Finalmente, meu ultimo review do Festival do Rio! vamos falar de The Killer Inside Me, que será conhecido por muitas pessoas como "o filme de sodomização sexual de Jessica Alba"! Mas não é só isso que o filme se trata, continua abaixo e saberá mais.
Qual é o sentido da vida? E para um filme, qual é o sentido de sua existência? Você espera encontrar o sentido da vida assistindo um filme? Um filme tem que trazer a verdade de tudo ou principalmente, precisa ter sentido para existir? Rubber, como filme, não tenta responder essas perguntas mas faz você questiona-las de uma maneira divertida e sem pressão.
Até quando o hype deve ser levado a serio? Até quando um certo movimento deve ser levado a serio e seguido? Alias, quando surge e o que faz você seguir/curtir algo? Um tiro no saco.Pra mim, ler a revista de Scott Pilgrim é tão agradavel quanto levar um tiro no saco, MAS a adaptação tem um elenco bacana e um dos melhores diretores vivos(alem dele ser um dos meus favoritos) Edgar Wright. Afinal, a esperança é a ultima que morre, e quem sabe o filme melhora a revista como aconteceu com Kick Ass...
Rush é uma deas maiores bandas de rock do mundo, isso é fato inegável. Mas por muito tempo permaneceu renegada pelos criticos ditos "especializados", e só agora conseguiu estar entre os panteão dos grandes astros do gênero, apesar deles mesmos nunca ligarem muito pra isso, afinal, sua doentia e fiel legião de fãs nunca os abandona. E com o documentário do competente Sam Dunn (Flight 666, Global Metal, Headbanger's Journey) mostra a trajetória do grupo do inicio até os dias de hoje.
Um filme de terror gravado sem cortes, inspirado por Hitchcook e seu Festim Diabólico, com uma historia envolvendo uma casa sinistra, segredos de família, e até mesmo orgias secretas poderia parecer um filme de terror foda, ou no mínimo bacana, não é mesmo?
Os chamados "filmes de guerrilha" estão cada vez mais em conta no mundo cinematografico, já que a partir desses projetos que surge as novas caras que futuramente podem definir como se faz cinema, e especialmente nos dias de hoje em que qualquer qualquer um dentro de sua casa pode fazer um blockbuster. Temos varios exemplos de filmes assim que hoje em dia são sucesso, mas especialmente entre Monstros e Distrito 9, percebemos algo que pode muito bem se correlacionar com o BOOM da ficção ciêntifica na decada de 50, com When Worlds Collide e Guerra dos Mundos.
Sabe o que acontece quando se juntam Sammy Hagar (ex-Van Halen) com o baixista Michael Anthony (ex-Van Halen), o fodasso guitarrista Joe Satriani e o competente baterista Chad Smith (do Red Hot Chilli Peppers)??? não? ó Resultado é a imagem ai de baixo oras... Quando o carequinha aceitou entrar pra essa singela banda pra fazer um som, o nome surgiu como uma grande brincadeira e seria provisório, "Nós nos chamamos Chickenfoot como brincadeira, as pessoas começaram a curtir, então Chad falou 'vamos criar uma banda de verdade'", contou Hagar durante entrevista animada com a banda em Londres mas acabaram deixando esse mesmo por que todo mundo já se referia a eles por esse nome...meio algo como "Não tem tu, então vai tu mesmo!". A coisa começou a ficar séria em 5 de junho de 2009 já lançaram um CD com 11 faixas rapaz...
Posso dar uma opinião pessoal? Não? Azar...
