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30 Dias de Noite é ainda uma das melhores HQs de terror que sairam nesta decada, e apadrinhada pelo grande Sam Raimi ela chegou em toda sua glória nos cinemas no filme de 2007, se tornando também cult dentro do gênero cinematográfico de horror. Agora esse ano saiu a sequência direto para dvd e blu-ray, e como ela se saiu, bem ou mal?
Oskar: Você não tem mesmo 12 anos, não é?
Eli: Tenho. Só que tenho 12 anos há muito tempo.
frequente na escola. Vive com a mãe, de boas intenções, mas que não parece ter muita idéia sobre como ser uma boa mãe. Seu pai, um alcoólatra, vive do outro lado da cidade. Oskar possui, em seu íntimo, um mórbido interesse pela morte e por crimes, e guarda consigo um caderno com recortes de jornal onde foram noticiados diversas mortes. Solitário, Oskar não tem ninguém com quem conversar, e passa os dias praticando e imaginando vingar-se dos garotos que o atormentam. Um dia, ele conhece Eli, garota que recém se mudou para o mesmo complexo residencial de Oskar. Uma jovem estranha, pálida, que só aparece à noite e não parece ter problemas com o frio, de poucos amigos e que, à princípio não quer muito papo com Oskar. Aos poucos, os dois vão desenvolvendo uma amizade bastante profunda, mas que pode prejudicar ambos.
Apesar da sinopse acima parecer de um típico drama, ele descreve um dos filmes mais bonitos e perturbadores que eu já vi. Claro, eu propositadamente ignorei na minha sinopse que Eli é, na verdade, uma vampira – e isso não é spoiler, porque tem na sinopse do próprio filme. Quando eu comentei sobre a essência das histórias de terror, lá no primeiro post dessa coluna, eu comentei sobre que o verdadeiro objetivo de uma história de terror não era assustar. Era também assustar. Mas principalmente, uma boa história de terror precisa nos deixar inquietos, reflexivos ou, em outras palavras, perturbados. Além disso, também comentei que toda história de terror era, em essência, um drama.
komma in, no original) traz tudo isso e muito mais. Produção sueca baseada no livro homônimo escrito por John Ajvide Lindqvist (tudo bem, eu também não faço idéia de quem seja), o filme traz uma inusitada interpretação do mito do vampiro e, ao invés de se ater ao mistério sobrenatural da criatura ou sua origem, prefere se focar nas conseqüências psicológicas de termos um vampiro de verdade, no caso, uma jovem vampira – ou pelo menos aparentemente jovem. Para os que estão acostumados com filmes “massa veio”, ele pode parecer bem parado, mas tudo isso ajuda a criar o clima necessário para a história. Ah, e não pensem que não haverá mortes e sangue. Há, e bastante. Mas elas não são gratuitas como acontece em muitos filmes atualmente (especialmente os de Hollywood).
margem para sequências caça-níquel, Deixe Ela Entrar traz tudo o que uma boa história de terror precisa para ser memorável: Personagens verossímeis, uma história competente, uma atmosfera perturbadora e cenas inesquecíveis. Além disso, se você é daqueles que precisa que um filme ganhe prêmio para que o seu valor seja provado, este ganhou vários. 48, pra ser mais exato.P.S.: É impossível não se apaixonar por Lina Leandersson, a jovem de – naépoca – apenas 13 anos que faz o papel de Eli (mesmo protagonizando algumas cenas horripilantes)
P.S2.: A trilha sonora de Johan Söderqvist (também não conheço) para o filme é simplesmente magistral. Se vocês curtem trilhas sonoras incidentais, procurem esta que vocês não vão se arrepender.
P.S3.: Este ano será lançado uma refilmagem americana, chamada Let Me In. Façam o favor a si mesmos de não confundir as duas produções. O original é este.
