouvir.

Mas o que me trouxe aqui hoje, foram os extras especiais que foram produzidos para o filme. Ou em decorrência do filme, melhor dizendo.

Uma animação e um documentário... "fake". Como se sabe, o tempo da película foi encurtado, apesar das duas horas e quarenta e cinco minutos, muita coisa ainda ficou de fora. Provavelmente cenas como as conversas entre o jornaleiro e o garoto afro-americano foram filmadas, mas ficaram de fora e isso era o que dava o "link" para os Contos do Cargueiro Negro, a animação.

A chamada "história dentro da história" vai ser distribuida pela Paramount Home Entertainment aqui no Brasil à partir de 27 de Abril e foi produzida em associação com a Legendary Pictures. O diretor Zack Snyder e sua galera, onde inclui-se aí sua esposa, assim como no filme assinam a produção executiva da animação.

Contos do Cargueiro Negro era a história em quadrinhos que era lida por um garoto que ficava encostado numa espécie de bomba de abastecimento para carros elétricos ao lado da banca de jornais, ouvindo os papos conspiratórios do jornaleiro Bernard. Enquanto isso, a saga pirata da qual a revista tratava se desenrolava mostrando a jornada de um capitão abandonado ao mar depois de ter seu navio pilhado e afundado por um sinistro navio pirata.

Durante sua trajetória, o jovem capitão passa por horríveis eventos e ao superá-los, estes parecem refletir no mundo de Watchmen.

Como já havia falado aqui, eu não curto muito essa história, mas sei de sua importância para a trama.
Achei a animação em geral muito bem feita e por vezes, seu estilo me lembrou aquela animação antigona do SPAWN.
Ainda assim não mudou minha opinião sobre a história e longe do contexto do filme, já que as cenas das conversas na banca não existem, ela perde ainda mais a força que tem para a trama.

Nota: 6


A reveladora autobiografia de Hollis Mason, Sob o Capuz (Under the Hood), foi apresentada sempre no final das revistas que compunham a mini-série original de Watchmen e narrava, como se fosse um apanhado de partes do livro, os acontecimentos da vida de Mason e o que o levaram a se tornar um vingador mascarado, o primeiro Coruja (Nite Owl). O livro conta como os Minutemen se formaram, além de apresentar as pessoas que fizeram parte de sua vida como Sally (a Silk Spectre original), o Comediante e o vilão Moloch, o místico.

A idéia foi passar esse tipo de informação através do que seria um documentário, realizado em 85, onde um típico apresentador americano resolve fazer uma revisão de seu próprio programa, este de 10 anos atrás, onde ele entrevistava Manson, na época de lançamento de seu livro.

Sob o Capuz é um documentário fictício e é dirigido por Eric Matthies e escrito por Hans Rodionoff.

Achei muito bem feito e talvez tivesse saído perfeito se eles tivessem caprichado ainda mais nas montagens feitas nas fotos apresentadas no começo. Isso me deu a impressão de que o documentário não seria assim tão bom, que eles tentariam colocar elementos que simulassem gravações antigas e que isso sairia muito forçado, mas essa impressão é logo dissolvida quando Hollis começa a explicar suas motivações, o Coruja dá as caras e a primeira propaganda de Nostalgia aparece!
Tudo à partir daí fica mais natural.

O documentário é muito interessante. Os diversos tempos se entrecruzam, constituindo uma dinâmica visual bastante original. Cenas em preto e branco dos anos 40, passando por diversas décadas até chegar nos anos 80, todas bastante afinadas com o tom de sua época. As filmagens estão bem autênticas e os personagens são críveis, assim como seu envelhecimento progressivo.
Achei fantástica a propaganda dos relógios Seiko, "O primeiro relógio digital de quartzo líquido do mundo"!!! Essa, tenho certeza, é a única peça original do filme.

Todos os personagens que compõe os Minutemen também estão lá e são bem explicados nesse documentário de pouco mais de trinta e sete minutos. Além deles o psiquiatra que trata de Rorschach, William Long e seu arqui-inimigo, o anão Grande Figura aparecem também para dar seus depoimentos. É falado sobre o amor e a união nunca consumada entre Sally Jupiter e o Holly Manson, sobre seu "probleminha" com o Comediante, sobre a criação dos vilões em contra-partida à criação de heróis narrada por Moloch, inclusive sua predestinação ao surgimento de um grande antagonista a Manhattan, o único ser com super poderes na série, que também não poderia ser deixado de fora nesse filme.

Não vou me extender muito nos comentários, porque vale a pena ver com seus próprios olhos e tirar suas próprias conclusões.

Duvido que algum fã vá reclamar desse documentário, dizendo que não está como na revista, pois foi sim retirado dela, mas foi transformado em algo original e ganhou mais elementos interessantes. Arrisco ainda em dizer que saiu melhor do que está no papel!

Nota 9

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