Li por ai na net que a banda faz um rock básico e até certo ponto medíocre para o escalão de músicos que tem, mas perai...desde quando fazer um rock "básico" é ruim? (lembrando que o básico deles é superior a muita merda por ai) quer dizer então que só o Dream Theater é fodão? Ah qualé, até o Megadeth apareceu no cenário musical porra..(pra você Monitor hahaha). Manja um Rock mais puxado pra riffs marcantes dos anos 80, com direito a backing vocals grudentos e uma levada ROCK AND ROLL (básico era ramones com três acordes seus mulas e fez escola!) ai você deve ter se perguntado..."Duende isso ai não lembra o Van Halen não?" Sim! Lembra! Talvez isso explique o fato de eu ter curtido logo de cara o som dos caras, além da voz marcante de um dos melhores vocalistas na minha opinião, Sammy Hagar manda bem o CD inteiro, assim como ouvir Joe Satriani em plena forma e sincronizado com Michael Anthony, provando que sabe trabalhar em grupo de forma tranqüila e por que não incluindo a sua pegada de solos e harmonias nas músicas...curti MUITO! Chad Smith é aquela coisa do Chilli Pepers, uma sensibilidade nas levadas sem frescuras, tocando seco e direto!
Talvez seja um CD feito com uma margem de segurança, sem ousar muito nas músicas e tudo mais...mas como eu disse anteriormente, não vejo necessidade desses 4 caras provarem mais nada a ninguém...cada um ali fez o nome na música e porra, se juntaram pra fazer Rock and Roll e se divertir, quem não quer fazer isso? Pra quem curte esse Rock dos anos 80 com riffs, backing vocals e energia boa...clica ai no logo que eu indico.
Se liguem no pensamento dos integrantes em relação a isso tudo que estão fazendo com o Chicken.
"Somos uma banda nova, e quando você é uma banda nova, precisa apresentar-se em clubes e tocar para seus fãs", disse Smith. "Não estamos tocando coisas do Van Halen, do Joe ou dos Chili Peppers -- estamos tocando Chickenfoot."
"Quando ouço o termo supergrupo, penso em alguma coisa pré-fabricada. Se a química não existe, vocês podem ser os melhores músicos do mundo, mas a coisa não sairá como isto vem saindo." Michael Anthony.
"Apesar de todos já termos nomes conhecidos e termos tocado em outras bandas, somos uma banda nova", disse Hagar.
"Este grupo nasceu da amizade entre nós. Nesse sentido, foi algo mais orgânico." Satriani.
Vamos ver alguma coisa dos caras ao vivo, primeiro o 1ºsingle do CD "Oh Yeah!"
E o cover pra lá de foda do Deep Purple...
Não curto colocar muitos vídeos pq ninguém assiste, mas quem quiser assistir o clip (simples mas a idéia é muito boa) de "Oh Yeah!" clica aqui, não liberaram o código dessa porra...então para de preguiça.
Agora já era, malandro, o Festival do Rio 2009 acabou de vez ontem, mas ele ainda dá um caldo aqui no Uarévaa: nosso camarada Diogo Mourão encerra sua cobertura do festival com um último review, o do filme Sede de sangue.