"Querido diário, hoje será diferente. Tem que ser. Vou sorrir, e será de verdade. Meu sorriso dirá “Estou bem obrigado. Sim, me sinto muito melhor. “ Não mais serei a garota triste que perdeu os pais. Começarei nova, serei alguém nova. É a única forma de seguir em frente”.
sedutores. Mas isso mudou em 1976, quando Anne Rice lançou o livro Entrevista com Vampiro, primeiro de uma série de romances explorando o tema e que criava um universo próprio para aquelas criaturas. Diferente das abordagens anteriores, Rice colocava os vampiros como protagonistas das histórias, mostrando um aspecto das criaturas que não víamos até então: seres com os mesmo desejos, culpas, dúvidas e crises dos seres humanos, mas com o pequeno “problema” de necessitarem de sangue para sobreviver. Apesar de se inspirar no mito clássico, os vampiros de Anne Rice possuem algumas diferenças significativas. A série de livros de Anne Rice sobre vampiros adicionam um tom de novidade aos vampiros, e agregam muito à essa história milenar. No entanto, ao explorar as possibilidades emocionais dos vampiros a autora talvez tenha aberto uma caixa de Pandora.
1, surgiu uma série de livros Diários do Vampiro, de L. J. Smith, voltada para o público mais jovem, que traz a história de uma colegial que fica entre o amor de dois irmãos vampiros. Foi o primeiro passo para uma “juvenização” do mito do vampiro, mantendo os elementos sobrenaturais, mas tornando a história mais acessível, com limitado apelo ao erotismo, focando-se mais no romance “inocente” e no drama do amor adolescente.
original, uma jovem tímida e introspectiva que nunca viveu grandes emoções na vida vai para uma cidade pequena, onde se apaixona por um vampiro que, ao contrário da maioria de sua raça, decide não se alimentar de seres humanos. Neste universo criado pela autora, os vampiros são bastante diferentes dos retratados anteriormente, não incluindo a grande maioria das características que envolvem as histórias que usam o tema. Os livros, na verdade, focam mais no romance do que no terror e, definitivamente não são recomendáveis para amantes do gênero de terror, nem de vampiros. Uma das características mais peculiares dos vampiros de Stephanie Meyer é que, ao contrário dos tradicionais vampiros, que sofrem e podem até morrer ao serem expostos à luz do sol, eles apenas “brilham como diamante”.Curiosidades:
- Três livros de Anne Rice foram adaptados para o cinema: Entrevista com o Vampiro, que contou com Brad Pitt, Tom Cruise, Antônio Banderas, Christian Slater e Kirsten Dunst – além do direto envolvimento da própria Anne Rice – e que foi um sucesso de público, e O Vampiro Lestat e A Rainha dos Condenados,unidos em um único filme que não teve a participação intensa da autora, e talvez por isso tenha sido um fracasso retumbante;
- A Rainha dos Condenados trazia a cantora Aaliyah, que morreu em um acidente aéreo 6 meses antes do filme estrear;
- Como você deve ter notado pelos vídeos, os Diários do Vampiro foram adaptados para uma série de TV recentemente, sendo exibida pelo canal Warner Channel aqui no Brasil;
- Segundo a própria autora, os vampiros de Stephanie Meyer diferem bastante dos vampiros tradicionais porque ela não fez nenhuma pesquisa para escrever o livro;
“Isso vai custar seu suor e lágrimas, e talvez... Um pouco de sangue.”
durante a histeria coletiva que gerou diversas exumações de corpos, além das histórias de Peter Plogojowitz and Arnold Paole na Sérvia. Mas é considerado o primeiro exercício literário sobre um vampiro o poema alemão “Der Vampyr”, de Heinrich August Ossenfelder, que já trazia os elementos de romance e erotismo relacionados ao mito. Na história, uma dama recusa os cortejos de um misterioso homem, a conselho de sua mãe, pois ele vem de uma região assolada por vampiros. O homem – que é realmente um vampiro – passa a fomentar desejos de vingança, querendo invadir o leito da dama e sugar-lhe o sangue. Esse poema já estabelecia as bases para o mito do vampiro: a natureza predatória, o impulso erótico e o clima sobrenatural. Johann Wolfgang von Goethe foi outro que se
aventurou por histórias de vampiros, com o poema “The Bride of Corinth”, que traz ainda o conflito entre o cristianismo ensinado pelos pais e o paganismo.
