A coisa

Eu sou cada pesadelo que você já teve.
Sou seu pior sonho transformado em realidade.
Eu sou tudo o aquilo o qual você sempre temeu.

Pennywise, o palhaço




Tema Macabro


Todo mundo tem alguma história que ouviu/assistiu/leu que se tornou inesquecível, seja porque era emocionante, porque era engraçada... Ou porque era assustadora. Uma das histórias que mais me marcaram durante minha infância se encaixa na última opção.

Para aqueles que curtem terror, Stephen King pode ser ou o mestre do terror ou o maior enrolador. Realmente, King é o tipo de autor “ame ou odeie”, mas independente do que se pense a respeito, é difícil para um entusiasta do gênero ficar indiferente para com suas obras. Polêmicas à parte, temos de convir que Stephen King é provavelmente o autor de Terror mais popular há muito tempo, contando com mais de 60 obras literárias, entre ficção e não-ficção, com boa parte delas já tendo sido adaptadas para a TV ou cinema, além de ter sido roteirista e diretor de diversos filmes para a TV. Definitivamente, Stephen King é alguém que sabe cativar o público. Mas o autor em si é assunto para um post futuro: hoje, vou falar especificamente de uma história que até hoje eu considero bastante assustadora: A Coisa.

A Coisa foi publicado em meados dos anos 80, e conta a história de 7 pessoas que, quando crianças, foram aterrorizadas por uma criatura capaz de mudar de forma e que se alimentava do medo das pessoas, e tiverem que encarar seus medos para vencê-la; apesar de ter a habilidade de se transformar no pior medo de cada criança, ele aparecia em grande parte na forma do palhaço Pennywise. Anos depois, quando adultas, são obrigadas a encarar novamente seus traumas e medos e se unirem, pois a criatura estava de volta.

A narrativa carrega alguns elementos que se tornariam “marcas” de grande parte das outras obras do autor, como traumas de infância, crianças aprendendo juntos a conviver com seus problemas e ameaças que se apresentam dentro de um contexto “comum”, o que aumenta a identificação do leitor com a história.

Embora tenho alguns “problemas narrativos”, a história, como a maioria das escritas por Stephen king, consegue passar uma sensação de que as coisas estão mesmo acontecendo (ou aconteceram), o que eu considero um grande mérito do autor.

A Coisa é hoje uma das obras mais famosas de King, e foi adaptada em um filme feito diretamente para a TV em 1990. Não sei se chegou a passar na televisão, mas aqui no Brasil o filme chegou em VHS com o nome de It – Uma obra prima do medo (não sei dizer se hoje existe em DVD), e é uma boa pedida (mas só se você não tem medo de palhaços).



Curiosidades:
Como eu disse, It foi uma das histórias que mais marcaram minha infância, principalmente pela história curiosa de como eu tive contato com ela. Foi na escola, eu tinha 10 anos, e a professora passou esse filme para nós assistirmos. Sinceramente, não lembro os motivos dela ter feito isso, e hoje me pergunto como diabos ela achou uma boa idéia passar um filme como esse para crianças de 10 anos. Eu fiquei dias sem conseguir dormir com as luzes apagadas.
Outra história curiosa relacionada à mim mesmo e ao filme é que, quando eu assisti, fui direto para casa, morrendo de medo do palhaço Pennywise, e quando cheguei em casa, minha irmã escutava “Don’t you forget about me”, do Simple Minds. Por algum motivo, eu relacionei uma coisa à outra e até recentemente, sempre que eu ouvia a música, não conseguia deixar de lembrar do filme...
Se você achou o nome “Pennywise” familiar, saiba que não é por acaso: A banda de hardcore punk teve seu nome inspirado justamente na criatura do livro de Stephen King.



Na Próxima Madrugada:
Isto é o que somos. Na próxima semana, a hora está chegando em Millennium

Nome do Autor

Rafael Rodrigues

Filósofo, redator publicitário, promotor da ciência, roteirista de quadrinhos, professor de informática e pseudoblogueiro. Um homem que gosta de coisas simples, como Quadrinhos, Cinema e Ciência. Sabe, coisas normais.

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