 Hey pípol! É semana de Watchmen e, graças às maravilhas do grande empastado de marketing que é a indústria do entretenimento, tenho não um, mas DOIS, games baseados na graphic novel pra destrinchar (Palmito inna bad mood....).
Antes, um epílogo, uma crônica muito pessoal. Quando tive meu primeiro contato com a obra, lá em 199*, na época das minhas passagens pela Fábrica de Quadrinhos, onde me disseram que eu TINHA que ler a bagaça, caso contrário eu não seria digno da minha humanidade (e coisas assim), eu não engoli muito. Era jovem, um menino criado à leite com pêra, e ovomaltino* na geladeira, e foi melhor assim.
Em 2000, acho (:~), nos primeiros ano de faculdade, começei a consumir HQs adultas massivamente e, bem, ainda ouvindo (agora dos collegemates) que eu não era digno da minha barba rala, me empolguei pra ler. A essa altura já era fã do Alan Moore, e me julgava menos imaturo pra finalmente compreender a grandeza da graphic novel.
Li, reli, fiz 'oh, jizzed in my pants', virei fanboy, desvirei, e no fim, a obra é sensacional mesmo. A obra máxima do inglês pinéu, ele gostando disso ou não. Até aí eu chovi no molhado (e em breve vou ser chutado da Uarévaa crew por escrever redundâncias e usar termos 'agringaiados' demais), mas meu ponto é, que depois de toda euforia, eu guardei com carinho a experiência, e com a certeza de que Watchmen era aquilo, ponto final. Sem messianismo, nunca achei que fosse ver outras coisas relacionadas ao título. Mas até que fiquei animado quando anunciaram a adaptação cinematográfica, independente se iriam passar toda a visceralidade (?) e verossimilhança (??) do roteiro original. O que eu esqueci foi, que com isso, viriam até cuequinhas do Dr. Manhattan, coadores de café do Roscharch... e claro, joguinhos eletrônicos!
Watchmen: The End is Nigh
O primeiro de que vou falar é esse aí, supostamente next-gen, disponibilizado na Xbox Live Arcade e na Playstation Store pra download no EXATO dia da pré-estréia do filme (ah, essa máquina que é o marketing), é basicamente um 'beat'em up' (glossário Palmitóide de termos gamerzísticos: jogos de porradaria descendentes do Double Dragon, onde vc sai por aí batendo em todo mundo, pq afinal, todo mundo é seu inimigo), centrado em trechos da história original, onde você controla o Roscharch ou o Nite Owl (Dan), ou até os dois em um modo cooperativo split-screen, e desce a lenha em pangarés de todos os tipos.
Por não poder comprar o jogo completo, 20 doletas na PSN, (quero comprar na Playstation Store, você e seu vizinho também, assine aqui ) deixo claro que isso não é um review. Mas baixei e joguei a demo, bastante por sinal, até atear fogo no pigmeu invocado com saco de psicanalista na cabeça. (onde já se viu um vigilante que queima até a morte???). Tudo se passa numa rebelião na prisão, e aí eu me desloquei um pouco na história.... deveria ser onde o Roscharch é resgatado, mas por alguma razão ele tá solto, uniformizado e 'chutando bundas'.

O jogo não é grande coisa, verdade seja dita. Mas games que sustentam filmes sofrem do mal do prazo, são pasteurizados e desenvolvidos mais pra 'constar' do que pra divertir. Mas pra um título desse nicho, ele até que surpreende.... um pouco.
Mesmo com controles meio 'tchongos' (por falta de termo) e gameplay repetitivo, o combate diverte, o Coruja é meio # (adjetivo removido por conotação homofóbica), mas o Roxaxá é violentíssimo, e ver como a porradaria pode ser cruel é disturbadoramente divertido. Os gráficos estão bacanas e a direção de arte é louvável, com ótima ambientação e iluminação, feito notável em poucos meses de produção.
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