idos com asas de morcego sugadores de sangue encontrados em marte. Richard Matheson, autor conhecido da ficção científica e fantasia também agregou ao mito em seu romance “I am Legend” (Eu sou a Lenda), de 1954 e levado para o cinema mais de uma vez (a última foi recentemente, em um filme estrelado por Will Smith), que conta a história de um homem que, num futuro próximo se vê sendo o último homem da terra em meio à uma população afetada por uma bactéria que transformou todos em vampiros.
e por sua vez se baseia no romance de Bram Stocker – com Bela Lugosi, de 1931, “Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens”, de F. W. Murnau, que traz um vampiro mais amedrontador do que sedutor, “Fright Night” (A Hora do Espanto), de Tom Holland que traz um olhar mais “divertido” sobre os vampiros e “Bram Stocker's Dracula”, de Francis Ford Copolla, considerado uma das obras definitivas sobre o tema. Vale citar também o longa “Shadow of the Vampire” (A Sombra do Vampiro) que, apesar de não ser exatamente um filme de terror, presta homenagem ao clássico Nosferatu e é um filme altamente recomendável (prometo um review dele num futuro próximo).
quadrinhos também trouxeram seus personagens vampiros, como Morbius (vilão do Homem Aranha), Blade, o Caçador de Vampiros (que teve 3 adaptações cinematográficas de sucesso), além do próprio Drácula, que foi coadjuvante em diversas histórias e teve até revista própria pela Marvel, nos anos 70. Vale citar também as recentes abordagens ao tema nas Hqs, como as mini-séries “Tempestade de Sangue” e “Chuva Rubra”, que mostram uma realidade alternativa onde Batman é um vampiro, o vilão cósmico Mandrakk, que aparece em Crise Final e as séries de Hqs de 30 Dias de Noite de Steve Niles. Na TV, o tema foi bastante explorado, e podemos citar séries de sucesso como Buffy – A Caça Vampiros e seu spin-off Angel.Curiosidades:
- The Bride of Corinth, de Goethe, traz a primeira história de um vampiro do sexo feminino;
- Alguns desses poemas clássicos sobre vampiros estão disponíveis na rede, como Der Vampyr e The Bride of Corinth (ambos em inglês).
“O Sangue é a vida.
E será minha”
pelo interesse, fascinação ou medo que incitam nos pobres mortais.
stituem esse mito existem há muito tempo, sendo referidos na cultura e literatura das mais variadas culturas, embora eles não fossem chamados de “vampiros”, pois o termo até então não existia. Além disso, os nomes pelos quais eles eram conhecidos e suas origens dependiam muito das culturas e tradições de cada região. Praticamente todos os povos que existiram vinculavam essas criaturas à demônios, espíritos ou algum tipo de desmorto. Mas as lendas de vampiros como as conhecemos hoje parecem ter surgido na Europa Ocidental; A Mesopotâmia era uma área repleta de superstições a respeito de demônios sugadores de sangue e os Persas foram uma das primeiras civilizações a contar histórias sobre esses demônios que se alimentam de sangue. A antiga Babilônia contava com as histórias de Lilitu (não por acaso relacionada à Lilith), que se alimentava do sangue de bebês.
ma e Grécia, só para citar alguns, mas todos os outros continentes possuem suas histórias de criaturas que se alimentam da vida de seres humanos (adultos ou crianças).