Sede de Sangue
Cara, como eu odeio Anne Rice. Graças a ela que começou um movimento que fez os vampiros, anteriormente empaladores de pessoas, sedutores assasinos, seres que caçam e matam pessoas pra ter mais um dia de vida sequer, em um bando de viados chorões. E pior, graças a isso, veio algo muito pior chamado Crepúsculo (a propaganda de Lua Nova antes de ter começado o filme gerou risos involuntários de quase todos, incluindo-me) que pegou o que já estava fedendo, mas estava guardado em um canto, e jogou no ventilador e espalhou a merda pelo mundo, mesmo que o Kevin Smith ache isso de certa forma positivo. Poucos exemplares da era Crepúsculo fazem jus aos vampiros, como 30 dias de noite, Pinóquio Vampire Slayer, e Sede de Sangue. Porque esse ultimo está incluído nesta lista? Em resumo, ele é gore, engraçado, tem uma ótima historia, e o mais importante, consegue ser romântico sem ser piegas ou afrescalhado demais. Não se encaixa no gênero terror, é mais um drama romântico estilizado. A historia começa nos mostrando o padre Sang-hyeon (Kang-ho Song), de uma pequena cidade. Um cara muito altruísta, que se sente incapacitado de ajudar as pessoas de fato como homem de deus. Então ele vira voluntário num experimento pra tentar achar a cura do vírus FV, também conhecido como a doença das viúvas, pois ela só afeta homens, e sem chance nenhuma de sobrevivência. O que eu achei legal aqui é que a pesquisa é feita pela própria igreja, uma fração mais liberal digamos, mesmo que o Vaticano não aprove muito a idéia da ciência e Deus juntos. Como todos os outros, ele acaba morrendo, mas na mesa de cirurgia, durante a transfusão, entra sangue de vampiros nas veias dele, acontecendo uma recuperação milagrosa, tornando-o assim uma espécie de mártir entre os católicos. O problema começa que, ele precisa de sangue pra se manter saudável, então a sua opção é pegar de um cara que está em coma (numa espécie de canudinho). Alem do fato que agora ele precisa de sangue pra viver, tambem ganhou poderes e fraquezas de um vampiro, como super-audição, superforça, olfato superdesenvolvido, capaz de pular bem mais alto que qualquer um, queimar na luz do sol, até farejar espíritos do mal.
Da fama de milagreiro, ele se reencontra com velhos conhecidos da infância, como a vendedora de roupas Lady Ra (Hae-sook Kim), seu filho doente Kang-woo (Ha-kyun Shin), o casal Evelyn (Mercedes Cabral) e Yeong-doo (Dal-su Oh) e o policial Seung-dae (Young-chang Song). Mas quem chama mais atenção do padre é Tae-joo (Ok-vin Kim, chutando bundas nesse filme), a explorada da casa, que começa a flertar e ser correspondia por Sang. A partir da primeira (tentativa de) transa, até a consumação de fato (o pôster censurado faz sentido, já que é uma das coisas mais feitas entre eles no filme) e a descoberta de ele ser vampiro, um plano de matar Kang Woo é colocado em pratica, e no processo, Sang vai perdendo cada vez mais sua humanidade e sua fé enquanto a Te-Joo cada vez mais abraça o seu lado sanguinário como vampira.
O filme tem certos toques de mangá em suas cenas, principalmente seu foco nas expressões nos olhos, que ajuda a principalmente a caminhar com a trama em uma das cenas finais, alem de em certas cenas apelar pra comédia, mas sem cair pro ridículo. Todas as piadas no filme tem um certo contexto para estarem lá. Interessante também que tem entre o pessoal da Lady Ra, há um certo vampirismo no sentido que Tae-Joo é explorada ao maximo, e muitas vezes humilhada. Mas diferente de Sang, que tem uma vertente religiosa onde permite parar e pensar se o que ele está fazendo é certo ou errado, ou se isso vai lhe fazer bem como pessoa, Tae é ateia, não se prende a dogmas sobre vida e morte e de certa maneira ela quer é vingança por não ter a vida que. de fato, ela merecia, e manipula as peças mais importantes do tabuleiro pra conseguir o que quer.
Então mesmo antes da transformação de fato, ela já era realmente a única vampira do filme, e enquanto o agora ex-padre tenta continuar sua vida sem ter que machucar ninguém, ou alguém que não quer ser machucado, já que apela uma hora até pra suicidas. Tanto que quando ela começa a matança, fica chamando ele de “Padre isso, Padre aquilo” tirando com a cara dele do fato que de espírito ele nunca tirou a batina. Ele sabe que é um circulo vicioso de mortes e isso não lhe faz bem, pois eles se amam, mas tem idéias contrárias de como levar sua vida. No fim, enquanto ela tenta se alimentar mais, ele procura redenção, mesmo sabendo que pelo o que ele fez,vai só pra um lugar... E isso mostra dois tipos de pensamentos que entram em acordo no fim e suas respectivas reações ao fato de *SPOILERSeles morrerem fritando no sol, já que alho, facadas no coração e cruzes não adiantamSPOILERS*. Ele já sabe pra onde vai, mas aceita seu destino com calma e consciência limpa, já ela se desespera pelo fato daquilo estar acontecendo.
