Grace

“Por favor, você não entende!
Ela é especial, precisa de uma alimentação especial.”
Grace




Tema Macabro



Ah, os filmes independentes… Sem eles, com certeza o cinema não teria a menor graça. Claro, a grande maioria sempre vai preferir os blockbusters, mas convenhamos: Ninguém gostaria que houvesse no mundo apenas dois sabores de sorvete, não é mesmo?

Bom, alegorias gastronômicas à parte, o fato é que filmes independentes sempre me interessaram, não necessariamente pelo fato de serem independentes (se não eu seria apenas mais um indie), mas porque, na maioria das vezes, as histórias mais originais e interessantes saem daí, afinal os caras não têm muito a perder, já que geralmente são produções de baixo orçamento bancadas muitas vezes pelos próprios cineastas. Sem muito dinheiro para abusar de efeitos especiais ou contratar atores famosos, os diretores de filmes independentes acabam tendo que improvisar, focando-se na história. E quem ganha são os espectadores que não gostam de mesmice.

E mesmice é algo que, no terror, é muito fácil de acontecer. Em grande parte porque, quando uma boa idéia surge, ela começa a ser utilizada à exaustão até começar a ser mau aproveitada e ficar repetitiva e chata. Foi assim com os fantasmas, com os vampiros, com os zumbis, com os assassinos seriais e muitos outros elementos clássicos do terror. Se por um lado é o uso recorrente desses elementos que os torna clássicos, por outro o uso indiscriminado é o responsável por torná-los mais do mesmo. Ainda bem que sempre temos os independentes, que conseguem pegar esses elementos, utilizá-los com uma nova abordagem e revigorá-los, transformando-os em produções originais e interessantes como Deixe Ela Entrar e Espinha do Diabo, só para citar dois exemplos.

Apesar dos zumbis serem um dos elementos mais utilizados atualmente, é interessante ver a quantidade de produções que abordam o tema de formas criativas e diferentes. É o caso de Grace.

Madeline é uma mulher que gosta de coisas naturais. Tanto que, ao ficar grávida, decidiu que iria ter seu bebê em casa. Sua mãe não gosta muito das idéias de Madeline, mas seu marido, Michael, aceita a decisão. No entanto, nenhum deles estava preparado para a tragédia que iria ocorrer. O casal acaba se envolvendo num acidente de carro que leva a vida de Michael. Logo Madeline descobre que ainda não nascida filha morreu em sua barriga. Inconsolável e em choque, Madeline toma uma decisão bizarra: Decide ter o filho mesmo assim. Durante o parto, algo incrível acontece: Milagrosamente, a criança, que estava comprovadamente morta, estpa viva novamente. A felicidade é geral, mas não por muito tempo, pois Grace não nasceu uma criança normal. E por isso vai precisar de um tratamento mais do que especial.



O filme arrebatou o Festival de Sundance, que ficou chocado com as cenas. Só por isso já é um filme que vale a pena ser visto. Se você vai gostar ou não, é outra história. Não chega a ser tão estranho e bizarro quanto Begotten, mas ainda assim não é para qualquer um.


Na próxima Madrugada:
Uma das histórias de casa mal-assombrada mais conhecidas. Na próxima semana, conheça um pouco mais sobre o Horror em Amytiville.

Nome do Autor

Rafael Rodrigues

Filósofo, redator publicitário, promotor da ciência, roteirista de quadrinhos, professor de informática e pseudoblogueiro. Um homem que gosta de coisas simples, como Quadrinhos, Cinema e Ciência. Sabe, coisas normais.

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