ASSUNTO ► Entrevistas
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Camila entrevista: Jonatas Fróes


Olá amigos do Uarévaa! Aproveitando a mistura entre ressaca brava e falta de verba, com recheio de fotos de todos os tipos de guloseimas de fim de ano postadas nas redes sociais, tive uma conversa interessante com um cara que entende muito do “riscado”, nas interwebs. Dei uma de “Zé Lezinha” e tirei várias dúvidas com o Social Media Jonatas Fróes.

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Uarévaa Entrevista:

Estevão Ribeiro


Roteirista, ilustrador, criador do personagem Tristão e das tirinhas Os Passarinhos, premiado por Pequenos Heróis, figura carimbada em eventos como Rio ComicCon (1 - 2), Estevão Ribeiro é natural de Vitória/ES, nascido em 2 de abril de 1979, mora atualmente em Nitéroi/RJ e a algum tempo se aventurou no mundo da literatura com dois lançamentos.

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PalhetadA

Fala galera! Depois da semana especial rock and roll do Uarévaa, vocês acharam que já tinha acabado a celebração, né? WRONG! Como um belo cara de pau que sou, eu tentei mais uma vez uma entrevistinha com um dos caras mais respeitados no Mundo do Rock....pra quem chutou o Sidney Magal...errou de novo...rs...hoje eu trago aqui no PalhetadA...

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PalhetadA - Entrevista

Fazia um tempinho que não rolava uma entrevista no PalhetadA hein? Hoje eu entrevisto o Van Halen O_O juro!



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Loeb abre o bico!


Em apenas cerca de 24 horas após o anúncio de que Jeph Loeb seria o "cabeça" do recém-criado departamento de televisão da Marvel Entertainment, várias dúvidas pairam no ar sobre isso.
O site Newsrama conseguiu entrevistar Loeb, atual escritor de Hulk, que falou sobre seu novo cargo como Vice-Presidente Executivo, sobre o que exatamente envolve esse trabalho e a quantas anda os projetos existentes e os futuros planos para essa nova divisão para TV.
Aqui você confere a entrevista resumidona. Vamos aos fatos!

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Especial "Como fazer Tiras?" - Entrevistas #4


Fala, molecada!
Atenção, que essa é a nossa última entrevista com os tirinistas!
Antes mesmo do meu primeiro post por aqui no Tira de Letra, fiz a matéria especial de "Como Fazer Tiras" lá no meu blog (aqui no Uarévaa! ficou melhor), e depois rolaram algumas entrevistas especiais com os caras que entendem do traçado...
Hoje, veremos a parte final da série de entrevistas com grandes tirinistas da internet e jornais. E o último convidado é mais que especial!
Com vocês, Benett!

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Especial "Como fazer Tiras?" - Entrevistas #3

Fala, molecada!
Continuamos nossa saga de entrevistas com os melhores roteiristas/desenhistas nacionais!
Depois da entrevista com o Cadu, que você viu por aqui, agora é a vez dele... o cara que fez todo fã do Homem-Aranha relembrar a boa fase do personagem através de tirinhas inteligentes, bem feitas e sensíveis.
Tô falando do Vitor Cafaggi, o criador de Puny Parker (ou o Pequeno Parker), o personagem que é uma homenagem ao herói da Marvel, mostra em seu trabalho um aspecto bem diferenciado no que se refere à tiras.
Então, pequenos padawans, vamos à entrevista!


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Especial "Como fazer Tiras?" - Entrevistas #2


Fala, molecada!
O especial "Como Fazer Tiras?" continua com força total nas entrevistas, mostrando diretamente através dos autores como é que eles preparam e executam suas tiras. Isso tá ficando cada vez melhor!
Hoje, a bola da vez é o roteirista Cadu Simões, com o qual já trabalhei uma época, à frente das tiras do atrapalhado super-herói brasileiro Homem-Grilo!
Cadu é um dos fundadores do coletivo Quarto Mundo, mas recentemente se afastou para tocar seus projetos pessoais, como Nova Hélade.
Abaixo você confere o bate-papo que tive com ele!

