Bruxaria – Na Ficção

“Tente controlar seu temperamento. Lembre-se,‘Paz na terra, boa vontade aos homens’ também inclui bruxas.”
A Feiticeira





Tema Macabro




Existe uma infinidade de obras através dos séculos nas mais diversas mídias que se utilizam da bruxaria, das bruxas e de seus derivados, que é até injusto querer listar todas, uma vez que é impossível conseguir lembrar ou encontrar referências de todas. Vamos nos ater então apenas a algumas obras de ficção importantes em diversos aspectos (e quaisquer outras não especificadas aqui podem ser lembradas nos comentários por quem conhece mais o assunto).

Não existem muitas pesquisas sobre bruxaria na cultura popular, até porque é um conceito que há muito é utilizado (talvez o mais antigo utilizado na ficção, em relação a mitos como vampiros ou lobisomens). Provavelmente as primeiras obras de ficção remontam à mitologia antiga, como a grega, romana, egípcia, escandinava, entre outras, ainda associando a bruxaria às forças da natureza e colocando tais poderes nas mãos dos deuses. Em termos de bruxaria como a conhecemos, mais especificamente descrita e relacionada à práticas de humanos que possuem o poder de manipular forças sobrenaturais durante o fim da idade média, podemos citar Macbeth, peça de William Shakespeare escrita entre 1603 e 1606, que traz 3 bruxas que informam Macbeth que ele está destinado a ser rei.

Na literatura encontramos também um sem número de obras relacionadas, entre as quais podemos destacar as bruxas malvadas que são presença constante nos contos de fadas, além de histórias como As Brumas de Avalon, As Bruxas de Eastwick, a série de Livros de Harry Potter, Stardust, de Neil Gaiman, todos tendo sido adaptados para o cinema.



Falando em cinema, uma das obras mais antigas sobre o tema (se não a mais antiga) é The Witch, de 1916, do qual se tem muito pouca informação sobre; entre os anos 20 e 30 temos basicamente um filme sobre bruxaria por ano (e só em 1916 temos The Mysterys of Myra, Witchcraft e Joan the Woman – no cinema americano), destacando-se Häxan, um filme mudo sueco de 1921, o clássico Mágico de Oz, I Married a Witch, uma comédia romântica de 1942, La Strega in Amore, filme italiano e o horror The Witches, da Hammer, ambos de 1966, Season of the Witch, filme de baixo orçamento de George Romero de 1972, o clássico Suspiria de Dario Argento, de 1977 e A Bruxa de Blair, só para citar alguns.



A televisão também produziu muitas bruxas famosas, dentre as quais vamos destacar Samantha, da clássica série A Feiticeira (que teve uma versão cinematográfica recentemente, com Nicole Kidman e Will Farrel); Willow, presença marcante em Buffy, a caça-vampiros, a série adolescente Sabrina, a Feiticeira e a série Charmed, que ajudou a trazer de volta a popularidade das bruxas “boazinhas”.



Os quadrinhos também já lidaram com o tema muito mais vezes do que podemos contar, mas destaco aqui alguns persoangens como a Feiticeira Escarlate, Encantor, Agatha Harkness e Doutor Estranho na Marvel; Zatanna, Ametista, Enchantress, Traci 13, Feiticeira Branca, Sargon, Doutor Oculto, Cigana e Zatara na DC (citando apenas alguns). Além disso, podemos citar também W.I.T.C.H., hq em estilo manga originalmente publicada na Itália, mas que obteve grande sucesso em diversos países do mundo.

Obviamente, não há com cobrir tantas obras baseadas no tema, mas as histórias citadas aqui mostram a variedade e abrangência da bruxaria na cultura pop (e isso que eu nem cheguei a citar as influências no mundo da música, ou este post ficaria extenso demais).


Curiosidades:
- Em 2004 foi produzida um versão japonesa da série A Feiticeira, chamada de Okusama wa Majo (também conhecida como Bewitched in Tokio);
- Foi desenvolvido o piloto de uma série spin-off de Charmed, chamada Mermaid, protagonizada por uma Sereia, que não decolou;
- Ainda sobre Charmed, a Zenescope Entertainment publica atualmente uma série em quadrinhos baseadas na série.


Na próxima Madrugada:
E a série de posts sobre bruxaria encerra-se discorrendo sobre qual o lugar da bruxaria no mundo de hoje em Bruxaria – Na Atualidade.

Nome do Autor

Rafael Rodrigues

Filósofo, redator publicitário, promotor da ciência, roteirista de quadrinhos, professor de informática e pseudoblogueiro. Um homem que gosta de coisas simples, como Quadrinhos, Cinema e Ciência. Sabe, coisas normais.

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