ais conhecido como O Empalador ou Draculea. Governou a Valáquia por 3 vezes e era considerado por seu povo como um guerreiro feroz e como um governante que não tolerava crimes contra o seu povo. Ao redor do mundo, no entanto, Vlad é conhecido por sua crueldade no campo de batalha, o que lhe valeu o apelido de O Empalador (por sua prática de empalar os inimigos). Acho que não preciso dizer que Vlad Tepes III foi a inspiração para o mais famoso de todos os vampiros, o Conde Drácula.Curiosidades:
- Curiosamente, durante a fase do Iluminismo (onde as crenças folclóricas foram virtualmente suprimidas) a Europa Ocidental enfrentou uma histeria em massa relacionada à vampiros. Diversassupostas aparições, algumas relacionadas à mortes de pessoas fizeram com que as pessoas passassem a abrir sepulturas e cravar estacas em mortos a fim de impedir que surgissem como vampiros. Houve até caçadas à essas criaturas, incentivadas por autoridades governamentais. O pânico começou aparentemente em 1721, na Prussia Ocidental, onde houve uma série de ataques de supostos vampiros;
- Existem dois casos conhecidos – e reais, os primeiros a serem reportados oficialmente, envolvendo os cadáveres de Peter Plogojowitz and Arnold Paole, na Servia durante o século 18. Plogojowitz foi declarado morto aos 62 anos, mas aparentemente retornou da morte pedindo ao seu filho por comida. O filho se recusou e foi encontrado morto no dia seguinte. Plogojowitz também supostamente retornou depois e atacou alguns vizinhos que morreram pela perda de sangue. Arnold Paole era um ex-soldado que se tornou fazendeiro e que supostamente foi atacado por um vampiro anos antes, morrendo enquanto preparava feno. Após sua morte, pessoas começaram a morrer nos arredores e se acreditou que Paole havia retornado para se alimentar dos vizinhos. Mais informações sobre esses casos aqui e aqui (em inglês);
- O vampirismo não se refere apenas à criaturas que se alimentam de sangue. Muitos acreditam hoje num fenômeno conhecido hoje como vampirismo psíquico, que descreve a habilidade de se alimentar da energia psíquica de outra pessoa. Segundo os que acreditam em tal fenômeno, um vampiro psíquico é alguém que nem sempre sabe que é um vampiro, mas que pode ser facilmente identificado, pois você sempre se sente mal perto dele, preguiçosos, sem forças, desanimado, etc. Se você se sente assim sempre que está perto de alguém específico, cuidado: ele pode ser um vampiro psíquico e nem saber;
- O termo Draculea (ou Drácula) significa “filho do dragão” e foi dado à Vlad por conta de seu pai, que se juntou à Ordem do Dragão (uma ordem religiosa criada pelo sacro imperador romano-germânico Sigismundo) e tinha o apelido Dracul;
- Dracul vem do Latim “Draco”, que significa Dragão. Mas, em Romeno, também significa “Diabo”.
- Há quem diga que os vampiros existem – e que eles mesmos são vampiros, como você pode ver aqui (em inglês).
Horace: Cara, o senhor parece conhecer um bocado sobre monstros.
Alemão que assusta: Agora que você mencionou... Acho que conheço, sim.
“editados” (o que significa que tapava os olhos toda vez que alguma cena mais forte seria exibida). No fim das contas, eu realmente tinha medo de filmes de terror quando criança. Há um tempo atrás estava fazendo uma retrospectiva interna para tentar descobrir como foi que passei a gostar de histórias de terror. Sei que com certeza não foi por causa da Coisa. Lembro que, ainda novo, lia muitas Hqs de terror que meu pai e minha mãe liam, e também alguma coisa do Monstro do Pântano. Mas foi só quando finalmente saiu a edição de 20 anos de aniversário (lá nos EUA) do tema do post de hoje é que eu me dei conta do que realmente me fez virar fã do gênero: A Patrulha Monstro.