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Especial "Como fazer Tiras?" - Entrevistas


Como vocês perceberam semana passada não teve a coluna por aqui.
Tô numa correria que nem deu pra terminar o post que tava fazendo sobre roteiros de tiras. Mas ele vai sair, pode esperar...
Pra não ficar com um hiato tão grande na coluna, resolvi publicar as entrevistas que fiz ao longo da pesquisa sobre tiras.
A primeira à aparecer por aqui é a entrevista que fiz com o roteirista Estevão Ribeiro, responsável por um recente grande sucesso em tiras que estão roalndo na internet, Os Passarinhos. O legal é que ela já fala um pouco sobre o esquema de fazer roteiros para as tiras...
Então vamos a ela!

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Uarévaa entrevista: Pedro Neschling

Dae galera, e pra estrear a nova coluna aqui do Uarévaa, eu vou dar sequência a matéria apresentada ontem aqui, sobre a série Aline.


Então consegui uma pocket entrevista com Pedro Neschling, um dos protagonistas da série.

Pedro é filho da atriz Lucélia Santos, e se você mora em Marte e nunca ouviu falar dele, já estrelou vários programas globais, peças de teatro e filmes, entre eles o trashzão doideira Um Lobisomem na Amazônia.

Além disso, Pedro já enveredou pelos caminhos de direção, produção, como apresentador e autor. E manda muito bem como DJ também.

O cara foi extremamente gente boa e depois que pedi a ele uma força na realização do post sobre Aline, ele rapidamente possibilitou uma troca de e-mails que resultou no rápido bate-papo abaixo:


- Pedro, "Aline" veio em uma pequena, porém significante leva de produções seriadas da Globo, como Som & Fúria e Cinquentinhas. O que você acha dessa iniciativa da emissora em dar maior enfase a séries?

Acho uma tendência muito interessante, já que é um formato que permite maior experimentação e também tem fôlego para durar muito tempo sem cansar o público, uma vez que a história é apresentada em temporadas. O público da Globo está muito acostumado com as novelas e elas não vão deixar de ser a espinha dorsal da programação da emissora, mas um espaço maior para os seriados é muito bem vindo.

- "Aline" toca em um tema polêmico, no caso a bigamia, mas de uma forma leve e bem humorada. Porém ainda ouço pelas ruas algumas críticas que acusam o programa de incitar a infidelidade e o sexo casual, ou a velha história de ferir a moral e os bons costumes. De onde você acredita que surgem essas criticas, e elas possuem alguma validade ao seu entender?

Acho que elas só podem vir de alguém que nunca viu o programa. “Aline” é uma série sobre jovens começando a vida adulta, descobrindo o amor, experimentando. Tudo retratado com muito cuidado e humor, em momento nenhum há qualquer tipo de apelação para o sexo. Acho que esse preconceito que foi mais alardeado pela imprensa do que de fato existiu não é tão real, caso fosse, o programa não teria feito o sucesso que fez.


- A série com certeza aliviou muito em relação as tirinhas originais do Adão Iturrusgarai. O humor está ali, intacto, mas na TV a relação do trio Aline, Otto e Pedro é levada muito mais pelo lado romântico do que sexual como nos quadrinhos. Foi a melhor escolha, ou um humor mais escrachado e explícito teria mais impacto?

Foi uma opção natural por estarmos fazendo um programa de humor, uma comédia romântica para a família. Um outro caminho resultaria num seriado completamente diferente que não era nosso objetivo.

- Você já conhecia as tirinhas da "Aline" ou conheceu por causa do programa? E se conhecia, chegou a ter algum receio da forma que a adaptação seria feita, visto que Iturrusgarai pega bem pesado algumas vezes, no lado explicito, no papel?

Sim, conhecia a tirinha e o Adão. Quando ouvi falar na adaptação me perguntei como seria a ideia justamente por causa do estilo do Adão, mas já na primeira reunião com o Maurício Farias, diretor do seriado, entendi que estávamos nos inspirando nos personagens e no universo do Adão para criar algo novo. E tive certeza pelo cuidado da produção que seria algo muito bacana.