Outra coisa a destacar é como as mitologias ocidentais e orientais são colocadas mas sem interferir um ao outro. Você tem a idéia do vampiro, obvio, mas também tem o encosto que aparece em tantos filmes (O Chamado, por exemplo). Eu não gosto do lance do encosto, porque tem seus prós e contras, ou fica assustador demais, ou ridículo demais, como acontece em igualdade nas cenas onde ele é utilizado.
No fim, Sede de Sangue não é um filme de terror de fato. É mais um drama romântico com toques de mangá e horror gore, mas serve principalmente pra mostrar que pode sim escrever uma historia sobre um vampiro se apaixonando sem frescuras, sem modismos, sem saídas fáceis e sem infantilidade.
Nota:9.5
Mas rapaz, só dá Diogo Mourão nesse De fora da panela? Pois é, o cara mandou muito bem no Festival, mas vai um aviso: O SR. Diogo está permanentemente VETADO nessa coluna a partir de agora. É hora de outros leitores novamente se coçarem e mandarem seus textos pra que essa coluna continue saindo. Viu, leu, ouviu, pensou, etc... alguma coisa legal por ai? Divide cum nóis, pô!! Mande o seu texto para contato@uarevaa.com
Mas voce pergunta: Que sacanagem é essa com o Diogo, hein? Calma pessoal, aguardem os próximos capítulos... Enquanto isso, confiram o blog dele: http://caveabovethemansion.blogspot.com
O Festival do Rio 2009 já está no finalzinho da repescagem, mas nosso super correspondente, não remunerado, Diogo Mourão, ainda tem reviews na manga pra gente e hoje fala sobre o filme do negão mais modafócka do momento, Black Dynamite.
Black Dynamite, o filme que homenageia o gênero cool blaxploitation, finalmente aporta os cinemas. Você percebia que pelo trailer o filme seria muito bom, mas nada te prepara pra viagem que de fato ele nos trás. Foda é pouco pra descrever. Dynamite é o Chuck Norris negro. Ele come 5 mulheres e leva todas elas ao orgasmo. É um porrador de meter medo nos mestres mais experientes, mais temido nas ruas do que o Shaft, respeitado pelos cafetões, desejado pelas mulheres. Ex-vietnã, ex-CIA e atual cafetão por hobby, ele vê seu mundo ruir quando seu irmão mais novo, que é agente da CIA, é morto numa emboscada enquanto tentava desmascarar um rede ilegal de drogas que pode levar a descaracterização de uma das marcas da masculinidade dos negros. E a busca ao assassino do seu irmão leva a conflitos épicos com gente cada vez mais perigosa, envolvendo uma bela ativista, órfãos drogados, ilhas do kung-fu e uma batalha muito foda contra o real vilão do filme, do qual não falarei o nome, mas do qual a situação é completamente surreal.
Michael Jay White é meio um cara que adoramos odiar. Não gostam dele por ter Spawn (um daqueles personagem que mesmo não prestando, muitos gostam, mas não querem assumir), a sua participação em The Dark Knight foi boa, e muitos não sabem (mindfuck alert) que ele dublou Doomsday no desenho da Liga da Justiça. Mas esse será o personagem que colocará o nome dele na historia do cinema, porque esse filme é um ótima comédia de ação, sacaneia e expõe todos os erros e todo o charme do gênero. É impossível não rir de certas situações, e como os roteiristas (incluindo o próprio Jay White) não só colocaram a cultura da blaxpoitation, mas como todos os acontecimentos político-sociais da época de uma forma relaxante. Não há um absurdo de informações sendo jogadas na tela, mas dá pra reconhecer as citações ao movimento dos Panteras Negras, da política da época, da situação social, cultural, e etc.