para uma geração de garotos dos anos 80, bem como daqueles que passavam seus dias assistindo a sessão da tarde em meados dos anos 90. Uma mistura de comédia e terror, que hoje seria considerado “politicamente incorreto” demais para crianças, uma história simples, mas cativante, cenas e diálogos engraçadíssimos e uma série de homenagens aos filmes de terror clássicos fazem deste filme uma pérola do gênero e altamente recomendável.Curiosidades:
- O filme presta diversas homenagens aos filmes clássicos de terror. Por isso, além das presenças ilustres dos vilões da histórias, temos preservados suas personalidades “originais”, vindas de seus filmes, além de referências à outros filmes de terror, como as noivas do Drácula;
- O diretor e roteirista Fred Dekker ficou mais conhecido por ser o diretor e co-roteirista (junto com Frank Miller) de Robocop 3;
- Dekker queria que seus monstros fossem os originais, por isso procurou os estúdios da Universal para adquirir os direitos dos personagens para usá-los no filme tal e qual apareciam nas películas originais, mas o estúdio, ainda não conhecendo bem o potencial de suas marcas, recusou a oferta. Dekker teve então que reinventá-los mantendo a fidelidade dos originais.
- Os efeitos, maquiagens e fantasias ficaram a cargo dos Estudios Stan Winston (que faleceu em 2009, logo após seu estúdio ter produzido as armaduras do filme Homem de Ferro)
- Fred Dekker é um azarado de marca maior. Além de seus filmes nunca terem emplacado (e de Robocop 3 ter terminado com sua carreira), ainda na faculdade escreveu uma história sobre um homem em uma casa mal assombrada e passou para um amigo, que roteirizou acrescentando pitadas de comédia e o resultado foi o sucesso de bilheteria A Casa do Espanto, do diretor Steve Miner.
- A saber, os monstros de "Monster Squad" são originários dos filmes Dracula (1931), The Wolfman (1941), Frankenstein (1933), The Mummy (1932) e The Creature from the Black Lagoon (1954).
Uma noite eterna.
E uma infinita quantidade de carne e sangue.
Está sendo como deveria ser: Os humanos como frascos, esperando que alguém retire-lhes a tampa.
Imagine essa mesma cidade, onde uma vez por ano, o sol nunca nasce por 30 dias e vive em total escuridão durante um mês. Imagine essa cidade sendo no meio do gélido Alaska. Só isso já seria motivo suficiente para ser um local triste, desolador – e apavorante. Agora adicione Vampiros sanguinários e nem um pouco simpáticos para com os humanos, e temos o tema do post de hoje.
A HQ traz uma nova roupagem aos vampiros de verdade numa história que consegue ser criativa e interessante apesar dos clichês e problemas na história. Tanto é que deu origem, em 2007 à uma adaptação cinematográfica produzida por ninguém menos que Sam Raimi (Arraste-me Para o Inferno, a trilogia Evil Dead, franquia Homem Aranha), e estrelando Josh Hartnett e Melissa George. O filme tem algumas diferenças bem irrelevantes e outras bastante significativas em relação à HQ, mas consegue, na humilde opinião deste que voz fala, ser a primeira adaptação de uma HQ que é melhor que a obra original que eu tenha visto, claro). Mas, como o post não é exatamente um review, não vou entrar no mérito da questão. Mesmo assim, tanto a HQ quanto o filme são altamente recomendáveis para os fãs do gênero e foram distribuídos no Brasil, então não perca tempo e, no mínimo alugue o DVD. Se gostar, você pode considerar comprar a HQ.Curiosidades:
- Barrow, Alaska, realmente existe, mas não é verdade que ela passa30 dias do ano sem o sol nascer ou se por. Quer dizer, o fenômeno realmente acontece, mas não na cidade de Barrow;
- O filme cortou toda a parte da HQ que se passa fora da cidade de Barrow. Há uma narrativa paralela que discorre sobre a existência de caçadores de vampiros modernos, agora se utilizando da alta tecnologia do presente, mas esse subplot não está no filme (pelo menos não na sua versão final). E, sinceramente, só fez o filme melhor.
- A HQ possui uma sequência, Dark Days, que mostra a personagem principal após os eventos da história anterior, e também está programada uma adaptação cinematográfica desta obra.