- Qual a importância que uma obra televisiva como "Aline" tem sobre a visão que se tem sobre o jovem urbano atual, assim como os relacionamentos e paradigmas que a sociedade prega como corretos?

Acho que o grande barato foi ver o público jovem se identificar com o que nós estávamos apresentando e ter percebido que a discussão foi levada a sério pelos pais sobre o que é ou não correto e tal. Abrir o diálogo entre pais e filhos é uma importante função da TV aberta e acho que cumprimos nosso papel nesse sentido.

- E pra terminar: Quando a série volta? To doidão pra ver mais episódios inéditos!

Provavelmente estrearemos a segunda temporada na mesma época do ano passado, ou seja, em outubro. Mas isso só quem pode te responder mesmo é a Globo.


É isso aê galera, assim começamos a nova coluna do Uarévaa.

Quem quiser dar uma conferida no blog do ator, é no http://bloglog.globo.com/pedroneschling/ Recomendo, os textos do cara são sagazes.

Gostaria de agradecer novamente ao Pedro pela entrevista e mandar um abraço de toda a galera do Uarévaa!!

E logo teremos mais gente bacana e com muito o que dizer por aqui!

Aguardem

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Os Passarinhos

MOMENTO UARÉVAA
por Freud

Já conheçe "Os Passarinhos"? Provavelmente, vários de voces já. É uma série de tiras, originalmente lançadas via internet (confira em ospassarinhos.wordpress.com) e que agora ganharam uma coletânea bem legal.

Semana passada, mais precisamente dia 25/01, consegui dar uma passadinha no lançamento do livro aqui no Rio de Janeiro, na Livraria Blooks em Botafogo, e trocar uma idéia com o criador da série, Estevão Ribeiro.

O evento foi bem legal, tinha um bocado de gente e uns comes e bebes maneiros, mas eu infelizmente tive que sair logo. Mas deu tempo de comprar uma cópia do livro e, de brinde, ter uma versão "Freud" do passarinho Afonso.

Na minha pressa, a entrevista ao vivo com o autor, que eu pretendia, acabou não rolando (cara, tava chovendo MUITO nesse dia, se eu ainda fosse entrevistar ele, ia ter q voltar pra casa a nado), mas nada que uma boa troca de e-mails não resolva.

Confira ai meu papo com o Estevão.

Fala Estevão, tudo tranquilo, camarada? Antes dos Passarinhos, cê já tem alguns outros trabalhos lançados. Fale um pouco deles pra gente e há quanto tempo você está nessa "vida de escritor".

Salve, Freud! Eu sou o cara que criou o Tristão, junto com uma porrada de personagens que eu publicava no jornal Notícia Agora, no Espírito Santo. Cheguei a publicar uma edição nacional do Tristão, pela editora Escala. Em seguida publiquei Contos Tristes, uma coletânea de contos e quadrinhos, uma edição independente do Tristão e Enquanto Ele Estava Morto, meu primeiro romance. Paralelo ao romance, eu escrevi Pequenos Heróis, que está em produção (quais cabano!)
De onde vieram os Passarinhos e no que você se inspirou pra definir os personagens. Quais artistas você acha que te influenciaram mais nesse trabalho?

Os Passarinhos vieram meio que do nada, sabe? Estava esperando uma reunião e comecei a desenhar para me distrair. Desenhei o Hector, depois o Afonso e pensei em situações de tirinhas. Comecei a publicá-las após 17 delas prontas. Minhas referência são as tirinhas universais, o humor acessível, mas sem escatologia. Calvin & Haroldo, Mafalda, Recruta Zero, Hagar, Snoopy, Garfield e por aí vai.

Em pouco tempo a série já vem tendo uma ótima repercussão, o que você acha que levou a isso?