Destaque também para o elenco, cheio de caras que algum dia já fizeram parte da sua vida de nerd/cinéfilo e afiliados! Por exemplo temos o mano do Sammu Hung em Martial Law, Arsênio Hall fazendo o cafetão Tasty Freeze, a atriz do desenho Gárgulas, da serie Eureka e do filme Eu Sou a Lenda(2007), Salli Richardson, fazendo o papel da ativista Gloria, Phil Morris (que fez Ajax, o Caçador de Marte em Smallville, Imperiex no desenho da Legião dos Super Heróis, Jackie Chiles em Seinfeld, King Faraday em A Nova Fronteira e Vandal Savage na serie da JLA-ufa!-) fazendo o líder rebelde Saheed, o eterno Dee Jay do “clássico” Street Fighter e o clássico do SBTeta Juwanna Mann, Miguel A. Núñez Jr., como o cafetão Mo, Tommy Davidson (Eddie em "Everybody Hates Chris", o guerreiro baixinho, porem invocado de Ace Ventura 2 e também em Juwanna Mann) como Cream Corn, Roger Yuan (Bater ou Correr, Double Dragon, Massacre no Bairro Japonês e em algum lugar ele aparece em Batman Begins, mas não me pergunte aonde) como mestre traiçoeiro de Kung-Fu Dr. Wu, Kym Whitley (Eu a Patroa e as Crianças) como a prostituta Honeybee e Mike Starr (Debi e Loide, Martial Law, Joan Of Arcadia) como o Don, chefão do crime.
Com um ótimo elenco, e uma historia inspiradíssima, não tinha como Black Dynamite não se tornar um clássico, tanto que vai ganhar um desenho na Cartoon Network pelo Adult Swin. Filme que você tem que ver e rever até não puder mais, risadas garantidas e mais um ícone pra ficar na história.
Nota:10, com louvor!
Obs: Uma cena muito legal, mas que não colocaram no filme, está no Youtube e mostra como é poderoso a palavra de Black Dynamite, e as influências que isso pode trazer, principalmente num pequeno rapaz chamado Barack...
Mais um review quentinho, saído do projetor, pelo nosso leitor que é gente que faz, o Diogo Mourão, direto do Festival do Rio 2009!! Hoje ele dá uma segunda opinião aqui sobre "Matadores de Vampiras Lésbicas".
Lesbian Vampire Killers. Você quer algo melhor do que isso?
Finalmente, depois de muito esperar, saiu durante uma exibição lotada no Festival do Rio "Matadores de Vampiras Lésbicas", filme que une aquilo que todo homem gosta, terror, aventura, comédia e... lésbicas gostosas! Mesmo já tendo um review do filme, decidi ver (iria fazer isso de qualquer maneira) e ver o que o filme tinha de tão ruim. Até na fila estavam comentando que o filme era fraco. Fiquei meio desanimado, mas tive uma ótima surpresa, quem diria!
A história começa na idade média, com a Vampira Carmilla e suas filhas provocando o caos no vilarejo de Cragwich, e só o cavaleiro das cruzadas Baron Wolfgang MacLaren pode salvar seu povo e fazer que suas mulheres deixem de ser “adoradoras de xana”. Ele consegue matar a vampira, mas roga uma praga: quando o sangue do ultimo descendente dele e de uma virgem se unirem, ela voltará com força total, mas até que isso ocorra, toda garota que fizer 18 anos no vilarejo se tornará uma vampira!