Seja bem vindo à Noturno (The Strain), primeiro livro do famoso cineasta Guilhermo Del Toro, escrito em parceria com o autor Chuck Hogan (foto de ambos ao lado), e início da Trilogia da Escuridão, cujas sequências devem sair em 2010 e 2011, respectivamente.
Já próximo do final do livro o clima muda para uma, por vezes interessante, mas já batida "caça aos vampiros". O supense passou, o terror já foi assimilado, é hora da ação. É hora do pau comer contra o "mestre do mal". É hora de descer o cacete no "chefão da fase", rs, e, pra mim, o livro cai bastante ai. O ritmo acelera muito rapidamente e, embora tudo seja aceitável, vira algo já conhecido e previsível.
Cara, como eu odeio Anne Rice. Graças a ela que começou um movimento que fez os vampiros, anteriormente empaladores de pessoas, sedutores assasinos, seres que caçam e matam pessoas pra ter mais um dia de vida sequer, em um bando de viados chorões. E pior, graças a isso, veio algo muito pior chamado Crepúsculo (a propaganda de Lua Nova antes de ter começado o filme gerou risos involuntários de quase todos, incluindo-me) que pegou o que já estava fedendo, mas estava guardado em um canto, e jogou no ventilador e espalhou a merda pelo mundo, mesmo que o Kevin Smith ache isso de certa forma positivo. Poucos exemplares da era Crepúsculo fazem jus aos vampiros, como 30 dias de noite, Pinóquio Vampire Slayer, e Sede de Sangue. Porque esse ultimo está incluído nesta lista? Em resumo, ele é gore, engraçado, tem uma ótima historia, e o mais importante, consegue ser romântico sem ser piegas ou afrescalhado demais. Não se encaixa no gênero terror, é mais um drama romântico estilizado.
A historia começa nos mostrando o padre Sang-hyeon (Kang-ho Song), de uma pequena cidade. Um cara muito altruísta, que se sente incapacitado de ajudar as pessoas de fato como homem de deus. Então ele vira voluntário num experimento pra tentar achar a cura do vírus FV, também conhecido como a doença das viúvas, pois ela só afeta homens, e sem chance nenhuma de sobrevivência. O que eu achei legal aqui é que a pesquisa é feita pela própria igreja, uma fração mais liberal digamos, mesmo que o Vaticano não aprove muito a idéia da ciência e Deus juntos. Como todos os outros, ele acaba morrendo, mas na mesa de cirurgia, durante a transfusão, entra sangue de vampiros nas veias dele, acontecendo uma recuperação milagrosa, tornando-o assim uma espécie de mártir entre os católicos. O problema começa que, ele precisa de sangue pra se manter saudável, então a sua opção é pegar de um cara que está em coma (numa espécie de canudinho). Alem do fato que agora ele precisa de sangue pra viver, tambem ganhou poderes e fraquezas de um vampiro, como super-audição, superforça, olfato superdesenvolvido, capaz de pular bem mais alto que qualquer um, queimar na luz do sol, até farejar espíritos do mal.
Da fama de milagreiro, ele se reencontra com velhos conhecidos da infância, como a vendedora de roupas Lady Ra (Hae-sook Kim), seu filho doente Kang-woo (Ha-kyun Shin), o casal Evelyn (Mercedes Cabral) e Yeong-doo (Dal-su Oh) e o policial Seung-dae (Young-chang Song). Mas quem chama mais atenção do padre é Tae-joo (Ok-vin Kim, chutando bundas nesse filme), a explorada da casa, que começa a flertar e ser correspondia por Sang. A partir da primeira (tentativa de) transa, até a consumação de fato (o pôster censurado faz sentido, já que é uma das coisas mais feitas entre eles no filme) e a descoberta de ele ser vampiro, um plano de matar Kang Woo é colocado em pratica, e no processo, Sang vai perdendo cada vez mais sua humanidade e sua fé enquanto a Te-Joo cada vez mais abraça o seu lado sanguinário como vampira.