Eu diria que tenho feito as coisas com planejamento. Uma dos grandes problemas do autor é começar algo e não tornar daquilo uma rotina, saber que o que faz, além de ser arte, é um investimento, um trabalho. As pessoas começam uma tira e depois não levam pra frente por causa de outros projetos ou por causa do trabalho. Aí, as pessoas que visitam o blog somem.
Além disso, temos que atentar com a divulgação e, sobretudo, qualidade. É uma dedicação, durante o dia, de umas três ou quatro horas, que fazem falta no final do dia, mas a recompensa está vindo.

Internet, comentários do Paulo Coelho, do Neil Gaiman, Revista Mad, livro... O céu é o limite pros passarinhos? Quando veremos Hector e Afonso em 3d nos cinemas? rs... Fala ai dos seus planos pra eles.

Sim, vamos com o Hector e o Afonso até onde as asas deles aguentarem, né? Temos outros projetos em andamento, alguns livretos, mas ainda é cedo pra falar... :)

Como foi a seleção de tiras pro livro? Você fez inéditas pra completar as divisões por temas de tiras ou houveram temas inteiros novos? Quanto de material novo acabou entrando no final?

Seleção? Não houve! Peguei as tiras que tinha, (cerca de 80) e falei que, quando chegasse na 100, faria uma coletânea. Mas a divisão por ordem cronológica não seria interesasnte, pois eu vou e volto nos temas, para não saturar o leitor. É legal porque assim dá pra saber onde estão as tiras que a pessoa mais gosta, sabe? Se é do Hector escritor, paquerador ou apenas o Hector chato, que enche o saco do Afonso!

Pra fechar, seus próximos projetos: Pequenos Heróis é outro trabalho bastante aguardado. Em que pé está? E o que mais vem por ai?

Cara, Pequenos Heróis é um parto. Faltam apenas 7 páginas para terminar, a edição está linda e já estamos fazendo estudos para o número 2. Chegaram as primeiras ilustrações e estão simplesmente sensacionais, devo divulgá-las a partir da próxima sexta, aguardem!

Obrigado pelo papo e sucesso, cara.

Eu que agradeço e obrigado por ter comparecido no lançamento, apesar do toró! Abraço!


O livro, assim como outros trabalhos do Estevão, estão disponíveis pra compra através do blog dos Passarinhos. Parte das tiras do livro tem "de grátis" no site e, se voce curtir o trabalho dele, não seja mão de vaca pois a coletânea com várias inéditas custa 10 merrecas, rs...

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Momento Uarévaa - Especial


E ae galera!!! Aqui é o Zenon e o DublagenZ de hoje abre espaço pra um bate-papo muito bacana com o desenhista brasileiro Felipe Massafera. O cara fala sobre seus últimos trabalhos, desenhistas ruins e mulheres de cosplay =]
Divirtam-se!


Felipe em momento Johnny Bravo



Nome :
Felipe Massafera
Idade : 24 anos
Ocupação : Artista de quadrinhos
Localização de sua Batcaverna : Mogi Mirim (interior de São Paulo)
Habilidades especiais : Rapidez com aguada de aquarela
Personagem Preferido : Batman, Wolverine, Conan. (difícil escolher um)
Ídolos : Hmm. Tem muitos caras por aí, posso citar o George Lucas agora.


Zenon : Então, Felipe. Como começou a descobrir esse seu talento pra desenho?

FM : Cara, desde muito pequeno, na verdade minha família toda tem uma veia artística.

Z : E o gosto pelos quadrinhos começou na mesma época ou só foi pegar gosto depois?

FM : Os quadrinhos tive contato cedo, mas fiquei viciado aos 9 anos quando meu cunhado me mostrou sua imensa coleção de quadrinhos Marvel e DC...ele é o culpado.

Z : Quais são suas maiores influências?

FM : Acho que posso citar John Byrne, Barry Windsor Smith, Jonh Romita Jr. e claro Alex Ross e muitos outros artistas e ilustradores do passado.

Z : Por falar em Alex Ross, eu vi no Orkut e no seu blog muitas pessoas te chamarem de "Alex Ross brasileiro. " Você não se importa com essa comparação?

FM : (rs) De certo modo não porque não é uma questão de copiar o mesmo desenho e as mesmas poses dele, mas sim de ter o mesmo estilo. Tipo Sienkiewicz e McKean no começo, entre tantos outros.

