Horror em Amityville – Da realidade para a ficção

"Eu não quero outra de suas explicações racionais, John.
Eu sei o que eu passei e não estou louca."
Amityville 3D




Tema macabro


Dá pra saber (ou pelo menos deduzir) se uma história dita sobrenatural é real ou não baseada na quantidade de adaptações. Quando uma história é explorada poucas vezes, principalmente pelo desinteresse dos envolvidos em que aquilo vire filme, livro, etc, dá para dar um pouco mais de credibilidade. É o caso de Fogo no Céu, incidente em cujos envolvidos não se importam em contar suas histórias, mas evitam se envolver em produções artísticas baseadas no ocorrido, tanto que não há mais do que um filme e alguns documentários sobre o assunto. Agora quando uma história é explorada de forma exaustiva, e inclusive com incentivo dos envolvidos, que ganham muito dinheiro com as adaptações, então alguma coisa aí está errada. Esse pode ser o caso do incidente em Amityville, que apesar de muita gente não saber, gerou muitas adaptações, na literatura e no cinema.

Após o livro Horror em Amityville, a casa e sua influência sobrenatural ainda foi explorada por John G. Jones, que escreveu The Amityville Horror Part II, Amityville - The Final Chapter , Amityville - The Evil Escapes e Amityville - The Horror Returns. Robin Karl ainda escreveu Amityville – The Nightmare Continues e Hans Holzer escreveu Murder in Amityville, The Amityville Curse e The Secret of Amityville.

Claro que, já que a literatura estava bebendo desta fonte, e com sucesso, cinema não ficaria de fora por muito tempo. Assim, surgiu a longa cinessérie relacionada a Amityville.


O primeiro filme, The Amityville Horror, de 1979 é baseado no incidente original e no livro de Jay Anson, onde a família Lutz passa 28 apavorantes dias na casa envolvidos com incidentes extraordinários.



Amityville Horror II – The Possesion foi lançado em 1982 e é na verdade é uma espécie de prequel do original, mostrando uma família que morou antes dos Lutz em Amityville, e é muito elogiado pelos entusiastas do gênero.



Amityville 3D de 1983 dá início a uma série de filmes que não tem relação nenhuma com o incidente original, sendo apenas “caça-níqueis”. Esse mais ainda, já que se aproveitou da moda de filmes 3D dos anos 80 (achou que essa moda era nova, hein?)



Em Amityville 4: The Evil Escapes, de 1989, uma mulher recebe misteriosamente um abajur. O objeto vem da mansão amaldiçoada e acaba provocando estranhos incidentes envolvendo todos da casa. O filme foi feito originalmente para a televisão e não passou nos cinemas.



A partir de The Amityville Curse, de 1990 as sequências passaram a ser produzidas direto para vídeo. Aqui, um grupo de estudantes universitários passa a noite em uma mansão mal-assombrada e são aterrorizados por incidentes sobrenaturais.



Em Amityville 1992: It's About Time, de 1992, um homem leva para casa um relógio que encontrou nas ruínas da famigerada casa em Amityville. A partir daí, uma série de eventos ocorrem, todos relacionados a esse amaldiçoado relógio. Digam o que quiserem, pra mim esse é o mais criativo de todas as sequências.



Em 1993 foi lançado Amityville: A New Generation, e mais uma vez temos um objeto amaldiçoado que veio da casa em Amityville, desta vez um espelho.



Amityville Dollhouse foi a última sequência (até agora) e a de menor sucesso comercial. Na história, uma menina ganha de presente uma réplica da casa em Amityville e então coisas estranhas começam a acontecer.




É claro que uma cinessérie com tantas sequências e tão famosa tinha que passar também pela onda dos remakes, o que aconteceu em 2005, num filme estrelado por Melissa George e Ryan Reynolds.



Ainda existem dúvidas sobre se realmente existiram eventos sobrenaturais envolvendo a família Lutz, mas uma coisa não dá para negar: Taí uma história que deu muito pano para manga, tenha sido ela real ou não.


Na próxima madrugada:
Ele é o maior canastrão dos quadrinhos de terror e o único que tem moral para mostrar o dedo do meio para Satanás em pessoa. Na próxima semana, conheça um pouco mais de Hellblazer.

Nome do Autor

Rafael Rodrigues

Filósofo, redator publicitário, promotor da ciência, roteirista de quadrinhos, professor de informática e pseudoblogueiro. Um homem que gosta de coisas simples, como Quadrinhos, Cinema e Ciência. Sabe, coisas normais.

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