Corta pra muitas eras depois, em Londres, onde Fletch (James Corden) perde seu emprego e Jimmy MacLaren (Mathew Horne) leva um fora pela sétima vez da namorada sem-alça Judy (Lucy Gaskell), e a partir dão eles decidem tirar férias pra relaxar, se afastar dos problemas e azarar a mulherada, e por ironia do destino, esse lugar acaba sendo Gragwich, onde conheçe a estudante de folclore (e virgem) Lotte (MyAnna Buring) e suas amigas estudantes igualmente gostosas, e ficam numa casa na floreste farreando e bebendo, enquanto a vampira atualmente no comando, Eva (Vera Filatova), prepara-se para atacar e iniciar o ritual que vai trazer Carmilla de volta. Mas outra pessoa está de olho nas vampiras, no caso o Vigário da cidade (Paul McGann), estudioso caçador de vampiros que quer só proteger sua filha antes que faça 18 anos e se torne uma sanguessuga coladora de velcro. O resto da história é só somar 2 mais 2...
Bem sobre o filme, o que falta de lesbianismo hardcore (já que pelo nome entendeu-se que teria e muito nesse filme), tem de diversão. É engraçado, e Fletch junto com o Vigário é responsável pelas melhores piadas do filme, dá aqueles sustos que só a edição acelerada pode conceber, já que o próprio filme não se leva a sério como “obra de terror” (as vampiras sendo mortas parece uma explosão de esperma na sua cara). E sim,ele bebe muito do estilo criado por Edgar Wright em Todo Mundo quase Morto (os personagens principais são praticamente os mesmos, com algumas pequenas diferenças), mas conseguiu se safar pelo fato de que o filme, no fim das contas, é bom exatamente por explorar o estilo ao ponto de criar uma cronologia própria, que afasta da presente possibilidade de se tornar uma mera cópia.
Por que, afinal de contas, mulheres são atraentes, mas se elas quiserem ferrar com sua vida, elas vão conseguir, tanto que Judy é boazuda demais pro Jimmy e manda ver na traição, a patroa de Flecht também é igualmente boa, mas por ser sua chefe, nem lhe passa pela cabeça o fato de ela ser pegável. O humor é bem feito, diverte e espero que uma das piadas do filme realmente se torne realidade caso tenha uma sequência (não vou falar, mas tem haver com Fletch, a ultima cena do filme e a ironia divina). Vale a pena dar uma olhada e rir, e se vocês quiserem ver lésbicas se pegando vão ao RedTube, seus prevertidos!
NOTA:8.0, mas pela falta de um lesbianismo mais ousado, parte de mim dá 7.5
AEEEEEEEEE!! É o Uarévaa fazendo a cobertura do Festival do Rio 2009 e trazendo pra você um review quentinho saído do projetor!!
Cobertura do Festival? Ué, mas essa coluna aqui não é o De fora da panela, que é feita pelos leitores? SIM!! E quem mais você acha que iria no Festival do Rio? O Freud? Aquele velho preguiçoso duma figa? Claro que não... Felizmente temos nosso grande leitor, também carioca, Diogo Mourão, pra resenhar o Distrito 9 aqui.
Ainda há esperança, amigos.
Como Hollywood vive atualmente uma fase sem criatividade tremenda, se perfazendo em cima de remakes inúteis e filme com muitos efeitos, mas com pouca historia, é ótimo ver que ainda dá pra burlar o jeito mais fácil, e trazer algo realmente original. Ver Distrito 9 não é apenas um deleite para os olhos, mas trás todos os elementos que tornam um historia de ficção cientifica clássicas e boas. Alem de fazer divertir, nos faz pensar, refletir como vivemos, como agimos com nossos semelhantes ou com quem é diferente da gente.