Z : Aham...tipo o Liefeld e meu priminho de seis anos. Mesma técnica de proporção.

FM : (risos) Com certeza. O cara é doente mental, meu. O pior é que tem fãs.

Z : Sem se falar que pretende levar Youngblood pro cinema!!!!! Imagine só, atores com elefantíase atuando, huahuahuauha.

FM : huahuehueahuehueahuehueahuheuheauhaeuhaeuhueahaeu. Deviam fazer uma paródia. Um filme de comédia. Aí sim!

Z : Pior que ele se leva a sério como desenhista tanto quanto Uwe Boll se leva como diretor

FM : hauhuhueaheuaheauueahea, é por aí mesmo. Sempre tem esses tipos. Mas, sinceramente, odeio o Jim Lee. Ele fazia um trampo bacana antes. Mas esta fase nova dele com o "Batman - Silêncio" entre outras coisas pra DC é um monte de merda fumegante. E todo mundo gosta do cara.

Z : Nostalgia, talvez?

FM : É, talvez.

Z : Você chegou a ler essa saga?

FM : Então, emprestei "Silêncio" encadernado do meu amigo. Na terceira página eu parei. O cara não sabe de narrativa nem nada. É um monte de rabisco que parece tudo a mesma coisa.

Z : Exatamente. Sempre pensei isso, mas agora são palavras de quem entende, hehe.

FM : Eu tenho umas HQ's bacanas dele nos X-Men, mas são poucas. Pô, tava relendo umas edições do Wolverine de 94 aqui do Brasil com o Marc Silvestri. O cara era muito bom, depois desaprendeu a desenhar. Ele manjava muito mesmo, estilo soltão, nada de Jim Lee.

Z : Falando em artistas gringos, fazem dois anos que você entrou pro mercado americano, certo? Nesse período quais foram seus trabalhos?

FM : Cara, fui contratado logo de cara pra fazer uma graphic novel pintada do Alan Moore, chamada "Light of Thy Countenance"(imagem) que saiu em março nos Estados Unidos e ficou em segundo lugar em tps mais vendidos só perdendo pro Watchmen, mas antes de começar a graphic fiz um livro de pin ups pra personagem Lady Death e varias capas e fui alternando as paginas da graphic novel com outras capas na maioria de trabalhos do Warren Ellis como "Crécy" e "Anna Mercury".

Z : Essa capa do "Light of Thy Countenance" do Moore ficou excelente. Ele disse alguma coisa em relação a sua arte?

FM : Sim, durante o processo de feitura da graphic novel tive contato apenas com o editor da revista que por sua vez conversava com o Moore e com o Anthony Johnston que ajudou a adaptar a novel pros quadrinhos...mas depois que ela saiu Moore disse a um site gringo: "A adaptação de Light of thy Countenance por Felipe Massafera e Antony Johnston é provavelmente mais contundente que a história original." O que me deixou sorrindo por semanas.

Z : Totalmente compreensivel depois de levar um elogio do barbudo mais exigente no ramo, hehe

FM : Sim, sim, foi algo realmente incrível.

Z : E você foi convidado pra FX International, em Orlando. Me responde uma pergunta que todos querem saber. E a mulherada no evento? (rs)

FM : hahahahaha. Ah...as mulheres *suspira*...meu Deus, cosplays de Mulher Hulk, Hera Venenosa, Silk Spectre e muitas outras. Eram de endoidar qualquer um.
Erva da boa. rs.

Z :
Até os mais acostumados a desenhar mulheres sem roupa, né?

FM : Com certeza. (risos)

Z : E o retorno do pessoal de fora, como foi?

FM : Foi melhor do que eu esperava. Foi uma convenção pequena se comparada as grandes San Diego Comicon e outras do mesmo porte mas mesmo assim muita gente parava no estande da Avatar e falava que adorava meu trabalho ou que tinham visto meu video pintado a Zatanna no YouTube (vídeo disponíver no fim da matéria)....foi muito legal ter esse tipo de experiência com os consumidores do trampo que eu faço.