O filme tem certos toques de mangá em suas cenas, principalmente seu foco nas expressões nos olhos, que ajuda a principalmente a caminhar com a trama em uma das cenas finais, alem de em certas cenas apelar pra comédia, mas sem cair pro ridículo. Todas as piadas no filme tem um certo contexto para estarem lá. Interessante também que tem entre o pessoal da Lady Ra, há um certo vampirismo no sentido que Tae-Joo é explorada ao maximo, e muitas vezes humilhada. Mas diferente de Sang, que tem uma vertente religiosa onde permite parar e pensar se o que ele está fazendo é certo ou errado, ou se isso vai lhe fazer bem como pessoa, Tae é ateia, não se prende a dogmas sobre vida e morte e de certa maneira ela quer é vingança por não ter a vida que. de fato, ela merecia, e manipula as peças mais importantes do tabuleiro pra conseguir o que quer.
Então mesmo antes da transformação de fato, ela já era realmente a única vampira do filme, e enquanto o agora ex-padre tenta continuar sua vida sem ter que machucar ninguém, ou alguém que não quer ser machucado, já que apela uma hora até pra suicidas. Tanto que quando ela começa a matança, fica chamando ele de “Padre isso, Padre aquilo” tirando com a cara dele do fato que de espírito ele nunca tirou a batina. Ele sabe que é um circulo vicioso de mortes e isso não lhe faz bem, pois eles se amam, mas tem idéias contrárias de como levar sua vida. No fim, enquanto ela tenta se alimentar mais, ele procura redenção, mesmo sabendo que pelo o que ele fez,vai só pra um lugar... E isso mostra dois tipos de pensamentos que entram em acordo no fim e suas respectivas reações ao fato de *SPOILERS eles morrerem fritando no sol, já que alho, facadas no coração e cruzes não adiantam SPOILERS*. Ele já sabe pra onde vai, mas aceita seu destino com calma e consciência limpa, já ela se desespera pelo fato daquilo estar acontecendo.
Outra coisa a destacar é como as mitologias ocidentais e orientais são colocadas mas sem interferir um ao outro. Você tem a idéia do vampiro, obvio, mas também tem o encosto que aparece em tantos filmes (O Chamado, por exemplo). Eu não gosto do lance do encosto, porque tem seus prós e contras, ou fica assustador demais, ou ridículo demais, como acontece em igualdade nas cenas onde ele é utilizado.
E ai?? Quer ler mais?...
E na cidade de Bom Temps, Louisiana, onde se passa a série, a situação não é diferente. Alguns são contra enquanto outros estão do lado dos vampiros, que é exatamente o caso da protagonista, a simpática e até inocente Sookie, vivida por Anna Paquin (aquela vampira sem graça dos filmes do X-men!). Garçonete de uma pequena lanchonete e capaz de ouvir o pensamento da galera, Sookie é totalmente a favor da interação entre humanos e vampiros, principalmente quando se trata dela interagindo com o vampiro bonitão Bill Compton, vivido por Stephen Moyer.
Além disso, tirando o sotaque caipira forçado da atriz principal, eu acho que o elenco é extremamente competente... lembrando que ninguém menos do que o candidato ao papel de Deus do trovão (Alexander Skarsgård) faz parte do elenco da série, como o Vampiro Eric, o fodão da cidade... e aqui eu entro em defesa ao cara, eu acho sim que ele tem porte e talento pra segurar o filme do Thor, mas isso é assunto pra uma certa coluna de segunda feira! E no que se trata de fotografia, direção entre outras coisas... eu não manjo muito disso, mas para olhos leigos como os meus, tudo me agradou... destaque para os efeitos que diferenciam os vampiros dos humanos (quem já assistiu sabe do que eu estou falando!)
Espero que tenham curtido, e eu acho que vale a pena dar uma chance pra série... Os capitulos inéditos passam no Domingo as 22:00 na HBO1, e a reprise rola 3 horinhas depois na HBO2... além das trocentas reprises que rolam durante a semana q eu não sei os horários...
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