A historia é sobre uma nave alienígena que pousa do nada em Joanesburgo, África do Sul, e ela fica parada, sem fazer nada e pedaços dela caem. Obviamente um contato humano era esperado, e os “camarões”, como são perjuramente chamados, estavam em um estado deplorável. Sem comer, beber e desesperados tentando concertar o veiculo, eles descem a terra e começam a se “divertir” destruindo tudo que vê pela frente. Com a revolta da população sobre o caso, a MNU, uma mega-corporação, monta o Distrito 9, onde coloca os aliens em uma espécie de mega favela. E meio que vira um reflexo das periferias da África do Sul, com seus traficantes supersticiosos, vivendo em lixões, viciados em comida de gato (isso é que nem drogas pra gente) e agindo e falando como humanos. No meio disso tudo temos Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley, ótimo no papel), que é marido da filha do chefe da MNU, consegue o emprego de fiscal do D9, tendo que despejar os moradores para um “melhor” alojamento, que no caso seria do Distrito 10, distante do centro da cidade onde D9 se localiza.
Durante o aviso de despejo, ele encontra um alien (chamado Christopher) que na verdade está secretamente tentando voltar pra casa, fazendo o combustível da peça que caiu no começo do filme,(que na verdade é um veiculo). Wikus acaba infectado pelo combustível e aos poucos começa a virar um camarão. Ele é levado ao prédio da MNU, onde descobre os segredos sujos de seus patrões (eles querem aprender a usar as armas dos camarões, mas só é compatível com o DNA deles, entre outras coisas). Sendo caçado pelo pais inteiro, e tendo que ajudar o Christopher a voltar pra casa e ainda por cima tentar se curar, ele não vê outra solução a não ser se esconder no D9.
Preconceito. De certo modo é a palavra do filme. Mostra o quanto o ser humano pode ser mesquinho, frio, calculista. A gente podia aprender muito com eles, mas preferimos enjaulá-los e submeter o nosso estilo de vida, chamá-los de diferentes. Um dos grandes triunfos de D9 é esse: nós somos os vilões. Nós somos filhos da puta o bastante de fazer o que fazemos pensando que somos superiores, por acharmos que sabemos de tudo, que só nos podemos descobrir a verdade. De certa maneira, o diretor Neill Blomkamp pega elementos do qual o sci-fi e as historias modernas trabalham e colocou em um contexto social. Temos a mega-empresa do mal, visto em vários filmes como Syriana, Speed Racer e Michael Clayton. Temos a tomada hostil de uma cultura como será mostrado em Avatar do James Cameron (mesmo que no filme seja meio ao contrario essa “tomada”). Temos um encontro/choque de culturas clássico. É aquilo que de simples fica muito bom, de pequeno fica grande. Começa como um documentário, mostrando vários pontos de vista, de quem trabalha da MNU, de estudiosos, do povo, de quem estuda sobre o caso.
E aos poucos ele começa a se focar em Wilko, e no terceiro ato vira um filme de ação de fato, o que pode incomodar algumas pessoas que queriam ver o estilo documental por todo o filme (mesmo que de certo modo ele esteja). O pau come na casa de Noema tenso, quando a tropa de elite da MNU cerca Wilko e Christopher e a tentativa de levar o(s) alien(s) de volta para casa. O estilo da cena final é bem realista, tem suas explosões, emboscadas, mas nada no naipe Michael Bay da vida. Tudo muito bem feito, prum filme de 37 milhões (que não é exatamente uma grande quantia pros padrões Hollywoodianos). Uma outra reclamação que eu ouvi do publico, pelo menos, é a forma que ele virou alien. Ok, é um liquido alienígena, mas realmente tem um efeito tão potente ao ponto de ele ter essa transformação? Acredito que tenha um pouco do DNA deles por ali, mas por enquanto é só teoria. E de certo modo certas ações do Wilko são coisas de idiota, como ligar pra mulher dele, do qual o pai é o patrão de MNU e está caçando ele por todo o lugar :s. Mas ok,faz parte do desenvolvimento do personagem, então deixe. Um ótimo sci-fi surge do nada no verão americano, com coragem e criatividade, D9 não pode ser um filme maximo do gênero dessa década, mas mostra que ainda resta alguma esperança em termos de criatividade em tempos que a imaginação é presa por técnicas mais “confortáveis” de se fazer filmes.