Z : Vou revelar uma coisa agora, mas que fique bem claro que minha vida está em risco. Tem uma amiga que faz parte do blog, loira, de olho azul e nerda de respeito com uma infindável coleção de quadrinhos que está doida pra saber seu estado civil.

FM : Hahahaha solteiro crônico. Como diria Ian Malcolm: "Estou sempre a procura da futura ex senhora massafera. "

Z : Rs. Ótima!

FM : Hahaha, isso soou canalha demais hahaha. Edita aí.

Z : Não. Hehe.

FM : Droga. Brincadeirinha, moças.

Z : Então é isso. Muitíssimo obrigado pela atenção, parabéns pelo trabalho e pelo merecido reconhecimento e muito sucesso pra você, meu velho.

FM : Abraço, Z. Até a próxima!


Zatanna by Felipe Massafera

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DublagenZ Entrevista - Ricardo Juarez

Falae galera, tudo beleza? Hoje teremos um post diferente, pois entrevistamos o simpático dublador Ricardo Juarez, dono de algumas vozes conhecidas como Johnny Bravo e Edu do desenho "Du, Dudu e Edu". Confiram!

Zenon : Você se sente realizado com o seu trabalho, ou ainda existe projetos que gostaria de realizar?

RJ : Me sinto quase totalmente realizado. Queria ter mais oportunidades principalmente em filmes dublados pra cinema. Ainda aguardo anciosamente uma oportunidade para dublar um protagonista de sucesso para Disney.

Z : Das vozes que você já vez, qual a que você mais se divertiu e qual a que você menos se identificava? Tipo, " Putz, esse personagem ainda tem mais trocentas falas pra gravar "

RJ : Na verdade não tenho esse problema com um volume muito grande de texto ou até mesmo um pesonagem que não gosto de dublar. O que pode atrapalhar as vezes é que prefiro trabalhar com o diretor X do que o diretor Y. Isso pode fazer o trabalho ser um prazer muito grande ou então um inferno. É claro que qdo sou chamado vou sempre gravar independente de quem está dirigindo o filme ou desenho. Tenho que ser profissional. Me diverti muito dublando o Johnny, Edu, Melman (Madagascar),Tank Evans (Tá dando Onda), Hellboy entre outros.

Z : Quando você caiu nesse "mundo" da dublagem?

RJ : No início dos anos 90.

Z : Em alguns episodio de Johnny Bravo, notamos uma mudança de voz no personagem. Pode nos contar o que houve?

RJ : Lembro de um episódio do Johnny em que ele virava um diretor de cinema e fazia vários papéis. Fiz tons de voz diferente pra ele. Foi divertido.

Z : Me corrija se estiver errado, mas as vezes ocorrem trocas nos diretores de dublagem durante uma determinada série, né? Já teve algum caso em que um novo diretor queria mudar algo que já estava inserido no personagem e que você não concordou?

RJ : Sim você está certo. As vezes o diretor(a) pega o bonde andando e não sabe nada sobre o seriado. Nomes são trocados! E até mesmo as características do personagem. Um vez uma pessoa me pediu pra parar de impostar a voz do Johnny e dublar com minha voz normal e parar de fazer o "Hup hup" que é marca registrada dele. Essa pessoa que estava dirigindo disse que esse "Hup hup" não combinava com o personagem.

Z : De onde vem as inspirações para fazer as vozes dos personagens?

RJ : Do dia a dia. Pessoas que vejo falando ou até mesmo procurando inspiração em outros idiomas.

Z : É de conhecimento de alguns que você tem um poder nerd oculto. Como se sente quando é convidado pra fazer algum personagem icônico, como por exemplo o Batman em " Batman - O mistério da Mulher Morcego" ou o Tygra de Thundercats? Remete àquele sentimento que tínhamos quando criança em que encarnávamos algum personagem em nossas brincadeiras?

RJ : Heheheh. Não dá pra descrever em palavras o que eu sinto qdo sou chamado pra fazer personagens desse tipo. Mas á uma coisa meio assim "Ppq c***lho não acredito nisso!" Tenho vontade de sair gritando de alegria!!!!

Z : Qual a sensação de estar lá, no conforto de sua casa assistindo um filme que você dublou? Dá aquela impressão de " Hmm, isso poderia ter ficado melhor "?

RJ : Sou muito crítico com o meu trabalho. Mas com o tempo agente vai melhorando, né? Claro que sempre tem alguma coisa nova pra aprender. Gosto muito de conferir meu trabalho depois de dublado.

Z : Já passou pela experiência de ser parado na rua, mercado, banco, etc, por alguém dizendo que reconhecem sua voz de algum lugar? Como foi pra você?

RJ : Sim mais pela locução que atualmente faço pra Rede Globo. Mas acontece de fãs me reconhecerem do Orkut. Isso é legal :-)

Z : Você também curte video games, correto? O que anda jogando ultimamente?

RJ : Adoro! Mortal Kombat vs. DC, Resident Evil 5, Gears of Wars 2 são os que tenho jogado mais últimamente.

Z : Juntando agora os dois assuntos, games e dublagens, você com certeza já teve a oportunidade de conferir o clássico Halo 3 que é o único jogo pra console 100% dublado em português. Você tem uma idéia do porquê ainda nao tiveram a iniciativa de dublar outros jogos pro nosso idioma?

RJ : Seria muito bom se todos os jogos fossem dublados. Não conferi o Halo 3 dublado. Aliás já até zerei o jogo. Não sei dizer pq não lançaram mais jogos dublados.

Z : E se fosse pra você escolher um personagem dos games pra dublar, qual seria sua escolha?

RJ: Acho que qualquer um no Resident Evil ou Gears! Porradaria e tiros, hehehe!

Z : Você acha que a dublagem está tomando um projeção maior do que tinha a dez ou quinze anos atrás? A que você atribui isso?

RJ : Devido a internet a dublagem tomou uma projeção maior sim. Antigamente as pessoas tinham mais dificuldade a informação, Hoje em dia você tem Orkut, Blogs, etc ...

Z : O que você pensa sobre as produtoras que contratam atores famosos para fazer dublagens em animações, por exemplo, e que lógicamente, pagam muito mais que ao dublador profissional? Acha que desvaloriza um pouco o produto, já quem nem todo ator é bom dublador?

RJ : Bom, pelo lado de mostrar os bastidores da dublagem acho interessante. Os famosos são chamados pq são um rosto conhecido na mídia não pq são bons dubladores. Até pq a maioria deles nunca dublou. É uma técnica diferente de atuar no cinema, Tv ou Teatro. Acho que pra eles vale muito a pena financeiramente falando. O que fica claro é que nem sempre o desenho fica bem dublado. Alguns atores podem ser sensacionais na Tv ou Teatro mas não rendem a mesma coisa na dublagem. Qto ao valor que recebem dizem que é muito superior ao valor pago aos dubladores. Os estúdio acreditam que o fato de ter um famoso dublando vai compensar. Que eles teriam um retorno do cachê pago. Não sei não. Acho que as pessoas vão assistir um filme bem dublado. Ninguém vai ao cinema pq é o fulano que dubla. Algumas pessoas ligam a imagem do ator ao personagem como era o caso do Bussunda no Shrek. Ele era muito bom fazendo o Casseta e Planeta. Me desculpem os fãs do Busunda mas tb tenho direito a uma opinião e acho o atual dublador do Shrek, Mauro Ramos, infinitamente superior ao Bussunda. É claro que existem casos de famosos que dublam muito bem tb. Mas não é sempre que isso acontece.


Z
: Pra finalizar, quais são os dubladores que mais te ajudaram e te serviram de inspiração?

RJ : Cleonir dos Santos, Newton Da Matta, Darcy Pedrosa, Marcos Miranda

Muito obrigado pela entrevista e pela disposição.

Ricardo Juarez também faz locuções para a Transamérica FM, Rádio Cidade e Globo FM.

Até a próxima!
Z!

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